A ideia fixa-se na sua mente e torna-se quase impossível deixar de pensar naquilo.
E se acontecesse?! Que mal lhe poderia acontecer? O que mudaria na sua vida se ela caísse em tentação e se deixasse guiar pelos seus impulsos?
A ideia fixa-se na sua mente e torna-se quase impossível deixar de pensar naquilo.
E se acontecesse?! Que mal lhe poderia acontecer? O que mudaria na sua vida se ela caísse em tentação e se deixasse guiar pelos seus impulsos?
Era dia 20 de Março de 2009. Um cheiro doce pairava no ar, como se as flores quisessem tornar-se visíveis, mesmo na escuridão.
Nessa mesma noite, onde uma brisa suave soprava em todas as direcções, como se até o vento não quisesse que os cheiros se dissipassem, andava pela floresta um outro ser. Devido à pouca luz, era impossível decifrar se se tratava de um ser vivo, ou algo etéreo, não corpóreo. Vestia algo branco, de tecido leve, que surgia quase azul devido à luz da lua crescente. Os seus pés alvos por há muito tempo não serem beijados pelo sol, pisavam a caruma enquanto rodopiavam no meio das árvores e os cabelos, longos e escuros, desenhavam no ar espirais perfeitas. A sua pele, sim suponhamos que era pele, tinha o tom do alabastro e tremia do frio da noite alta. Ela esperava algo, aguardava por algo, rodopiava e olhava, inspirava e olhava. Dançava ao som do vento e esperava. Gradualmente, num crescendo frenesim, aumentou a frequência dos movimentos: rodopiava mais depressa, saltava mais alto, dançava freneticamente ao som do coração que batia, cada vez mais depressa, devido à antecipação. Rodou e girou, saltou e pulou, dançou e abraçou o ar que a rodeava com tanta intensidade que acabou por cair exausta.
A caruma húmida do orvalho da noite, molhou as suas finas vestes. Sentada no chão, as suas mãos formaram uma concha e agarram algumas folhas, relva e trevos e num gesto de bailarina, lançou esse pequeno tesouro ao ar. Observou embevecida os círculos que o vento desenhava com aqueles elementos. Na sua face um sorriso começou a forma-se e deixou-se cair sem resistência para trás, no tapete macio do bosque, ficando a olhar para as poucas estrelas que ainda estavam no céu. Respirou fundo, a alça do vestido descaiu mostrando um pouco mais do seu seio suave. Não se importou, pois ninguém a observava enquanto esperava. Ela continuava a esperar que algo muito importante aparecesse.
Já quase não se via a lua, o ar começava a aquecer e a noite deu lugar a um lusco-fusco confuso. Um pássaro matutino piou e ela soube então, sentiu dentro de si, que já chegara e, nesse mesmo instante, nesse mesmo segundo em que respirou de novo, sorriu e disse numa voz cristalina:
“Bem Vindo Sr. Equinócio! Vá descansado, que eu cuido da Primavera.”
São engraçados os sonhos, não são?! Eles aparecem mesmo quando não os pedimos, surgem através de um est
ímulo incontrolável, contra a nossa vontade, do vazio, do nada e, imediatamente, ficamos para sempre com eles na consciência, presos na nossa pele, no nosso respirar.
É assim que acontece comigo, foi assim que aconteceu comigo, quando ao 16 anos a minha tia disse que estava grávida. Desde esse estímulo que o meu sonho principal foi ser mãe, ter na minha vida, alguém que poderia amar incondicionalmente e ser retribuída, ter dentro de mim, uma outra vida por quem seria inteiramente responsável e que sem a qual, dificilmente, continuaria a viver.
A minha prima nasceu, passado uns oito anos nasceu a minha sobrinha e passado oito anos, nascerá outra criança do ventre da minha irmã e eu… eu continuo a olhar para o meu sonho e vejo-o cada vez mais destorcido, desfocado, inalcançável, surrealista como num quadro de Picasso, apenas porque investi demasiado tempo, naquilo que nunca investiu tempo em mim…
Vou ser tia pela segunda vez e não podia ter ficado mais feliz do que quando li a mensagem que a minha irmã enviou ao meio da manhã.
“Parabéns, titi!”, era como acabava e a felicidade foi tanta, que apesar de nada ter dito, todos à minha volta se aperceberam da minha mudança de espírito e, automaticamente, esboçaram sorrisos.
“Parabéns, titi!, fez-me esquecer o facto de que na mesma mensagem a minha irmã comunicava que tinha comprado o presente que eu estava a planear oferecer à minha mãe.
“Parabéns, titi!”, fez-me esquecer a minha mãe, sim porque é o aniversário dela, apesar de termos passado o fim de semana a festejá-lo.
Parabéns, titi!”, fez-me esquecer o aborrecimento do meu trabalho.
“Parabéns, titi”, fez-me esquecer, por instantes, que eu quero muito ouvir e ler: Parabéns, mamã!
Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava a bica, ao melhor dos seus ouvintes
As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Num gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao sorrir agradecia
[Refrão]
São os loucos de Lisboa
Que nos fazem recordar
A Terra gira ao contrário
E os rios correm para o mar
Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal
Compramos a entrada p’ra sessão
P’ra ver tal personagem no ecrã
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã
[refrão]
Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia
E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeiam.
[refrão]
Não sou grande apreciadora de "Demonstrações Públicas de Carinho", apesar de achar algumas deliciosas. Mas quando essas demonstrações de carinho começam a parecer o canal XXL num Sábado de madrugada, deixam-me incomodada e começo logo a pensar em como a Liberdade dos Outros acaba, quando a minha devia Começar.Não gosto e ponto, mesmo que sejam a seguir ao Dia da Mulher.
-Como te chamas? – ela pensa antes de responder, mas chega à conclusão que ao dar um nome a si própria, estará a criar para si, uma personalidade, deixando de ser apenas um objecto vivo.
Numa das melhores cerimónias dos últimos tempos, só houve uma coisa que me irritou solenemente: que os interesses politico-económicos se tenham tornado mais importantes que o cinema. No entanto, Hugh Jackman não podia ter sido melhor. Ele é homem para cantar, dançar, tem músculos para dar e vender, um sotaque Australiano que nos leva, sempre, o pensamento para homens de barba rija e muito calor, ou seja, o perfil do Homem que encheria os meus requisitos e para além de tudo, fez renascer a entrega de prémios que mais gosto.
Por falar em Hugh Jackman, até a banda sonora de "Austrália" era melhor que a do Slumdog Millionaire. É claro que é só a minha opinião e esta conta o que conta.Bons filmes...
Não sei se seria só de mim, mas acho que seria uma óptima forma de começar um fim de semana prolongado.
Pequeno almoço na cama, duche em conjunto, um passeio por Sintra, almoço na Ericeira e ao fim da tarde, depois de um pôr-de-sol, na baía de Cascais, voltar para casa e terminar como tudo começou.
Cenário: Chamada de Madrugada, mulher na cama a tentar dormir, homem do outro lado do telefone e do Oceano Atlântico
H - Porque é que quando as coisas estão a correr mal, de um momento para o outro, acontece algo, surge uma corrente de ar quente, um balão de oxigénio e as coisas começam a recompor-se, a voltar ao normal?!
M- Porque depois da tempestade vem a bonança?
H - Odeio frases feitas...
M - Deus escreve certo por linhas tortas. - provoca, soltando um riso que fica dentro de si.
H- Então essa, é a que eu mais odeio!
M - Como é que se pode odiar uma frase? - diverte-se
H - Deus criou o Mundo, o Universo e sei lá mais o quê, pois é todo poderoso, mas não foi capaz de ter feito só linhas direitas? - ela ri-se - Se só tivesse feito linhas direitas, não precisava de corrigir a escrita.
M -Se assim fosse os homens não existiriam e eu poderia estar agora a dormir.
Finalmente lançaram-me um desafio da blogosfera. Já havia ouvido falar deles, mas para mim eram um mistério até que o woody lançou-me um. Estarei para sempre em dívida. Obrigada.
Ela pode ouvir a chuva cair, suavemente, sobre a tenda. É uma chuva miudinha, macia, quase um acompanhamento ao crepitar das chamas da fogueira, que arde fora daquele tecto. Ela gosta da mistura de cheiros que todo aquele cenário proporciona. É algo mais forte do que ela, algo que estimula uma parte do seu cérebro, que ela não controla. Ela gosta quando isso acontece. Ela gosta de perder o controlo. São poucas as coisas que ela não controla e é sempre uma agradável surpresa, quando ela descobre uma. É um desafio e, ela gosta de desafios. Ele, no entanto, conhece bem essa parte do cérebro, conhece como trabalha, sabe quais são os efeitos dessa sensação. Ele sabe tudo sobre a libido, sobre o impulso sexual. Sabe que não o controla por completo, mas há anos que lida com ele e sabe até onde pode ir.
Com os Óscars à porta, tento sempre ver todos os filmes que estão nomeados, pelo que, este fim de semana, fui ver o Revolutionary Road e apesar da beleza visual do filme e de pequenos grande pormenores de realização, o que eu mais gostei este filme, foi o que eu aprendi sobre a América do após II Grande Guerra:
Ela avança num passo lento e controlado. Dir-se-ia uma gata pronta a atacar. Mal deixa marcas dos seus pés descalços, na terra molhada. Ela aproxima-se daquele homem que não conhece. Sente nos seus pés, a humidade da terra e sente frio. Um odor particular intensifica-se, mas não o consegue distinguir. Uma nuvem pesada, forma-se a cada exalação do soldado. Ela está agora perto o suficiente dele. Engole em seco, finalmente apercebe-se que tem sede e que os seus lábios estão secos. Humedece-os, ligeiramente com a língua e diz com uma voz quase inaudível: “Aqui estou!” Até para ela lhe pareceu fraca demais, tanto que se prontificava a repetir, quando ele afirma com uma voz dura e seca: 
Li a carta cheia de orgulho da bonita caligrafia e do papel bem escolhido e num impulso, rasguei-a. Comecei a escrever outra, onde pedia, simplesmente, que fizessse com que algum homem se sentisse atraído por mim. Esta teve o mesmo destino que a anterior, pois pedia algo que já tenho. Pensei melhor e recomecei a escrever a terceira carta. O mesmo papel, a mesma caneta, a mesma caligrafia cuidada.
«Querido Pai Natal;
Na minha árvore, este ano, eu queria algo especial: um sentimento muito particular que uma vez já tive e que, por alguma razão alheia ao meu consciente, perdi. Este Natal, querido S. Nicolau, desejo ter de volta a "Capacidade de me Apaixonar".
Certa de que é um pedido complicado, compreenderei a demora da entrega.
Despeço-me com a mais elevada consideração e devoção.
Votos de um feliz Natal junto dos seus e que tenha neste e em todos os anos muito trabalho.
Com um beijo, desta que o respeitará para sempre. - Ass. Iris Barroso»
A minha irmã estava de folga, pelo que senti a falta da voz da minha sobrinha às seis da manhã, mas às sete, o telemóvel deu o alarme e ao som de Mondobongo de Joe Strummer e os Mescaleros, o meu cérebro, lentamente, acordou. Mas foi mesmo muito, muito, muito, lentamente. Começou por dar ordem aos olhos para abrirem, mas estes em contacto com a pele, decidiram ficar quietos. A pele sentia-se quente e protegida e pediu aos olhos, mais alguns minutos de tranquilidade.
Ela tem a sua primeira oportunidade de o observar, sem ser vista. Levanta os olhos e vê um homem, aparentemente um militar. A sua intuição assim o diz, a roupa que ele veste e a camisa que a aquece, também. O seu corpo é extremamente musculado, mas de certa forma, é-lhe familiar. Aquela configuração não a assusta, ela já a conhece bem. O cabelo dele é negro, quase tão escuro quanto o seu e curto, como convém a um bom soldado. É alto. Bem mais alto que ela. Talvez um metro e oitenta e cinco, quem sabe mais, mas ela não tem a certeza. Veste umas calças pretas, cheias de bolsos, fechos e presilhas. A camisa não mostra qualquer insígnia, talvez estivesse numa missão secreta, mas ela podia quase afirmar, que ele era um oficial. Deve rondar os trinta anos, mas não consegue ter a certeza. Existe pouca luz, para que se possam ver bem as feições. À cintura, um cinturão, uma navalha e uma arma automática, talvez uma Beretta de sete milímetros, num coldre. Instintivamente olha para a perna direita, junto à bota e repara que algo falta, mas não sabe o quê, nem sabe porque é que procurou.
Há alguns dias (mesmo muito poucos), uma adolescente de 16 anos, acusou-me, publicamente, de ser a "Rainha das Tradições" e de ter uma imaginação demasiado fértil (Está descansada que eu sei que foi com boa intenção. Ainda não foi desta que o pai Natal te tirou da lista.)
E é basicamente isso que tenho para dizer. Faltam 30 dias para a festa que eu mais gosto.
Com todo o respeito e consideração que tenho pelos profissionais, acho um gozo, este tipo de títulos nos jornais. É um gozo por diversas razões, mas vou apenas enumerar duas.
Sempre amei os filmes do 007 com as suas armas, os carros, a classe, as lutas, as roupas, as intrigas internacionais e o suposto secretismo. Sempre achei piada ao facto do 007 ser um agente muito pouco secreto.
E assim sendo, é claro que esperava ansiosa pela estreia de mais uma sequela deste enredo que adoro, principalmente, depois de ter ficado agradavelmente surpreendida com o Casino Royal, com o Daniel Craig.
Ela estava a chorar. Não caíam lágrimas, porém ele conseguia vê-las, via-as inundarem o peito da sua amada, a encherem o seu pulmão, a asfixiarem-na de mansinho, a darem um nó na sua garganta, a taparem os seus ouvidos, a matarem-na.
Como se a chuva ainda não tivesses sido prenúncio suficiente de que o Verão, realmente já tinha acabado (E continuo à espera do Verão mais quente dos últimos anos!), hoje, quando cheguei de manhã a Lisboa e estava a sair da estação do Rossio, um cheirinho familiar, que faz as minhas papilas gustativas começarem a salivar tal qual "Cão de Pavlov", anunciava o retorno das castanhas.
Andava eu a passear na net e a ver as novidades em anúncios e deparei-me com esta foto da D&G. à primeira vista, perdoem os meus olhos femininos, apenas prestei atenção aos belos abdominais dos modelos. Passado um pouco (alguns segundos apenas, não pensem mal de mim), reparei na sugestão do sonho erótico de violação e neste caso com mais do que um homem.
O seu corpo continua a tremer, mas agora mais de medo, do que de frio. Ela está nua, não sabe onde está, não se recorda como é que lá foi parar, não reconhece a situação em que se encontra, mas mesmo assim, aquela criança, sente-se desprotegida e fraca, mas não vencida.
Corta com a faca as cordas que a atam à cama e desfaz-se dela com uma displicência pouco comum nele. Acaricia-lhe o rosto. Tenta adivinhar quantos anos de vida tem aquele anjo, que ele mantém como seu refém. A sua anatomia confunde-o. Pensa que ela não deve ter mais de dezasseis anos, talvez ainda menos, apesar daquele corpo apresentar uma desenvoltura pouco comum, para tão pouca idade. O que o leva a pensar assim é o seu rosto e os cabelos escuros como o manto da noite que os envolve, que cobrem por completo o corpo até a cintura. “Sim!” - pensa ele – “O teu rosto denuncia uma adolescência menosprezada.”
Ontem fui totalmente surpreendida, pela mensagem mais insólita que ouvi em toda a minha vida, principalmente por ter vindo de um auto falante num espaço público.
Ele leva-a ao colo, protegendo-a da noite fria. Pousa-a numa cama de campanha e ata-lhe os pulsos. Não quer preocupar-se com ela, mais tarde. Observa-a de longe, do outro lado da tenda. Ele receia este encontro, quase tanto como o anseia. O tempo passa. Ela dorme. Ele não a conhece, nem tem a certeza se o deve fazer. Aproxima-se. Observa-a atentamente, de perto, como se quisesse sentir, para além de olhar. Ele pretende mais do que pode. A sua missão é-lhe penosa. Ela está indiferente, no seu estado de inconsciência, alheia a esta atenção não pretendida. Ele observa-a de novo. Adivinha a cor dos seus olhos. Avalia cada detalhe daquele corpo jovem, daquela beleza em estado puro, ainda não madura, mas já longe de ser verde. Tudo lhe parece irreal. Ouve a sua respiração lenta, triste, fraca. Sente o calor que liberta a cada expiração.
Quando ouvi na radio, que tinha havido problemas num Bairro, chamado Quinta da Fonte, pensei irónica para comigo; "As rosas devem ter atirados os seus espinhos contra as gipsofilas, por terem feito muito barulho depois da meia noite, não permitindo à Fonte, por falta de décibeis à altura, contribuir para o seu sono reparador, com o seu suave pingar!"
Porque será que um anúncio, um simples e até nem por isso especialmente bem realizado anúncio, persegue-me nos sonhos?
É que, para além de ver os anúncios, espalhados por tudo quanto é lado, em cartazes de dimensões enormes, espaçados por menos de 2 minutos de caminhada, de ver o anúncio na televisão que repete, continuamente, a cada intervalo e de o ver na internet, ainda sonho com ele e até o chego a cheirar?
Bem... podiam acontecer coisas piores.
E porque hoje acordei ao som desta música:
O meu amor tem um jeito manso que é só seuE que me deixa louca quando me beija a bocaA minha pele toda fica arrepiadaE me beija com calma e fundoAté minh'alma se sentir beijadaO meu amor tem um jeito manso que é só seuQue rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidosCom tantos segredos lindos e indecentesDepois brinca comigo, ri do meu umbigoE me crava os dentesEu sou sua menina, viu?E ele é o meu rapazMeu corpo é testemunha do bem que ele me fazO meu amor tem um jeito manso que é só seuQue me deixa maluca, quando me roça a nucaE quase me machuca com a barba mal feitaE de pousar as coxas entre as minhas coxasQuando ele se deitaO meu amor tem um jeito manso que é só seuDe me fazer rodeios, de me beijar os seiosMe beijar o ventre e me deixar em brasaDesfruta do meu corpo como se o meu corpoFosse a sua casaEu sou sua menina, viu?E ele é o meu rapazMeu corpo é testemunha do bem que ele me faz

