Cenário: Chamada de Madrugada, mulher na cama a tentar dormir, homem do outro lado do telefone e do Oceano Atlântico
H - Porque é que quando as coisas estão a correr mal, de um momento para o outro, acontece algo, surge uma corrente de ar quente, um balão de oxigénio e as coisas começam a recompor-se, a voltar ao normal?!
M- Porque depois da tempestade vem a bonança?
H - Odeio frases feitas...
M - Deus escreve certo por linhas tortas. - provoca, soltando um riso que fica dentro de si.
H- Então essa, é a que eu mais odeio!
M - Como é que se pode odiar uma frase? - diverte-se
H - Deus criou o Mundo, o Universo e sei lá mais o quê, pois é todo poderoso, mas não foi capaz de ter feito só linhas direitas? - ela ri-se - Se só tivesse feito linhas direitas, não precisava de corrigir a escrita.
M -Se assim fosse os homens não existiriam e eu poderia estar agora a dormir.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Cenário: Chamada de Madrugada, mulher na cama a tentar dormir, homem do outro lado do telefone e do Oceano Atlântico
H - Porque é que quando as coisas estão a correr mal, de um momento para o outro, acontece algo, surge uma corrente de ar quente, um balão de oxigénio e as coisas começam a recompor-se, a voltar ao normal?!
M- Porque depois da tempestade vem a bonança?
H - Odeio frases feitas...
M - Deus escreve certo por linhas tortas. - provoca, soltando um riso que fica dentro de si.
H- Então essa, é a que eu mais odeio!
M - Como é que se pode odiar uma frase? - diverte-se
H - Deus criou o Mundo, o Universo e sei lá mais o quê, pois é todo poderoso, mas não foi capaz de ter feito só linhas direitas? - ela ri-se - Se só tivesse feito linhas direitas, não precisava de corrigir a escrita.
M -Se assim fosse os homens não existiriam e eu poderia estar agora a dormir.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Finalmente lançaram-me um desafio da blogosfera. Já havia ouvido falar deles, mas para mim eram um mistério até que o woody lançou-me um. Estarei para sempre em dívida. Obrigada.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Ela pode ouvir a chuva cair, suavemente, sobre a tenda. É uma chuva miudinha, macia, quase um acompanhamento ao crepitar das chamas da fogueira, que arde fora daquele tecto. Ela gosta da mistura de cheiros que todo aquele cenário proporciona. É algo mais forte do que ela, algo que estimula uma parte do seu cérebro, que ela não controla. Ela gosta quando isso acontece. Ela gosta de perder o controlo. São poucas as coisas que ela não controla e é sempre uma agradável surpresa, quando ela descobre uma. É um desafio e, ela gosta de desafios. Ele, no entanto, conhece bem essa parte do cérebro, conhece como trabalha, sabe quais são os efeitos dessa sensação. Ele sabe tudo sobre a libido, sobre o impulso sexual. Sabe que não o controla por completo, mas há anos que lida com ele e sabe até onde pode ir. Abre a camisa, que lhe havia dado há instantes. Camisa que ainda guarda o seu forte cheiro. Tira-a devagar, botão por botão, como se a redescoberta daquele corpo que ele já tocara, fosse uma oportunidade única, que não devia ser desperdiçada com precipitações. Ele toca finalmente nos seus redondos seios, sente-os firmes, um pouco entumecidos. Sorri, perante a excitação da sua prisioneira. Ela ainda não decidiu o que irá fazer, tudo dependerá do que se vai passar a seguir. São sempre decisões de instantes. O cérebro, sobretudo o seu inconsciente é que decide, o que o corpo fará a seguir. Ela sabe-o bem. Todos denominamos essas fracções de segundos, em que tomamos essas decisões importantes, de intuição, instinto, mas ela não. Ela sabe que o seu corpo sabe o que é melhor para ela. Ela é apenas mais um animal da terra e, como todos os animais, ela tem que sobreviver e sabe, que a mãe natureza lhe deu tudo o que ela precisa para tal. Sim, ela sabe que na altura certa, o seu corpo saberá o que fazer, para que ela sobreviva, da melhor maneira possível. Não lhe cabe a ela pensar nas alternativas, ela não quer interferir com a sabedoria que já lhe foi passada ao longo de tantas gerações. Ele ajoelha-se, é grande demais para aquele pequeno corpo. Ele pretende beijar-lhe o ventre, os seios, mas de pé é quase impossível. Contudo, quando aproxima os seus lábios à pele suave daquele anjo, ela foge, refugiando-se na cama, onde já tinha estado. Ele ri-se, levanta-se e acende um novo cigarro. Ela procura os seus olhos em tom de desafio, desafio esse que ele aceita. Sentando-se na outra cama.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Com os Óscars à porta, tento sempre ver todos os filmes que estão nomeados, pelo que, este fim de semana, fui ver o Revolutionary Road e apesar da beleza visual do filme e de pequenos grande pormenores de realização, o que eu mais gostei este filme, foi o que eu aprendi sobre a América do após II Grande Guerra: sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Ela avança num passo lento e controlado. Dir-se-ia uma gata pronta a atacar. Mal deixa marcas dos seus pés descalços, na terra molhada. Ela aproxima-se daquele homem que não conhece. Sente nos seus pés, a humidade da terra e sente frio. Um odor particular intensifica-se, mas não o consegue distinguir. Uma nuvem pesada, forma-se a cada exalação do soldado. Ela está agora perto o suficiente dele. Engole em seco, finalmente apercebe-se que tem sede e que os seus lábios estão secos. Humedece-os, ligeiramente com a língua e diz com uma voz quase inaudível: “Aqui estou!” Até para ela lhe pareceu fraca demais, tanto que se prontificava a repetir, quando ele afirma com uma voz dura e seca: sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009

terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Li a carta cheia de orgulho da bonita caligrafia e do papel bem escolhido e num impulso, rasguei-a. Comecei a escrever outra, onde pedia, simplesmente, que fizessse com que algum homem se sentisse atraído por mim. Esta teve o mesmo destino que a anterior, pois pedia algo que já tenho. Pensei melhor e recomecei a escrever a terceira carta. O mesmo papel, a mesma caneta, a mesma caligrafia cuidada.
«Querido Pai Natal;
Na minha árvore, este ano, eu queria algo especial: um sentimento muito particular que uma vez já tive e que, por alguma razão alheia ao meu consciente, perdi. Este Natal, querido S. Nicolau, desejo ter de volta a "Capacidade de me Apaixonar".
Certa de que é um pedido complicado, compreenderei a demora da entrega.
Despeço-me com a mais elevada consideração e devoção.
Votos de um feliz Natal junto dos seus e que tenha neste e em todos os anos muito trabalho.
Com um beijo, desta que o respeitará para sempre. - Ass. Iris Barroso»
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A minha irmã estava de folga, pelo que senti a falta da voz da minha sobrinha às seis da manhã, mas às sete, o telemóvel deu o alarme e ao som de Mondobongo de Joe Strummer e os Mescaleros, o meu cérebro, lentamente, acordou. Mas foi mesmo muito, muito, muito, lentamente. Começou por dar ordem aos olhos para abrirem, mas estes em contacto com a pele, decidiram ficar quietos. A pele sentia-se quente e protegida e pediu aos olhos, mais alguns minutos de tranquilidade. quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Ela tem a sua primeira oportunidade de o observar, sem ser vista. Levanta os olhos e vê um homem, aparentemente um militar. A sua intuição assim o diz, a roupa que ele veste e a camisa que a aquece, também. O seu corpo é extremamente musculado, mas de certa forma, é-lhe familiar. Aquela configuração não a assusta, ela já a conhece bem. O cabelo dele é negro, quase tão escuro quanto o seu e curto, como convém a um bom soldado. É alto. Bem mais alto que ela. Talvez um metro e oitenta e cinco, quem sabe mais, mas ela não tem a certeza. Veste umas calças pretas, cheias de bolsos, fechos e presilhas. A camisa não mostra qualquer insígnia, talvez estivesse numa missão secreta, mas ela podia quase afirmar, que ele era um oficial. Deve rondar os trinta anos, mas não consegue ter a certeza. Existe pouca luz, para que se possam ver bem as feições. À cintura, um cinturão, uma navalha e uma arma automática, talvez uma Beretta de sete milímetros, num coldre. Instintivamente olha para a perna direita, junto à bota e repara que algo falta, mas não sabe o quê, nem sabe porque é que procurou.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Há alguns dias (mesmo muito poucos), uma adolescente de 16 anos, acusou-me, publicamente, de ser a "Rainha das Tradições" e de ter uma imaginação demasiado fértil (Está descansada que eu sei que foi com boa intenção. Ainda não foi desta que o pai Natal te tirou da lista.)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
E é basicamente isso que tenho para dizer. Faltam 30 dias para a festa que eu mais gosto.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Com todo o respeito e consideração que tenho pelos profissionais, acho um gozo, este tipo de títulos nos jornais. É um gozo por diversas razões, mas vou apenas enumerar duas.sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Sempre amei os filmes do 007 com as suas armas, os carros, a classe, as lutas, as roupas, as intrigas internacionais e o suposto secretismo. Sempre achei piada ao facto do 007 ser um agente muito pouco secreto.
E assim sendo, é claro que esperava ansiosa pela estreia de mais uma sequela deste enredo que adoro, principalmente, depois de ter ficado agradavelmente surpreendida com o Casino Royal, com o Daniel Craig.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Ela estava a chorar. Não caíam lágrimas, porém ele conseguia vê-las, via-as inundarem o peito da sua amada, a encherem o seu pulmão, a asfixiarem-na de mansinho, a darem um nó na sua garganta, a taparem os seus ouvidos, a matarem-na.




