quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Hoje li uma rábula que me colocou a pensar. Apesar do meu sentido negro de humor, ter dito logo, quem não tem olhos não chora, eu acho que neste caso o homem teria direito, mesmo sem glóbulos, chorar lágrimas de sangue.

Mas chega de conversa, aqui fica a rábula e retirem vocês as vossas ilacções. Eu arrepiei-me.

Havia uma rapariga que se odiava por ser cega!


Um dia, ela disse ao namorado que se pudesse ver o mundo casava com ele.

Num dia de sorte, alguém lhe doou um par de olhos.

O namorado pergunta: agora que vês, casas comigo?

Ela, chocada porque viu que ele era cego, disse: desculpa mas eu não posso casar contigo, porque és cego!

O namorado afastou-se em lágrimas e apenas lhe respondeu: "CUIDA BEM DOS MEUS OLHOS!"

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Não quis saber! Ontem quando eu e o Fi chegámos a casa pusemos as mãos à obra e começámos a montar a mesa e as cadeiras que eu tinha comprado para a varanda.

Eu não sei se isto acontece com vocês, mas assim que eu começo a fazer qualquer coisa que merece a minha atenção, o meu telemóvel, que até é um aparelho com pouco uso e que espaçadamente o oiço tocar, começa sempre a vibrar e a produzir um som que tem como efeito chamar-me a atenção para uma chamada.

Também ontem foi assim! Andava eu e o Fi à volta de um parafuso teimoso que não queria por nada entrar e atarrachar na porquinha que lhe estava destinado e tive de atender uma chamada que merecia toda a minha atenção, pois desde que me mudei para o Norte, as chamadas com o meu melhor amigo, tornaram-se cada vez mais raras e espaçadas no tempo.

Então enquanto falava com o meu melhor amigo sobre as novidades e coscuvilhices, continuava a ajudar o meu marido a montar a mesa teimosa. A meio da chamada a mesa lá ficou de pé, linda com as duas cadeiras, tal como havia imaginado, na minha varanda da sala. A chamada terminou e a vontade de fazer qualquer coisa para a inaugurar era grande de mais.

Coloquei uma vela de citronela no meio, o Fi abriu uma garrafa de vinho verde que estava geladinha no frigorífico (parece que lemos sempre o pensamento um do outro, não foi preciso dizer nada), os copos foram fazer companhia à vela enquanto aquecia uns restos que tinha no frigorífico e que precisavam ser comidos, antes de os ter de deitar fora.

Vesti um casaco de malha e lá fomos nós jantar à luz da vela num fim de dia de Verão tristonho e encoberto, com um vento fresco de calor esquisito, na mesa nova, comprada de propósito para aquela varandinha aconchegada da minha casa.

O jantar foram restos, mas estavam deliciosos, o vinho estava a estalar e a conversa, foi como sempre, muito boa!

Mesa inaugurada, com frio e tudo!

terça-feira, 2 de agosto de 2011


Comprei eu, toda pimpona, um conjunto lindo de uma mesa e duas cadeiras, no Continente, a um preço fantástico de promoção, para que o tempo não me permita agora estreá-lo.

Irá ficar tão bem na minha varanda para uns jantares de Verão à luz da vela e não pára de chover e fazer frio.

VERÃO, importas-te de aparecer de uma vez por todas? Quero noites abafadas em que tenho de ligar ventoinhas, noites quentes para jantar na varanda, noites em que o calor é tanto que apetece fazer mil e uma coisas que não dormir.

Quero ter Verão!

Há 19 anos atrás recebia um telefonema do meu avô (que Deus o tenha) a dizer-me que a minha tia já estava no Hospital para ter um rebento cabeludo e pequenino, de nome Mara, que viria a ser a minha primoca/filhota linda.

Tinha ela poucos meses de idade, e já eu tomava conta dela e andava com ela, toda feliz e contente, sonhando que ela era minha, só minha e de mais ninguém. Eram fim-de-semana inteiros com a prima, férias em Espanha, férias no Algarve, férias, sempre férias, porque na altura ainda estudava e andava com ela para todo o lado. (Coitada da minha Tia!)

Até para a Universidade ela vinha comigo! O importante é que ela era minha, era linda e toda a gente me invejava.

Isto foi há 19 anos atrás. Estive com ela na primeira saída à noite, estive com ela no primeiro flute de champanhe, recebi o telefonema dela, no primeiro namorado e conheci todos os que se seguiram. Eu era mais do que uma prima, era uma segunda mamã e eu adorava.

Hoje, está ela a caminho do segundo ano da Universidade, grande, maior e vacinada, continua linda como sempre foi e já tem 19 anos.

Parabéns linda, que vivas muitos e muitos anos e que eu esteja cá para te acompanhar nas noitadas, nos copos e também no momentos maus.

sexta-feira, 29 de julho de 2011


Não sei se é por ser 6ª Feira, mas o dia hoje não passsa! Estou cheia de trabalho e mesmo assim, dou por mim a espreitar as horas de 5 em 5 minutos e o relógio teima em apenas andar de 5 em 5 minutos.

Grrr!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desta vez não tenho saudades de uma pessoa, nem de um momento especial, mas sim tenho saudades de algo que fazia muito.

Eu bem sei que nem todos tiveram este tipo de experiência, mas eu vivi grande parte da minha infância, adolescência e juventude, num país diferente do meu pai e numa altura em que o e-mail, telemóveis e muito menos SMS (como eu odeio estas 3 letras), não existiam.

Recordo-me que para falar pessoalmente com o meu pai em Angola, era preciso marcar com antecedência uma chamada que mais tarde era retornada com hora marcada. Resumindo, a comunicação era lenta, dispendiosa e levava o seu tempo. Tal como as cartas que eu acabava por escrever ao meu pai.

A carta surgia como o meio de comunicação mais fácil e completo de falar com ele, de lhe contar as novidades e de lhe pedir favores. Sempre tive maior facilidade em expressar-me por escrito do que por telefone. Não que tenha dificuldades na expressão oral, não confundam, porque não tenho, mas odeio falar com uma pessoa quando não estou a ver os seus gestos, o seu olhar, a sua expressão física. Compreendo que me digam que nas cartas também não, mas as cartas têm algo que o telefone não tem, a impressão escrita.

Cada pessoa tem uma forma própria de se expressar, a sua letra altera quando está doente, triste, ou quer esconder alguma coisa. As palavras que utiliza são diferentes, o contexto e as figuras de estilo também são diferentes de estado para estado de espírito. E é disso que eu tenho saudades. Tenho saudades de ver a letra do meu pai e de tentar descobrir, como se de um quebra-cabeças se tratasse, o que estava por trás de cada uma daquelas palavras que ele imprimia com o seu próprio punho nas folhas cuidadosamente escolhidas para me enviar via aérea.

Sim, porque para além da letra e de tudo o mais que já foi enumerado em cima, ainda havia a linguagem dos detalhes. A folha escolhida para a carta, a caneta e a cor da tinta, o envelope, se vinha ou não perfumada, ou brindada com uma flor seca, ou outro presente que ele me quisesse dar.

Tenho saudades dos rascunhos que escrevia para lhe responder, num exercício que tinha como objectivo, tentar não me esquecer de nada que fosse importante, e era sempre tanta coisa, que por vezes as cartas tinham mais de 4 folhas A4 escritas de frente e de costas.

Pronto, tenho saudades e hoje deu-me para isto… Tenho saudades também de ti, pai!

Que Deus te guarde.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que fazer quando um pensamento se instala na nossa mente e, independentemente, de todas as técnicas de concentração utilizadas, o pensamento teima em recorrer, uma e outra vez e mais uma vez em cada 5 segundos?!

E se esse pensamento for a visualização gráfica de um desejo absurdo, irracional e impróprio para o local de trabalho?

Só vos digo que é muito complicado gerir os movimentos, as acções e palavras, tornando todo o processo muito cansativo.

Desde que recomecei a trabalhar, este foi o dia que mais me cansou. Estou exausta!

Xô pensamento, xô!

Volta apenas quando eu estiver em condições de te materializar... já falta pouco.

Xô, por favor, xô!

quinta-feira, 21 de julho de 2011


Hoje apanhei mais uma...bendito programa da manhã!

A partir do acordo ortográfico a palavra RECTIFICAR, ficou obrigatoriamente, uma palavra acentuada numa única sílaba, pois o correcto é agora escrever RETIFICAR.

Agora venham-me dizer que se lê da mesma forma!

RÉ - TI - FI - CAR (forma correcta de pronunciar a palavra RECTIFICAR, apesar de eu por defeito semi-pronunciar o C, supostamente mudo), é muito diferente de RE - TI - FI - CAR (aonde se abre a vogal da sílaba CAR, fechando obrigatoriamente a sílaba RE).

Agora tenho que ir RECTIFICAR todos os RETIFICADOS que fiz até hoje, para além de ainda começar a mentalizar-me que o EGIPTO, com o andar da carruagem vai ser REBAPTIZADO (desculpem o P mudo, mas sem ele eu pronuncio a palavra de forma diferente da CORRECTA) de EGITO e quem sabe a partir de HOJE, não passo a escrever OJE e HENRIQUE E HELIO, passam a ENRIQUE e ÉLIO.

Mas claro, tudo porque as coisas devem ser simplificadas e convenhamos, desta forma, sendo muito importante nos tempos que correm, poupa-se tinta, tempo e papel.

Enfim!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu até nasci em climas tropicais, mas quis o acaso do destino que eu nascesse do lado direito do Oceano Atlântico.

Porque vos contei eu isto?!

Bem... Hoje de manhã, enquanto fazia a minha leitura matinal dos jornais, estava a dar na televisão uma rubrica que se chama "Em bom português!", ou algo que o valha. E lá perguntava a repórter, toda contente da vida a fazer o trabalho para o qual é paga, aos incautos que passavam pelas ruas, como é que, segundo o novo acordo ortográfico, se escreve correctamente:

Incorrecto, ou Incorreto

É claro que depois do crime que foi o acordo ortográfico, o correcto é; incorreto.

Mas aqui é que está o problema e o porquê da minha introdução deste texto: eu não sou brasileira e não tenho por isso aquela pronuncia macia de vogais abertas. Eu não abro as vogais por natureza e a verdade, é que se incorrecto se escrever incorreto, para mim não se lê correctamente, porque sem um acento e sem a consoante muda para abrir a vogal, eu irei, incorrectamente, pronunciar a palavra Incorrêto.

É um crime, correcto?!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

 

 

Pois é! Desta vez apanhei um susto grande, não tanto pelo facto de ter estado doente, pois já estive doente muitas vezes, mas nunca estive doente assim.

Assim como?! -  Devem estar vocês a perguntar.

Doente sem me poder mexer de forma alguma.

Não era o facto de ter de ficar deitada, na caminha, cházinhos quentes e 3 dias depois estar boa, era não me mexer, ao ponto do respirar doer até trazer lágrimas aos olhos. Deitar?! Só numa única posição, entupida de analgésicos de todos os tipos, antibiótico e para completar um anti-inflamatório.

A única posição minimamente confortável, era deitada de barriga para o céu, no chão, ou sentada direita no sofá e mesmo assim, respirar doía. Percebem o que quero dizer?!

Claro que não percebem, se eu não o tivesse vivido, também não ia perceber.

Mas o que raios tive eu?! Pois bem! Começou com uma pequena dor nas costas que ignorei. Pensei comigo mesmo que teria dormido torta e que tinha que passar a estar mais direita no sofá, mas depois dessa pequena dor, respirar fundo começou a doer. Como eu não sou de ficar quieta, ainda ajudei a transportar o móvel da sala que finalmente veio para cá para casa, 3 andares porque os elevadores não funcionam (outra coisa que tenho de contar),  e toca de fazer a limpeza geral do lar, porque eu odeio desarrumação.

Nessa noite, o respirar já era quase insuportável, dormir nem ver, e vai de passar uma pomadinha nas costas para ver se aquilo passava.

Foi um jeito!

Dizia eu a quem me via contorcer de dores. Mas foi um jeito que num belo Sábado há 15 dias atrás, na festa de aniversário da Evinha (a minha nova sobrinha - sobrinha do meu maridão), eu mal consegui comer, quanto mais conhecer o resto das pessoas e onde sorrir era um esforço hercúleo.

Quando quase todos se tinham ido embora e depois de ajudar a cunhada do Filipe, (o meu mais que tudo....tenho tanto para contar!) que estava na altura na eminência de ter a minha afilhada a qualquer momento, a arrumar a cozinha, as lágrimas vieram-me aos olhos e pedi ao Fi que me levasse ao hospital que não aguentava mais.

No Hospital drogaram-me com mil coisas para me tirar as dores e foi aí que recebi como receita, descanso absoluto, um anti-inflamatório, três analgésicos que me obrigavam a estar a tomar medicamentos de 2 em duas horas e saquinho de água quente na ruptura dos músculos intra-costais, que fiz sem saber como!

Mas isso foi Sol de pouca dura. Mais uma noite sem dormir. Descanso no Domingo e na Segunda-Feira toca de ir trabalhar. E quem conseguia trabalhar? Olhar para o pc doía, respirar doía, falar doía, tudo doía. Ao ver a minha cara  e ao aperceber-se do meu esforço, a minha colega aconselhou-me:

Se vires que continuas assim depois do almoço não voltes!

E não voltei. Almocei com o marido, mas a caminho do emprego, mal conseguia segurar no volante. Toca a dar meia volta e vai para casa, deitar no chão a olhar para o tecto, porque virar não conseguia, respirar doía.

Nessa madrugada, acabei por gritar pois não conseguia mais engolir os gritos de dor que se dissipavam pelo corpo. O Fi ajuda-me a vestir, a calçar a pentear a lavar os dentes e vai comigo para o Hospital. No Hospital dizem-me que ouviram no meio da auscultação da minha respiração (acto que fazia de forma cada vez mais espaçada, pois doía), algo que não gostaram, por isso toca a drogar-me de novo para DIMINUIR as dores, chamam ambulância e vou de toque para o Hospital da Feira para poder fazer um Raio-X, que àquela hora, não se pode fazer no Hospital de S. João da Madeira.

No Raio-X, lá mostra uma inflamação nos brônquios, já bastante alastrada, para além da inflamação dos músculos que anda hoje não faço ideia de como a fiz.

Conclusão Mais de uma semana em casa, sem dormir, sem me mexer e quase não ficava boa, para ir ao baptizado do meu sobrinho lindo no Domingo dia 10.

Hoje ainda não estou perfeita e respirar fundo ainda dói como tudo, mas pelo menos já estou a trabalhar, fui ao baptizado, a minha sobrinha mais novinha e afilhada já nasceu e é linda e já consigo respirar sem chorar.

Continuo a questionar-me é como é que raios eu fiquei doente assim?!

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Não foi há muito tempo que eu escrevi aqui algo sobre o Pseudo-Nacionalismo Português e o Oposto, que são os que acham que em política o Nacionalismo é um perigo e podem relembrar-se disso aqui

As pessoas disseram que eu era louca e que reduzia tudo a uma caixinha embrulhada perfeitamente ao estilo Marta Stewart, com etiqueta e cartão de visita incluído.

Mas heis que começa o verão e começam os anuncios das cervejas todas e heis que voltam os simbolos nacionalistas do nosso grande país, associados, àquilo que vocês sabem que eu sei e que eu sei que vocês sabem.



Agora digam lá que é má vontade minha?!

Viva os comícios Americanos, com hinos cantados no início, meio fim e sempre que alguém espirra, bandeiras penduradas nos jardins, apenas porque têm orgulho nela e por favor, parem e criticar o uso do nacionalismo.

O que é nosso é bom  e deve ser usado, sempre que a ocasião merece, seja ela qual for.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sabem quando parece (mesmo quando não se acredita) que nos lançaram um mau olhado?!

Alguém o deve ter feito...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

LOL

Quis inventar um título que fosse bombástico, mas a verdade é que nada me ocorria, pois o riso e a vontade de rir (que são duas coisas diferentes), impedem-me de me concentrar a esse ponto.

Hoje quando cheguei ao correio tinha um papel amarelo dobrado em dois onde se destacava a palavra AVISO.
Peguei no dito papel e comecei, atentamente a ler:

AVISO

Pede-se o favor de terem mais cuidado com os ruídos íntimos, tanto da cama como os barulhos pessoais.

Devido a ser um prédio em que facilmente se ouve o barulho entre as casas, agradece-se a atenção ao conversar em horário de silêncio, pois ouve-se nos vizinhos as conversas.

Obrigada pela atenção.

Ora aqui começou a tal vontade de rir de que já falei no início, pois estes dois pequenos parágrafos, foram escritos a computador e ocupavam, no seu tamanho garrafal, toda uma página A4.

No entanto, uma resposta para esta senhora, saltou de imediato da minha mente para a ponta da minha caneta.

Cara Vizinha

Sem qualuqer necessidade de tentar que esta misiva envele num ardilo de tentativa de parecer um Aviso Oficial, aqui lhe escrevo com a minha letra pessoal e totalmente disposta a dar-lhe a resposta que merece.

Num prédio onde às 6 da manhã se ouvem os motores dos autocarros da rodoviária em tom alto e incomodativo (servindo o mesmo como um despertador diário), num prédio onde os vizinhos se escondem para não terem de dar os "Bons Dias", num prédio onde as portas das escadas fazem um barulho ensurdecedor a toda a hora, 24 horas por dia, num prédio onde não se tem elevadores por falta de cumprimento de contratos passados, com toda a certeza que não será a convivência normal de um casal com mais de trinta anos e sem filhos, que a irá, realmente, incomodar. A não ser, é claro, que a senhora sofra de algum tipo de trauma por ausência de vida pessoal, tão grave, que a vida dos outros, que se passa no interior dos seus lares, no recato que esse cubo de 6 paredes lhes dá, ganhe importância tão relevante.

Não fazemos barulho fora de horas, não subimos nem descemos escadas como um bando de potros selvagens, não falamos alto com regularidade, não fazemos obras, arrastamos móveis, ou pregamos pregos fora de horas. Assim sendo, todos e qualquer ruído que possamos, inadvertidamente, causar, são de ordem privada e, certamente, não são assim tão recorrentes que possam, realmente, causar transtorno tão grande que levem à escrita de AVISOS.

Os vizinhos, por uma questão de cortesia e educação, não "avisam", mas sim falam e pedem e este tipo de atitude apenas a deixam com um valor diminuido e fazem do seu AVISO, motivo de chacota.

Agora que o seu AVISO já teve resposta, mais que merecedora, termino.

Sem outro assunto e certa de que este ficou difinitivamente encerrado (até porque acredito que a senhora tenha mais o que fazer), subscrevo-me com a mais elevada consideração.

Atentamente,

Da sua vizinha avisada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Existem algumas coisas que me fazem confusão e vocês, apesar de já não saberem de mim há mais de um ano, sabem isso melhor que muitos outros.

Todos sabemos que houve eleições, o povo mostrou a sua vontade e o acto democrático foi concretizado, culminando com um vencedor e um novo Primeiro Ministro eleito. Este, tal como todos os outros líderes dos diversos partidos que foram a votos no passado Domingo, também fez uma declaração ao país e no fim desta, (pasmem-se agora), cantou o hino nacional.

A verdade é que eu não vi nada de errado neste acto, mas talvez tenha sido só eu, pois ao longo da semana não pararam de fazer comentários, dizendo que, definitivamente, Portugal estava perdido e que estaríamos entregues a uma nova forma de fascismo camuflado e que a democracia estava em perigo eminente.

(Que vontade de bater em alguém!)

Ora eu, que sou parva e admito, ao ler e ouvir esses comentários, comecei logo a pensar no porquê da coisa, (tenho que admitir que são comentários tão justos como qualquer outro, como o que eu agora também faço).

Comecei a relembrar todos os momentos em que o Hino Nacional é cantado aos berros e desafinado e como todos acham lindo e espectacular e tentei perceber as diferenças contextuais dos dois actos e cheguei a uma conclusão:

Os Portugueses apenas têm orgulho no seu hino e acham normal um grupo de pessoas estender bandeiras portuguesas e cantar aos berros a Portuguesa, se já tiverem bebido muita cerveja, estiverem de calções e t-shirts e se houver na televisão um grupo de jogadores de futebol a fingirem que sabem a letra deste nosso símbolo de orgulho português.

Ou seja, se os portugueses estiverem sentados num estádio de futebol, ou em casa à frente da televisão, rodeados de aperitivos e cervejolas, o hino português é lindo e faz todo o sentido, mas se for cantado como símbolo de um grupo de pessoas que têm orgulho na sua cidadania e têm vontade e orgulho em lutar para fazer de um país falido um país digno do orgulho de todos, são fascistas e inimigos do povo.

Eu sei que sou estúpida e não entendo. Há certas coisas que não consigo mesmo compreender.

domingo, 11 de abril de 2010

ist_000000135856 Como pudemos nós sentir saudades , ou sentir a falta de algo que nunca se teve na realidade?

Como podemos nós encontrar razões que sejam, minimamente perceptíveis e lógicas, que justifique passar o dia inteiro a sonhar com algo que nos surge tão real, sem que no entanto se tenha alguma vez passado.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

 

DSCF1187 

Há muito tempo que não conto nada sobre ti. Creio que desde a minha resolução de ano novo, que isso se tornou um pouco complicado.

Complicado porque é muito difícil viver e respirar a tua presença, sabendo que vou ter de deixar de ser uma presença constante e imutável na tua vida, no teu dia-a-dia. E eu sofro, sofro muito com isso, mas é algo que tem de ser.

Lamento muito meu amor, filha do meu coração, mas a tia precisa de sair para puder ser algo que, realmente, possas admirar.

Amar-te-hei para todo o sempre.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

 

amor.jpg_2 Eu só conheço uma forma de amar e essa é a mais simples e a mais desinteressantes de todas: a da entrega total. Quando se ama temos obrigação de ser tudo, de sermos por inteiro aquilo que o outro precisa de nós.

É impossível para mim, pensar em amar por metade, por um terço, ou por qualquer outra fracção matemática da matéria. Sim porque o amor é massa, é algo palpável, algo que se sente, algo se dá e recebe e logo, deveria estar sobre as regras da física por todos conhecidas. Mas não está. E não está porque ele não respeita essas divisões materiais. O amor em vez de ser uma massa que diminuiu durante uma divisão, é uma massa que vai aumentando, que se vai multiplicando e expoenciando. Quantos mais divisores tivermos nesta fracção, mais dividendos se vão encontrando.

O amor acumula, damos 100% a todos os que precisam, a todos os que amamos, porque é impossível, amar por bocados e é impossível não poder amar mais.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lovers

- Acho que já te desejava, mesmo antes de sentir qualquer desejo.

- Mas eu sou tua escrava pela violência do amor, apesar ser livre pela graça do meu berço.

- Então eu serei teu mestre e teu servo.

- Ambos devemos obediência a nós, como casal, como organismo vivo e autónomo e nada mais.

- Isso é um compromisso com o qual me sinto confortável!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

 

amantes_cama Ela estava a chorar. Não caíam lágrimas, porém ele conseguia vê-las, via-as inundarem o peito da sua amada, a encherem o seu pulmão, a asfixiarem-na de mansinho, a darem um nó na sua garganta, a taparem os seus ouvidos, a matarem-na.

Teve vontade de a beijar, de sorver cada gota daquele líquido límpido e salgado que tanto a angustiava. Teve vontade de a abraçar, de a abraçar com tanta força que a tornaria parte de si, um único ser indivisível, para sempre juntos, para sempre, eternamente, um.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

 

 

ist_000000411766Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2010.

O dia de hoje é um dia que terei que relembrar para sempre. Será o dia em que cortarei por completo todos os cordões umbilicais que me prendem a uma falsa segurança uterina, que me castra e aprisiona.

Hoje é o dia em que renasci, o dia em que me vou reinventar.

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