A minha irmã estava de folga, pelo que senti a falta da voz da minha sobrinha às seis da manhã, mas às sete, o telemóvel deu o alarme e ao som de Mondobongo de Joe Strummer e os Mescaleros, o meu cérebro, lentamente, acordou. Mas foi mesmo muito, muito, muito, lentamente. Começou por dar ordem aos olhos para abrirem, mas estes em contacto com a pele, decidiram ficar quietos. A pele sentia-se quente e protegida e pediu aos olhos, mais alguns minutos de tranquilidade. sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A minha irmã estava de folga, pelo que senti a falta da voz da minha sobrinha às seis da manhã, mas às sete, o telemóvel deu o alarme e ao som de Mondobongo de Joe Strummer e os Mescaleros, o meu cérebro, lentamente, acordou. Mas foi mesmo muito, muito, muito, lentamente. Começou por dar ordem aos olhos para abrirem, mas estes em contacto com a pele, decidiram ficar quietos. A pele sentia-se quente e protegida e pediu aos olhos, mais alguns minutos de tranquilidade. quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Ela tem a sua primeira oportunidade de o observar, sem ser vista. Levanta os olhos e vê um homem, aparentemente um militar. A sua intuição assim o diz, a roupa que ele veste e a camisa que a aquece, também. O seu corpo é extremamente musculado, mas de certa forma, é-lhe familiar. Aquela configuração não a assusta, ela já a conhece bem. O cabelo dele é negro, quase tão escuro quanto o seu e curto, como convém a um bom soldado. É alto. Bem mais alto que ela. Talvez um metro e oitenta e cinco, quem sabe mais, mas ela não tem a certeza. Veste umas calças pretas, cheias de bolsos, fechos e presilhas. A camisa não mostra qualquer insígnia, talvez estivesse numa missão secreta, mas ela podia quase afirmar, que ele era um oficial. Deve rondar os trinta anos, mas não consegue ter a certeza. Existe pouca luz, para que se possam ver bem as feições. À cintura, um cinturão, uma navalha e uma arma automática, talvez uma Beretta de sete milímetros, num coldre. Instintivamente olha para a perna direita, junto à bota e repara que algo falta, mas não sabe o quê, nem sabe porque é que procurou.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Há alguns dias (mesmo muito poucos), uma adolescente de 16 anos, acusou-me, publicamente, de ser a "Rainha das Tradições" e de ter uma imaginação demasiado fértil (Está descansada que eu sei que foi com boa intenção. Ainda não foi desta que o pai Natal te tirou da lista.)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
E é basicamente isso que tenho para dizer. Faltam 30 dias para a festa que eu mais gosto.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Com todo o respeito e consideração que tenho pelos profissionais, acho um gozo, este tipo de títulos nos jornais. É um gozo por diversas razões, mas vou apenas enumerar duas.sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Sempre amei os filmes do 007 com as suas armas, os carros, a classe, as lutas, as roupas, as intrigas internacionais e o suposto secretismo. Sempre achei piada ao facto do 007 ser um agente muito pouco secreto.
E assim sendo, é claro que esperava ansiosa pela estreia de mais uma sequela deste enredo que adoro, principalmente, depois de ter ficado agradavelmente surpreendida com o Casino Royal, com o Daniel Craig.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Ela estava a chorar. Não caíam lágrimas, porém ele conseguia vê-las, via-as inundarem o peito da sua amada, a encherem o seu pulmão, a asfixiarem-na de mansinho, a darem um nó na sua garganta, a taparem os seus ouvidos, a matarem-na.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Como se a chuva ainda não tivesses sido prenúncio suficiente de que o Verão, realmente já tinha acabado (E continuo à espera do Verão mais quente dos últimos anos!), hoje, quando cheguei de manhã a Lisboa e estava a sair da estação do Rossio, um cheirinho familiar, que faz as minhas papilas gustativas começarem a salivar tal qual "Cão de Pavlov", anunciava o retorno das castanhas.quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Andava eu a passear na net e a ver as novidades em anúncios e deparei-me com esta foto da D&G. à primeira vista, perdoem os meus olhos femininos, apenas prestei atenção aos belos abdominais dos modelos. Passado um pouco (alguns segundos apenas, não pensem mal de mim), reparei na sugestão do sonho erótico de violação e neste caso com mais do que um homem.segunda-feira, 29 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O seu corpo continua a tremer, mas agora mais de medo, do que de frio. Ela está nua, não sabe onde está, não se recorda como é que lá foi parar, não reconhece a situação em que se encontra, mas mesmo assim, aquela criança, sente-se desprotegida e fraca, mas não vencida.Ele apenas a observa. Não tece qualquer comentário, não faz soar qualquer ruído, não faz anunciar a sua presença. Ele apenas a observa, de pé, a três ou quatro passos da sua cama. Ela insinua falar, mas arrepende-se e decide também ela, observar.
Ela ainda não o olhou. Ele é o que mais receia naquele momento e, por isso, apenas sente a sua presença pesada. Reconhece de imediato uma tenda militar. Um ou dois candeeiros a petróleo, um candeeiro a gás, algum equipamento, incluindo duas mochilas semi-desfeitas. Duas camas em lados opostos, sendo uma delas, aquela onde se encontra.
No meio, entre as duas camas, mas por cima delas, uma mesa de construção tosca de troncos e cordas, junto à outra cama e preso com alfinetes à parede da tenda, está um enorme mapa-mundo e algumas fotos de satélite. Não consegue ler o que dizem. O chão está húmido e tem restos de sisal, por todo o lado. Na cabeceira da sua cama, encontram-se duas cordas, que percebe, pelas marcas dos seus pulsos, a sua função. Observa por fim, as marcas de uma luta sem glória, que se espalham pela sua pele leitosa, agora suja de lama, pó e suor.
Ele cansa-se de a observar. Lentamente tira um cigarro e, num gesto aprendido no cinema, acende-o com um fósforo. Pela primeira vez, ela toma plena consciência que estava nua. Ela sabia que estava sem roupa, mas só agora se apercebe que isso faz com que ela esteja nua.
Ele sorri com o embaraço da rapariga. Dá um longo e lento trago no seu cigarro e despe a camisa. Dirige-se até a jovem e, displicentemente, alheio ao terror que lhe estava a provocar, pousa a peça de roupa, sobre as costas daquela, ainda criança. Não se demora. Tem receio da aproximação. Também ele tem medo. Afasta-se e olha o mapa do outro lado da tenda, virando as costas à sua prisioneira.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A verdade, é que se eu fosse outro tipo de pessoa, diria que estive com uma depressão, mas comigo, esse género de desculpas não colam. Depressões são um termo geográfico, que não se deviam aplicar a ser humanos.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Corta com a faca as cordas que a atam à cama e desfaz-se dela com uma displicência pouco comum nele. Acaricia-lhe o rosto. Tenta adivinhar quantos anos de vida tem aquele anjo, que ele mantém como seu refém. A sua anatomia confunde-o. Pensa que ela não deve ter mais de dezasseis anos, talvez ainda menos, apesar daquele corpo apresentar uma desenvoltura pouco comum, para tão pouca idade. O que o leva a pensar assim é o seu rosto e os cabelos escuros como o manto da noite que os envolve, que cobrem por completo o corpo até a cintura. “Sim!” - pensa ele – “O teu rosto denuncia uma adolescência menosprezada.”
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Ontem fui totalmente surpreendida, pela mensagem mais insólita que ouvi em toda a minha vida, principalmente por ter vindo de um auto falante num espaço público.






