Duas horas livres.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Duas horas livres.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
No passado dia 15 de Maio (ontem), dei por mim a ler a coluna do D. José César das Neves, no jornal Destak, do mesmo dia e fiquei com uma enorme vontade de contrapor as suas ideias, de lhe dizer que estava errado, que as coisas não são assim tão simplistas e muito menos podemos escrever com falsos moralismos.Na altura não me recordei como poderia fazer, mas finalmente os meus neurónios trabalharam e lembrei-me do meu blog. É verdade que apenas umas 14 pessoas o lêm em média por dia e que provavelmente, serão sempre as mesmas, mas pelo menos, livro-me deste sapo que está engasgado e não consigo engolir. Pois bem, vamos por partes. No citado texto, o Dr. José Neves, criou uma explicação (para um tema sobre o qual, foi talvez obrigado a escrever), tendo por base “Um grave erro no conceito de desenvolvimento” e na realidade existe um, mas não o que foi apresentado. Para começar, houve evolução no campo das artes e do pensamento.
Se houve algo realmente novo? Não. Melhor?! Não.
Uma evolução é isso mesmo, um “up-grade” de algo que já foi criado, um sair da caixa, pensar e resolver noutro ponto de vista. Não tem que ser melhor nem pior, é apenas evolução. E já agora, Hitler, Atila, Marquês de Pombal, Nero, Inquisição Espanhola, Saddam e companhia, não têm graus de comparação, são o que são. Mas até aqui tudo bem, é uma opinião, eu também tenho a minha, aliás tenho muitas.
Contudo, ainda no mesmo parágrafo diz para finalizar, que a violação e pedofilia ainda são repudiados. Errado. Muito errado. Não é preciso voltarmos muitos anos atrás para nos recordarmos dos casamentos combinados pelas famílias, como acto socialmente aceite e recomendado. O que seriam as noites de núpcias de mulheres e homens casados obrigados, que não uma perfeita violação de vontades e corpos?
Antepassados com orientações claras? Realmente eram, mas muito mais violentas que as de hoje. Pensemos em quantas meninas casadas em fase pré-adolescente e adolescente, com homens dez, quinze, vinte, cinquenta anos mais velhos? Aqui temos um autêntico, dois em um; não só a pedofilia era socialmente aceite, como a violação do corpo e da vontade. A frase correcta teria sido: A violação e a pedofilia são hoje, as únicas práticas repudiadas.
Quanto à confusão de critérios e à liberdade, tem que convir que ninguém é realmente livre, não na nossa sociedade judaico-cristã. Que menina é hoje educada pelos seus pais para ser livre sexualmente? Não têm, hoje em dia, os pais e a sociedade o mesmo discurso que receberam da catequese, dos seus próprios pais e avós? Não apelam todos à modéstia, o reduzido número de namorados e a um casamento com filhos? Não continuam as meninas a crescer a pensar que um dia serão as princesas das suas casas, com um único príncipe encantado?
Houve realmente um período de grande desorientação sexual na história moderna e esse acabou nos anos 80, quando uma doença sexualmente transmitida ocupou o lugar do antigo Inferno: a SIDA. Até aos anos 80, sexo seguro era não fazê-lo, num carro em andamento (a frase não é minha). Por isso, sim, existe uma confusão de critérios: todos queremos ser livres, donos dos nossos corpos e buscar a felicidade, mas o nosso inconsciente está agrilhoado a um espartilho educacional judaico-cristão, que nos impede de simplesmente ser.
Enquanto no passado a pedofilia, dentro de certos parâmetros, era aceite e recomendada, hoje é simplesmente rejeitada. Por isso, sim, existe confusão. Enquanto antigamente, as mulheres eram simplesmente objectos de troca e servidão sexual, hoje têm poder, por isso, sim, existe confusão.
Confusão porque existe uma evolução, ou melhor um retrocesso de mais de três mil anos. Estude um pouco os hábitos egípcios, a sua sociedade e veja como não só existia liberdade sexual (verdadeira), como as mulheres e os homens eram simplesmente iguais em todos os campos, quer económicos, religiosos e sexuais.
"Não houve evolução nenhuma, houve apenas um retrocesso, ou quem sabe uma revolução, um retorno à verdadeira evolução.
Quanto às atrocidades raras nas tribos primitivas…creio que já está largamente explicado, não?! Orientações claras dos nossos antepassados, quanto à moral sexual? Vejamos, temos o Kama Sutra do Séc. IV é uma boa orientação. Marquês de Sade, no Sec. XVIII? Que seria do prazer sem um pouco de dor! Shakespeare, Sec. XVI?! Oh meu Deus, o que se pode ler nas entrelinhas!
Mais recentes?! Deixe-me ver… Henry Miller, no início do Séc? Marguerite Duras, desde os anos 30? Sim! Realmente não houve inovação no campo da arte, do sexo ou da religião moral e sexual. Apenas vivemos mais do mesmo, onde tudo é permitido, pois o ser humano sempre fez o que quis, mas nada é recomendado.
No entanto, devo admitir, deve ter tido muito trabalho, chegar a um nível de consciência decrépita como a sua.
A minha avó sempre disse: Se não tens nada inteligente para dizer, fica calada.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Fui hoje acordada por esta notícia e logo, logo, lembrei-me da voz da minha avó a gritar, “Oh da Guarda, Oh da Guarda! Agarrem que é gatuno!”.
Numa outra fase qualquer, haveria uma Iris a bradar aos céus e a gozar com a hipocrisia do Sr., mas essa é uma Iris idealista e feliz, que vê no “Ambiente e Ar mais Puro”, batalhas dignas de esforço e dedicação. Contudo, esta outra Iris, mais crítica e cansada, acha sinceramente, que no meio de tantos actos públicos perigosos do nosso Primeiro Ministro, o de fumar num avião fretado, apenas colocou em perigo a ele e àqueles que optaram por partilhar o “crime”, sem tomarem qualquer tipo de iniciativa. (Quem me dera que sempre assim fosse!)
É que: No meio de um acordo ortográfico, que coloca o meu querido Português, no papel ingrato de prostituta de luxo, oferecida como extra, numa qualquer transacção comercial e política; No meio de um país onde a inflação real, não pára de aumentar; No meio de um país onde a maioria das pessoas com ordenado mínimo, não têm condições para alugar um tecto condigno, quanto mais comprá-lo; No meio de um país, onde os jovens continuam a trabalhar sem contrato, a recibo verdes e afins; No meio de um país onde os hospitais fecham, enquanto outros, já sobrelotados, enchem-se de camas ocupadas por causas sociais; No meio de um país onde a educação é uma anedota tal, que dá títulos a quem ainda não os merece e No meio de um país onde médicos e outras profissões, supostamente bem pagas, recorrem ao Banco Alimentar; um pseudo engenheiro que por um perverso sentido de humor do universo chegou a 1º Ministro, ter fumado num avião, não me parece sequer digno de uma nota de roda pé.
Mas quando não existe uma oposição decente, capaz de dar notícias que superem a importância desta, então eu desejo que o Sr. Sócrates farte-se de fumar, que fume o suficiente para que o imposto sobre o tabaco se torne auto-suficiente para a diminuição do défice e permita a baixa do imposto sobre o combustível; que fume o suficiente para provocar a si mesmo, uma qualquer deficiência respiratória, que limite o seu jogging publicitário, para que não tenha que o ver de novo de calções; que fume o suficiente para o ver ser atendido pelo nosso sistema de saúde público (como se isso alguma vez acontecesse!); que fume o suficiente para perder a voz, para que outras que tentam fazer-se ouvir, sejam finalmente audíveis e que o reinado do Sr. “Engenheiro” Sócrates, termine de vez.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Estava um dia com uma iluminação de lusco-fusco permanente. Eu caminhava de um lado para o outro, como animal enjaulado, de olhos semi-cerrados, como estratégia de filtragem da irritante luz. O comboio é anunciado e os meus olhos sorriram de alívio. Sentei-me no primeiro lugar que vi, senti-me felizarda por ir sentada. Abri o jornal. Não prestei atenção, não estava nos meus dias. Li as gordas com a lassidão própria de um Marajá. Uns números que surgiram em sub-título, 1 - 11 - 16 - 21 - 28 - e - 5 - 7, pareceram-me terrivelmente familiares, mas ao lado estava uma fofoca cor-de-rosa que parecia muito mais importante. Chegada ao Rossio, reparo que ainda faltam 45m para entrar no trabalho. Opto por tomar um café enquanto leio mais algumas páginas de um livro que estava na carteira. sexta-feira, 2 de maio de 2008
É quase sempre insuportável, quando aquele dia do mês surge. Não só pelo mal estar, dores e acessórios pouco estéticos, mas sobretudo, porque foi mais um ciclo que se desperdiçou, mais uma oportunidade que se esgotou e o meu sonho de ser mãe...cada vez mais longe.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
E pronto! Lá andavam eles ontem, com as suas fardas assinadas pela Fátima Lopes, a passar multas e a rebocar os carros estacionados em 2ª fila, sobre os passeios e sem talão da EMEL válido. Acho bem. Não os talões da EMEL, que isso de pagar espaço público a uma empresa privada sempre me fez confusão, mas o não cumprimento do código da estrada deve ser multado.
No outro dia coloquei aqui uma mensagem sobre o medo e no meio dos comentários surgiu algo que ajudou a desanuviar e como o tema volta a ser notícia, aqui fica uma adaptação:
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Estou farta e começo a irritar-me a sério com este hábito (creio que judaico, ou cabalístico - na realidade nem quero saber), de atribuir interpretações telúricas a tudo quanto é número.No outro dia ouvia alguém dizer, com grande surpresa (imagine-se), as conclusões que havia tirado das medidas da pirâmide de Quéops. Mas fê-lo com uma tal desenvoltura, que fiquei com a impressão de estar perante um Russel Crow ainda não "oscarizado".
O que pregava era algo semelhante a: "A altura da pirâmide é a raiz quadrada do número dado pela superfície de cada um dos lados, em côvados, não em metros, que também faz referência à pequena pirâmide, que seria de ouro e que estava no topo da pirâmide mãe, multiplicando novamente, por 10 elevado à quinta, dá o perímetro da circunferência equatorial." Por amor ao universo!
CHEGA! Qualquer número, multiplicado, elevado, "enraizado", subtraído, somado, dá obrigatoriamente, outro número. Qual é o fenómeno?!
Até eu consigo fazer isso, querem ver? Partindo da minha data de nascimento: 11 - 04 - 1976, obtemos a data da suposta descoberta (não achamento) do Brasil. Como? Simples : 11 + 4 = 15 que multiplicado por 10 ao quadrado, dá 1500.
Como sabemos que as descobertas foram feitas pelos sucessores dos templários e estes grandes cabalísticos, quase que aposto que foram eles que fizeram com que eu nascesse neste preciso dia... só para chatear a minha mãe que estava a dormir descansada e não queria sentir dores.
Que a força fique convosco.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Estou com alguma dificuldade em simpatizar com os pedidos de boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim e não me acusem de não simpatizar com a Causa Tibetana, da qual sou acérrima defensora.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Estou farta de ouvir toda a gente dizê-lo constantemente. É como uma sinfonia cacofónica, estridente, pós-moderna, de sons que saltam das gargantas dos interlocutores, deslizam pelos seus lábios e voam na direcção das minhas desmesuradas orelhas, percorrem toda a elíptica rampa, entram no pequeno túnel e batem no tímpano, ricocheteando para o meu cérebro: “Têm que te amar, por aquilo que és!”Coitados!
Tenho a certeza que as intenções são as melhores, que as pessoas não pretendem o mal de ninguém quando o dizem, mas a verdade é que esta velha frase, não apazigua quem a ouve, muito pelo contrário. Se já leram até aqui, acompanhem o meu raciocínio por um pouco.
As pessoas amam e gostam de quem é agradável à vista e fácil na convivência. Preferem pessoas bonitas e amáveis, de grande empatia, que as compreendam, que concordem, que se deixem levar. Por isso, quando dizem: “As pessoas têm que gostar daquilo que és!”, não estão, na realidade, a colocar a bola no outro campo, apenas estão a reforçar a ideia de que temos que ser bonitos, simpáticos, empáticos. Estão a colocar, mais uma vez, a bola nos nossos pés e esperam que não falhemos o próximo passe.
Sim, dizem que têm que gostar de nós pelo que somos, mas pressupõem que as pessoas vão gostar do que somos e de que somos o que as pessoas gostam. Mas a maioria das vezes não gostam e não somos o que os outros pretendem que sejamos.
Eu daria tudo para que alguém incluísse nessa velha, mas não cansada frase de motivação despropositada, apenas uma, reparem que digo “apenas” uma palavra, para que o meu cérebro percebesse o som transportado pelo ar como: “As pessoas têm que te amar, apesar daquilo que és!” Aí sim! Aí o passe teria sido feito na perfeição e a bola estaria agora no campo do adversário, à espera do ângulo perfeito, do pontapé certo, da força na medida exacta, para encontrar as redes da baliza e fazer golo. Aí, todo o esforço ficaria do outro lado e estaria apenas dependente da vontade, da capacidade quase sobre-humana, de alguém amar outra pessoa, apesar de tudo.
Confuso?!
Bem, é assim que a minha mente trabalha, agora depende de vocês gostarem ou não.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Nos últimos tempos tenho visto em tudo quanto é lado o apelo ao medo. Os jornais atiram com notícias sensacionalistas de pavor e pânico nas ruas, fazendo crer que basta colocar o pé fora de casa para sermos assaltados, ou vítimas de um novo desporto radical a que teimam chamar "carjacking".
sábado, 29 de março de 2008
Há quanto tempo não ouvem esta expressão? Petrodolar? Algumas expressões caem em desuso, mas não deixam de fazer sentido por isso. Petrodolar significa que o negócio do petróleo está tão intrisecamente ligado aos EUA, à sua economia e à sua moeda, que não existe outra forma de negociar o crude sem ser com notas verdes dos filmes de Hollywood, e ainda hoje é assim. O barril de crude é negociado em dólares e esse valor continua a subir de dia para dia. Esta é a verdade 1.
Agora a verdade 2: Para todos os países, incluindo nós europeus (leia-se portugueses), o preço do petróleo é importante; aumentando o seu preço, quase tudo o resto aumenta.
Dica: Alguém que nunca falha aos treinos
Nota2: É quase um título de Blog intelectual, hein?!
sexta-feira, 21 de março de 2008
Quando acordei deparei-me com um lindo dia azul. Um daqueles dias, que nos faz recordar os contos de fadas, de florestas encantadas, de paisagens bucólicas e não pude evitar de me recordar um texto que li há alguns anos. Por isso decidi partilhar com vocês.
A Primavera
Ai, que lumes e perfumes! Ai, como riem os prados! Ai, que alvoradas se ouvem! (Romance popular) No meu entredormir matinal, irrita-me uma endiabrada gritaria do rapazio. Finalmente, sem poder dormir mais, levanto-me, desesperado, da cama. Então ao olhar pela janela aberta, vejo que quem faz barulho são os pássaros. Saio para o horto e dou graças a Deus por este dia Azul. Concerto livre de bicos, fresco e sem fim! A andorinha ondula, caprichosa, o seu gorjeio no poço; o melro assobia sobre a laranja caída; de fogo, o verdilhão palra no sobreiro; o chamariz ri longa e finamente no alto do eucalipto; e, no pinheiro grande, os pardais discutem desaforadamente. Que manhã! O sol põe na Terra a sua alegria de prata e de ouro; borboletas de cem cores brincam por toda a parte, entre as flores, dentro de casa, na fonte. O campo abre-se em estalidos, encrepitações, num fervedouro de vida nova e sã. É como se estivéssemos dentro de um grande favo de luz que fosse o interior de uma imensa e cálida rosa acesa.
Juan Ramon Jimenez - "A Primavera", do livro "Platero e Eu".
quinta-feira, 13 de março de 2008
Mas vou tentar fazer entender-me. O meu problema, começa todo com a ideia do "Mais fácil". Porquê mais fácil? O que temos agora é complicado? Não o falamos e escrevemos desde tenra idade? Porquê alterar o código de escrita? É que da última vez (e já lá vai algum tempo, viva a TV Cabo!) que eu mudei da SIC para a TVI e da TVI para a SIC em horário nobre, a diferença de sonoridade dos portugueses falados, era muito diferente e desculpem-me, mas a minha sonoridade é muito mais fechada, do que o português cheio de vogais abertas, falado pelos brasileiros. Consequentemente, ao escrevermos as palavras da mesma forma (ou de forma aproximada), as minhas vogais irão fechar-se ainda mais. Devo ser das poucas pessoas que ainda escreve "Baptista" e não "Batista", é porque se não sabem o som é diferente, apesar do "P" mudo. Devo ser das poucas pessoas (pelo que vejo escrito em todo o lado) que ainda acha que se conta às crianças "Histórias de encantar" em vez de "Estórias de encantar". Estória?! Esta palavra sugere um sucedâneo de Estore, algo que se coloca nas janelas para tapar o sol. Que diz "Contínuo" e não "Continuado", "Morto" e não "Matado", "Liberto" e não "Libertado". Eu quero dizer ACTOR, ACTRIZ, ACTO, ACTUAR, abrindo a letra "A" sem ter que a decorar como uma árvore de natal. Ela fica tão linda casada com o "C", supostamente mudo! Mas não!
- Ecológica: Como tem menos palavras, tempos verbais, determinantes e poupam nas letras, acentos e pontuação, utiliza menos tinta de caneta e toners e, consequentemente, menos papel,
- Rápida: por todas as razões acima apresentadas e tenho a certeza que ainda arranjava mais algumas,
- Única: ficaria mais de metade do Mundo a falar a mesma língua.
segunda-feira, 10 de março de 2008
O melhor é mesmo, afastarmo-nos das questões complicadas e começar por um exercício simples: realizar uma lista de tudo aquilo que gostamos.
É inacreditável como depressa nos apercebemos da pessoa que somos quando vemos uma lista daquilo que gostamos, em vez daquilo que nos irrita.
A lista que saíu foi esta:
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Tenho andado às voltas com diversos projectos paralelos, o que me tem deixado algo à deriva em relação a alguns deles. Se consultaram o blog do Tragofadonossentidos, já devem ter reparado numa nova peça de teatro, que aliás tenho que colocar um link aqui também, mas para além dessa empresa, estamos a terminar uma outra para o Verão e eu, não sei porque carga d'água, comecei um novo livro. terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Nunca fui grande adepta das mensagens escritas por telemóvel, a não ser que sirvam, unicamente, para fazer uma comunicação cuja resposta seja sim, ou não. Sempre achei que acabava por ser mais rápido pegar no telefone, dizer o que queria à pessoa do outro lado, ouvir o que essa pessoa tem a dizer e esclarecer logo tudo, o que tiver que ser esclarecido, pois sempre que utilizei os "sms" para conversas, estas prolongaram-se por eternidades, as coisas não ficaram esclarecidas e houve, quase sempre, algum tipo de mal entendido.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Não foi de propósito mas que calha bem com a comemoração do dia de S. Valentim na próxima semana, calha. No outro dia pediram-me para que descrevesse o meu homem ideal, aquele que eu não teria qualquer dúvida de que poderia vir a ser o pai dos meus filhos e eu fiquei sem resposta. A verdade é que nem sempre sabemos o que procuramos, ou melhor, sentimos o que queremos, mas não o racionalizamos. Na maioria das vezes, sabemos de cor, as características que não queremos, mas torna-se mais complicado, quando toca a dizer, claramente, o que realmente queremos.
Creio que isso se deve ao facto de acharmos que a nossa cara metade anda por aí, perdida, à deriva, tal como nós; gaivotas pairando no ar à procura da próxima corrente de ar quente e que chegada a altura, uma determinada altura, uma hora prevista por uma força qualquer invisível, os dois seres se irão encontrar, reconhecer-se e encaixar por artes mágicas. "Quando tiver que acontecer, acontece", é o que todos pensamos, mas e se não fôr?! E se realmente existir uma outra metade para a nossa laranja (e aqui são livres de pensar em qualquer outro fruto, ou forma geométrica) e se a tal "força" que teima em não se mostrar, a colocar no nosso caminho e nós não a reconhecermos? Será que a ausência de características por nós consideradas negativas é o suficiente para reconhecermos alguém?
Um amigo disse-me que não existem acasos do destino, que as pessoas quando se apaixonam, não foi por causa do destino, mas sim porque naquele momento se sentiam "Apaixonantes". Na altura dei a importância que poderia dar a uma questão daquelas, mas agora, depois da minha incapacidade de dizer o que eu quero, coloquei-me a pensar: seria aquilo apenas uma nova forma de dizer que temos de gostar de nós para que outros também gostem? Que temos que emitir energias, vibrações, hormonas, (ou seja lá o que fôr), que transmitamos aos outros que nos achamos dignos de se apaixonarem por nós, para que realmente tal aconteça? Mas isso não deita abaixo toda a outra teoria que existe (e esta é a expressão que mais gosto) um tampa que encaixa na nossa panela, automaticamente?
Pelo sim, pelo não e não vá a ausência de características negativas ser suficiente, para reconhecer o que nos está destinado, já comecei a fazer uma listagem de tudo aquilo que procuro num companheiro.
Quem sabe, ainda não o venho partilhar convosco...






