quinta-feira, 22 de setembro de 2011

… Simplesmente, não quero estar aqui!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um dia destes, um colega da Bologosfera escreveu um post onde colocava apenas uma onomatopeia que representava o som de um relógio, ou seja: TicTac... TicTac… TicTac.

Por brincadeira, perguntei-lhe se se tratava de um novo tipo de tortura, ao que ele me respondeu: 

«O tempo só é tortura para quem não tem mais que fazer ao tempo. - piloto automático»

Raios partam o rapaz! Obrigou-me a pensar em algo mais profundo do que eu esperava duma simples brincadeira. Mas pronto, o Tico e o Teco lá raciocinaram os dois e o pensamento aflorou-se confuso, tal como aqui descrevo.

O tempo para mim é sempre uma tortura. É uma tortura quando tenho que lhe fazer, (pois parece nunca haver tempo para fazer tudo o que tenho para fazer), e é uma tortura para quando nada se tem para fazer e não se pode fazer o que se tem de fazer, ou se quer fazer. Confuso?! Hummm….


Seja como for, o tempo é tortura... da chinesa!

Mas eu estava mesmo a falar é do som, odeio ouvir o tempo a passar e eu muitas vezes parada sem poder andar.


terça-feira, 20 de setembro de 2011



E se eu mudasse o aspecto do meu blog?!

Ando com vontade de renovar e mudar a decoração da casa fica muito caro... talvez esteja numa fase mais "Steampunk".


Gosto muito desse estilo, faz muito parte da minha personalidade: moderno, futurista, mas com um jeitinho antiquado, romântico, estilizado.


Talvez seja a idade a pesar.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011


Há dias em que uma pessoa não avança nada. Anda, anda e volta a andar, mas não chega a lado nenhum.

No final do dia faz-se as contas e o que foi produzido foi quase nada, muito próximo do zero.

É em dias como estes que eu acho que se perdeu tempo de vida, sem se ganhar recordações, ensinamentos, vivências válidas e ainda por cima fico com um feitio horrível, pois odeio não ser produtiva e odeio,  ainda mais, ser má e/ou agressiva, comportamento que me surge, sempre que estou irritada.

Irra para este temperamento Ariano com o qual nasci. Agora vou ter de pedir desculpa e eu também odeio pedir desculpa...

A frase com que acabo esta entrada, foi a melhor coisa em que pensei o dia todo, por isso já podem ter uma ideia do quão bom este dia foi!

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Apenas aquilo que gostamos é que nos sai naturalmente, pelo que não percebo para que serve a aplicação, quando é preciso inspiração?!
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terça-feira, 6 de setembro de 2011


Com o Verão a acabar e com o Outono a bater à porta, começo a rever o meu estilo para o Outono/Inverno deste ano. Como todos já devem saber, eu odeio o frio e adoro dias que tenham temperaturas superiores a 30 graus. O frio incomoda-me e entristece-me, mas verdade seja dita, acho sempre a moda Outono/Inverno, bem mais interessante que a da Primavera/Verão e tudo por causa dos detalhes.

No Inverno e com a desculpa do frio, podemos dar-nos ao luxo de fazer sobreposições de camisas, pulovers e casacos, temos as gabardines, os casacos curtos médios e compridos, as botas altas, e médias, os guarda-chuvas, as luvas, os chapéus e os meus favoritos: As échàrpes, Lenços e Cachecóis.

Encontrei este vídeo engraçadíssimo e decici partilhar com vocês. Assim começo a mentalizar-me de que o frio vem aí, e que há vantagens.... por favor digam que sim!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Petit théâtre de verdure", 1972 - Vieira da Silva
Pois é! Depois de umas férias que correram como água (talvez por causa do tempo que meteu muita água neste Verão), estou de volta ao trabalho e o tempo acompanha o meu estado melancólico.

Mas jogos de palavras à parte, a verdade é que depois de um acordar muito agradável, lento e gradual, culminado num libertar de endorfinas regenerador de uma noite que não dei por passar, com a banda sonora da chuva a bater nos estores do quarto, eu gastei os 50 cêntimos mais bem gastos em toda a minha vida.

Devido ao acordar gradual, o tempo hoje foi escasso e tive de tomar o pequeno almoço no carro. Mas antes, quando fui levantar dinheiro e comprar uma revista para entreter os olhos, a senhora perguntou-me se não queria levar dois livrinhos pequeninos sobre música; um sobre fado e outro sobre Jazz. Como olhei para eles com renitência, ela disse-me: "São apenas 50 cêntimos e cada um trás uma colectânea de músicas num CD!". Lá me convenceu. Comprei os dois, mais a revista e fui para o carro.

Como ainda faltavam uns minutos (eu vou sempre cedo demais para o trabalho, mesmo quando digo que já estou atrasada), coloquei o cd de Jazz a tocar e li um livro sobre a Vieira da Silva, que andava de um lado para o outro no meu carro, depois de o ter comprado numa feira do livro qualquer, durante o Verão.

Foram os melhores 20 minutos, antes do trabalho, de sempre. A música decorria com ligeireza, elegante e cheia de swing, com diálogos de instrumentos inteligentes e contidos, perfeitos para animar uma serena melancolia, sem exaltar demasiado e relaxando quanto baste. Foi quase um momento Zen de consciencialização do fim de semana que vem aí.

Depois li o "Testamento" de Vieira da Silva e decidi roubar algumas cores só para mim; talvez um Terra Sombra, e um Terra Siena!

Para vocês que têm paciência para me ler:

Testamento

Um azul cerúleo para voar alto.

Um azul cobalto para a felicidade.

Um azul ultramarino para estimular o espírito.

Um vermelhão para o sangue circular alegremente.

Um verde musgo para apaziguar os nervos.

Um amarelo ouro: riqueza.

Um violeta cobalto para o sonho.

Um garança para deixar ouvir o violoncelo.

Um amarelo barife: ficção científica e brilho; resplendor.

Um ocre amarelo para aceitar a terra.

Um verde veronese para a memória da primavera.

Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.

Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.

Um amarelo limão para o encanto.

Um branco puro: pureza.

Terra de siena natural: a transmutação do ouro.

Um preto sumptuoso para ver Ticiano.

Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.

Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.



Maria Helena Vieira da Silva



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Recentemente fui apelidada de racista, não directamente como agora escrevo, mas num texto subentendido, ao dizerem que aonde eu havia referido "pessoas de cor" estava a usar um eufemismo que demonstrava, não só a minha propensão para o racismo como a de todos os Portugueses e Mundo que não é "de cor", mesmo que esse racismo fosse escamoteado.

Não podia, como é óbvio, essa bloguista e autora, estar mais longe da verdade. Primeiro porque nunca fiz distinção entre as pessoas de cor e pessoas ditas brancas e em segundo, porque é culturalmente e socialmente aceite como a expressão correcta.

Trato-as assim porque neste texto e no que fui acusada, tornava-se imperativo diferenciar e as palavras "Negro" e "Preto", não só não correspondem a uma verdade física, biológica, ou fisiológica (pois ninguém é negro ou preto), mas também porque são termos que foram amplamente usados para depreciar e menosprezar as pessoas que têm um tom de pele mais escuro, mais próximo do chocolate e mais longe da minha cor lívida e sem graça de anúncio à Neoblanc. 

Não que o que é aceite socialmente a mim me faça alguma diferença!

Por exemplo, a mesma pessoa que me acusou de tal mentira, acha o máximo o novo acordo ortográfico e faz publicidade do mesmo, o que no meu caso, nunca virá a ser aceite, mesmo quando for obrigatório. Irei remar contra a maré, pois o português, que ela chama como europeu (para mim, é apenas Português e o original, pois não conheço outro país europeu que o fale), é a minha língua. Nada tenho contra a introdução de novas palavras, acho gratificante quando uma língua (porque é um organismo vivo) cresce e evolui e aumenta a sua expressividade, mas não concordo com a sua perda de identidade apenas porque os outros países que adoptaram a nossa a língua a decidiram deturpar. Irei escrever todas as consoantes mudas, continuarei a pronunciar os "C's" de FACTO, de ACTOR, de ACTO e de ACÇÃO (sim porque a maioria dos portugueses os pronuncia, mesmo que seja de uma forma dissimulada). Mas não me quero perder neste assunto, pois por mim, farmácia ainda se devia escrever com PH e já não é do meu tempo.

Mas sim, porque da mesma forma como adjectivamos as pessoas de gordo, alto e magro, feio e bonito, bom e mau, esperto, inteligente, ou seja lá qual for o adjectivo, quando precisamos de distinguir as pessoas (e neste caso estávamos a falar de África, a mesma África onde eu nasci e vivi os meus primeiros anos de vida e que dos quais morro de saudades diariamente), também aqui era necessário, para que a conversa pudesse fluir e fazer sentido.

Todos somos diferentes, mas devemos ter perante o mundo e a sociedade, os mesmo direitos, as mesmas oportunidades. Isto é o que eu penso! E não é só numa questão entre "brancos" e "pretos", "amarelos" e "vermelhos" mas sim perante tudo, perante a economia, o sexo e a idade.

A discriminação existe, é um facto incontornável, mas também existe no fundo das pessoas a capacidade de entender o quão absurda é, de o reconhecerem, de o admitirem.

Não sou uma pessoa pessimista por natureza. Para mim um copo meio vazio, é um copo que está a caminho de ficar cheio (se o cheio for o positivo da equação, é claro) e sinceramente não tenho paciência para pessoas que num posicionamento totalmente ultrapassado de  "beatnik", se acham superiores aos outros porque apenas eles sabem o que é sofrer, apenas eles viveram maus tempos, apenas eles são rebeldes sem justa causa (ou com uma causa que apenas a eles diz respeito).

Não é com mágoa que se avança, mas sim com esperança e atitude positiva. Não é com amarguramento e ofensas generalistas que os problemas se resolvem, mas sim com actos e acções. Colocar o oposto do que nos é querido, num saco conjunto como sendo lixo, apenas mostra que sofremos do mesmo mal daqueles que odiamos.

Ninguém é dono da razão, por isso, mesmo no vosso sofrimento, mágoa e despeito ressabiado e vomitado (quem sabe o que é o movimento "beatnik", vai perceber porque utilizei tal expressão), não se achem superiores aos outros, pois quanto muito, vocês viram tanto quanto os outros, viveram tanto quanto os outros, sofreram tanto quanto os outros, recordam tanto como os outros e sabem e apercebem-se tanto quanto os outros. O que muda é o vosso posicionamento e a forma de o encarar.

Também eu tenho o direito de me refugiar nas minhas vivências e de ser mais do que aparento, ou escrevo. Também eu tenho o direito de falar e expressar a minha vontade, pensamento e o meu sentir e também eu tenho o direito de adjectivar um sujeito, com o que é politicamente correcto, sem que com isso tenha de ser apelidada de racista, simplesmente, porque não o sou. Os meus amigos que o confirmem, porque o meu corpo confirma-me todos os dias o que eu sofri por ser como sou, mas é mudo para o Mundo.

Vivi num país em guerra, ouvi gente a ser fuzilada e fugi de tiros nas ruas, escondendo-me atrás de carros e correndo para o prédio onde morava (7 andares sem elevador, pois este havia sido transformado num depósito de lixo), porque ficava já ao virar da esquina. Ajudei a minha mãe a fazer pão e massa para pão para mais de 2 meses, simplesmente porque naquele dia se tinha conseguido farinha, e não se sabia quando é que voltaria a haver e então tinha de se congelar e aproveitar ao máximo o que se arranjava.

A minha mãe fantasiava muito, tentava moldar, toldar as nossas recordações como sendo meras aventuras que teríamos para contar mais tarde. E eram, de certa forma eram. Mas eram mais do que isso, eram uma realidade dura, cruel e feia, onde o pior do ser humano mostrava as suas cores. Os meus pais não abandonaram Angola depois da Independência e eu nasci lá e vivi lá, pós era colonialista e conheci em primeira mão, o que ela era antes e no que se veio a tornar depois, com os meus olhos, com a minha pele, com os meus ouvidos, com a minha boca, com o meu nariz.

Eu gosto de olhar para as coisas e ver nelas a perfeição que a realidade tem tendência em esconder. Mas eu sei que ela está lá e que eu posso pelo menos tentar, com que os outros vejam o mesmo que eu, pois o que se vê, já está à vista de todos e é meramente a constatação de um facto e nada de novo trás.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Li num blog que sigo, que o autor achou muito estranho, no fim do último filme do Harry Potter, os espectadores baterem palmas e que isso devia ser algo só dos Tugas.

Eu não acho isso nada estranho! Nos Estados Unidos acontece com muita frequência, mas a primeira vez que me aconteceu a mim, era ainda adolescente (talvez mais nova) e fui ver o Rocky, aquele em que ele luta contra o Russo e no final, todo roto e mais morto que vivo, ganha. Aí, não só bateram palmas como se levantaram das cadeiras e apesar do tempo passado toldar e turvar as recordações, arrisco-me a afirmar que deram mesmo alguns pulos de contentamento e de alívio.

Eu pessoalmente, sou da opinião que as pessoas devem fugir às convenções e se algo as empolga, as faz vibrar, devem fazer esse sentimento passar para o exterior, e se no meio desse entusiasmo, o que sai são palmas, estas são mais do que bem vindas.

Ainda bem, que os Tugas não são Robots e que sabem exteriorizar as suas emoções. Talvez por isso, não tenhamos cenas tristes como as que se passam nos outros países, talvez por isso cenas que passam diariamente nos telejornais que nos chegam do Egipto, da Grécia, de Inglaterra, não passe nos outros países, sobre o nosso.

E isto apenas vem provar que quem acha que os portugueses são um povo enfadonho, que não têm emoção e que não recebem o Mundo com os braços abertos e que é preciso ir buscar o exemplo de gosto pela vida, do outro lado do oceano, estão erradas, redondamente enganadas.

Nota:
Gosto muito do blog ao qual faço link, adoro os desabafos e as memórias, respeito as opiniões e amo os temas abordados e a forma como é escrito. Apenas não concordo com algumas coisas que são ditas, assim como com toda a certeza os outros também não concordam com muita coisa que digo. Concluíndo, eu não faço uma crítica ao blog, nem muito menos à autora, mas sim à opinião (que não é única e, por isso mesmo, serviu de exemplo) que foi exposta naquela mensagem em particular. Sou uma ávida leitora do blog visado e continuarei a ser.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Hoje li uma rábula que me colocou a pensar. Apesar do meu sentido negro de humor, ter dito logo, quem não tem olhos não chora, eu acho que neste caso o homem teria direito, mesmo sem glóbulos, chorar lágrimas de sangue.

Mas chega de conversa, aqui fica a rábula e retirem vocês as vossas ilacções. Eu arrepiei-me.

Havia uma rapariga que se odiava por ser cega!


Um dia, ela disse ao namorado que se pudesse ver o mundo casava com ele.

Num dia de sorte, alguém lhe doou um par de olhos.

O namorado pergunta: agora que vês, casas comigo?

Ela, chocada porque viu que ele era cego, disse: desculpa mas eu não posso casar contigo, porque és cego!

O namorado afastou-se em lágrimas e apenas lhe respondeu: "CUIDA BEM DOS MEUS OLHOS!"

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Não quis saber! Ontem quando eu e o Fi chegámos a casa pusemos as mãos à obra e começámos a montar a mesa e as cadeiras que eu tinha comprado para a varanda.

Eu não sei se isto acontece com vocês, mas assim que eu começo a fazer qualquer coisa que merece a minha atenção, o meu telemóvel, que até é um aparelho com pouco uso e que espaçadamente o oiço tocar, começa sempre a vibrar e a produzir um som que tem como efeito chamar-me a atenção para uma chamada.

Também ontem foi assim! Andava eu e o Fi à volta de um parafuso teimoso que não queria por nada entrar e atarrachar na porquinha que lhe estava destinado e tive de atender uma chamada que merecia toda a minha atenção, pois desde que me mudei para o Norte, as chamadas com o meu melhor amigo, tornaram-se cada vez mais raras e espaçadas no tempo.

Então enquanto falava com o meu melhor amigo sobre as novidades e coscuvilhices, continuava a ajudar o meu marido a montar a mesa teimosa. A meio da chamada a mesa lá ficou de pé, linda com as duas cadeiras, tal como havia imaginado, na minha varanda da sala. A chamada terminou e a vontade de fazer qualquer coisa para a inaugurar era grande de mais.

Coloquei uma vela de citronela no meio, o Fi abriu uma garrafa de vinho verde que estava geladinha no frigorífico (parece que lemos sempre o pensamento um do outro, não foi preciso dizer nada), os copos foram fazer companhia à vela enquanto aquecia uns restos que tinha no frigorífico e que precisavam ser comidos, antes de os ter de deitar fora.

Vesti um casaco de malha e lá fomos nós jantar à luz da vela num fim de dia de Verão tristonho e encoberto, com um vento fresco de calor esquisito, na mesa nova, comprada de propósito para aquela varandinha aconchegada da minha casa.

O jantar foram restos, mas estavam deliciosos, o vinho estava a estalar e a conversa, foi como sempre, muito boa!

Mesa inaugurada, com frio e tudo!

terça-feira, 2 de agosto de 2011


Comprei eu, toda pimpona, um conjunto lindo de uma mesa e duas cadeiras, no Continente, a um preço fantástico de promoção, para que o tempo não me permita agora estreá-lo.

Irá ficar tão bem na minha varanda para uns jantares de Verão à luz da vela e não pára de chover e fazer frio.

VERÃO, importas-te de aparecer de uma vez por todas? Quero noites abafadas em que tenho de ligar ventoinhas, noites quentes para jantar na varanda, noites em que o calor é tanto que apetece fazer mil e uma coisas que não dormir.

Quero ter Verão!

Há 19 anos atrás recebia um telefonema do meu avô (que Deus o tenha) a dizer-me que a minha tia já estava no Hospital para ter um rebento cabeludo e pequenino, de nome Mara, que viria a ser a minha primoca/filhota linda.

Tinha ela poucos meses de idade, e já eu tomava conta dela e andava com ela, toda feliz e contente, sonhando que ela era minha, só minha e de mais ninguém. Eram fim-de-semana inteiros com a prima, férias em Espanha, férias no Algarve, férias, sempre férias, porque na altura ainda estudava e andava com ela para todo o lado. (Coitada da minha Tia!)

Até para a Universidade ela vinha comigo! O importante é que ela era minha, era linda e toda a gente me invejava.

Isto foi há 19 anos atrás. Estive com ela na primeira saída à noite, estive com ela no primeiro flute de champanhe, recebi o telefonema dela, no primeiro namorado e conheci todos os que se seguiram. Eu era mais do que uma prima, era uma segunda mamã e eu adorava.

Hoje, está ela a caminho do segundo ano da Universidade, grande, maior e vacinada, continua linda como sempre foi e já tem 19 anos.

Parabéns linda, que vivas muitos e muitos anos e que eu esteja cá para te acompanhar nas noitadas, nos copos e também no momentos maus.

sexta-feira, 29 de julho de 2011


Não sei se é por ser 6ª Feira, mas o dia hoje não passsa! Estou cheia de trabalho e mesmo assim, dou por mim a espreitar as horas de 5 em 5 minutos e o relógio teima em apenas andar de 5 em 5 minutos.

Grrr!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desta vez não tenho saudades de uma pessoa, nem de um momento especial, mas sim tenho saudades de algo que fazia muito.

Eu bem sei que nem todos tiveram este tipo de experiência, mas eu vivi grande parte da minha infância, adolescência e juventude, num país diferente do meu pai e numa altura em que o e-mail, telemóveis e muito menos SMS (como eu odeio estas 3 letras), não existiam.

Recordo-me que para falar pessoalmente com o meu pai em Angola, era preciso marcar com antecedência uma chamada que mais tarde era retornada com hora marcada. Resumindo, a comunicação era lenta, dispendiosa e levava o seu tempo. Tal como as cartas que eu acabava por escrever ao meu pai.

A carta surgia como o meio de comunicação mais fácil e completo de falar com ele, de lhe contar as novidades e de lhe pedir favores. Sempre tive maior facilidade em expressar-me por escrito do que por telefone. Não que tenha dificuldades na expressão oral, não confundam, porque não tenho, mas odeio falar com uma pessoa quando não estou a ver os seus gestos, o seu olhar, a sua expressão física. Compreendo que me digam que nas cartas também não, mas as cartas têm algo que o telefone não tem, a impressão escrita.

Cada pessoa tem uma forma própria de se expressar, a sua letra altera quando está doente, triste, ou quer esconder alguma coisa. As palavras que utiliza são diferentes, o contexto e as figuras de estilo também são diferentes de estado para estado de espírito. E é disso que eu tenho saudades. Tenho saudades de ver a letra do meu pai e de tentar descobrir, como se de um quebra-cabeças se tratasse, o que estava por trás de cada uma daquelas palavras que ele imprimia com o seu próprio punho nas folhas cuidadosamente escolhidas para me enviar via aérea.

Sim, porque para além da letra e de tudo o mais que já foi enumerado em cima, ainda havia a linguagem dos detalhes. A folha escolhida para a carta, a caneta e a cor da tinta, o envelope, se vinha ou não perfumada, ou brindada com uma flor seca, ou outro presente que ele me quisesse dar.

Tenho saudades dos rascunhos que escrevia para lhe responder, num exercício que tinha como objectivo, tentar não me esquecer de nada que fosse importante, e era sempre tanta coisa, que por vezes as cartas tinham mais de 4 folhas A4 escritas de frente e de costas.

Pronto, tenho saudades e hoje deu-me para isto… Tenho saudades também de ti, pai!

Que Deus te guarde.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que fazer quando um pensamento se instala na nossa mente e, independentemente, de todas as técnicas de concentração utilizadas, o pensamento teima em recorrer, uma e outra vez e mais uma vez em cada 5 segundos?!

E se esse pensamento for a visualização gráfica de um desejo absurdo, irracional e impróprio para o local de trabalho?

Só vos digo que é muito complicado gerir os movimentos, as acções e palavras, tornando todo o processo muito cansativo.

Desde que recomecei a trabalhar, este foi o dia que mais me cansou. Estou exausta!

Xô pensamento, xô!

Volta apenas quando eu estiver em condições de te materializar... já falta pouco.

Xô, por favor, xô!

quinta-feira, 21 de julho de 2011


Hoje apanhei mais uma...bendito programa da manhã!

A partir do acordo ortográfico a palavra RECTIFICAR, ficou obrigatoriamente, uma palavra acentuada numa única sílaba, pois o correcto é agora escrever RETIFICAR.

Agora venham-me dizer que se lê da mesma forma!

RÉ - TI - FI - CAR (forma correcta de pronunciar a palavra RECTIFICAR, apesar de eu por defeito semi-pronunciar o C, supostamente mudo), é muito diferente de RE - TI - FI - CAR (aonde se abre a vogal da sílaba CAR, fechando obrigatoriamente a sílaba RE).

Agora tenho que ir RECTIFICAR todos os RETIFICADOS que fiz até hoje, para além de ainda começar a mentalizar-me que o EGIPTO, com o andar da carruagem vai ser REBAPTIZADO (desculpem o P mudo, mas sem ele eu pronuncio a palavra de forma diferente da CORRECTA) de EGITO e quem sabe a partir de HOJE, não passo a escrever OJE e HENRIQUE E HELIO, passam a ENRIQUE e ÉLIO.

Mas claro, tudo porque as coisas devem ser simplificadas e convenhamos, desta forma, sendo muito importante nos tempos que correm, poupa-se tinta, tempo e papel.

Enfim!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu até nasci em climas tropicais, mas quis o acaso do destino que eu nascesse do lado direito do Oceano Atlântico.

Porque vos contei eu isto?!

Bem... Hoje de manhã, enquanto fazia a minha leitura matinal dos jornais, estava a dar na televisão uma rubrica que se chama "Em bom português!", ou algo que o valha. E lá perguntava a repórter, toda contente da vida a fazer o trabalho para o qual é paga, aos incautos que passavam pelas ruas, como é que, segundo o novo acordo ortográfico, se escreve correctamente:

Incorrecto, ou Incorreto

É claro que depois do crime que foi o acordo ortográfico, o correcto é; incorreto.

Mas aqui é que está o problema e o porquê da minha introdução deste texto: eu não sou brasileira e não tenho por isso aquela pronuncia macia de vogais abertas. Eu não abro as vogais por natureza e a verdade, é que se incorrecto se escrever incorreto, para mim não se lê correctamente, porque sem um acento e sem a consoante muda para abrir a vogal, eu irei, incorrectamente, pronunciar a palavra Incorrêto.

É um crime, correcto?!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

 

 

Pois é! Desta vez apanhei um susto grande, não tanto pelo facto de ter estado doente, pois já estive doente muitas vezes, mas nunca estive doente assim.

Assim como?! -  Devem estar vocês a perguntar.

Doente sem me poder mexer de forma alguma.

Não era o facto de ter de ficar deitada, na caminha, cházinhos quentes e 3 dias depois estar boa, era não me mexer, ao ponto do respirar doer até trazer lágrimas aos olhos. Deitar?! Só numa única posição, entupida de analgésicos de todos os tipos, antibiótico e para completar um anti-inflamatório.

A única posição minimamente confortável, era deitada de barriga para o céu, no chão, ou sentada direita no sofá e mesmo assim, respirar doía. Percebem o que quero dizer?!

Claro que não percebem, se eu não o tivesse vivido, também não ia perceber.

Mas o que raios tive eu?! Pois bem! Começou com uma pequena dor nas costas que ignorei. Pensei comigo mesmo que teria dormido torta e que tinha que passar a estar mais direita no sofá, mas depois dessa pequena dor, respirar fundo começou a doer. Como eu não sou de ficar quieta, ainda ajudei a transportar o móvel da sala que finalmente veio para cá para casa, 3 andares porque os elevadores não funcionam (outra coisa que tenho de contar),  e toca de fazer a limpeza geral do lar, porque eu odeio desarrumação.

Nessa noite, o respirar já era quase insuportável, dormir nem ver, e vai de passar uma pomadinha nas costas para ver se aquilo passava.

Foi um jeito!

Dizia eu a quem me via contorcer de dores. Mas foi um jeito que num belo Sábado há 15 dias atrás, na festa de aniversário da Evinha (a minha nova sobrinha - sobrinha do meu maridão), eu mal consegui comer, quanto mais conhecer o resto das pessoas e onde sorrir era um esforço hercúleo.

Quando quase todos se tinham ido embora e depois de ajudar a cunhada do Filipe, (o meu mais que tudo....tenho tanto para contar!) que estava na altura na eminência de ter a minha afilhada a qualquer momento, a arrumar a cozinha, as lágrimas vieram-me aos olhos e pedi ao Fi que me levasse ao hospital que não aguentava mais.

No Hospital drogaram-me com mil coisas para me tirar as dores e foi aí que recebi como receita, descanso absoluto, um anti-inflamatório, três analgésicos que me obrigavam a estar a tomar medicamentos de 2 em duas horas e saquinho de água quente na ruptura dos músculos intra-costais, que fiz sem saber como!

Mas isso foi Sol de pouca dura. Mais uma noite sem dormir. Descanso no Domingo e na Segunda-Feira toca de ir trabalhar. E quem conseguia trabalhar? Olhar para o pc doía, respirar doía, falar doía, tudo doía. Ao ver a minha cara  e ao aperceber-se do meu esforço, a minha colega aconselhou-me:

Se vires que continuas assim depois do almoço não voltes!

E não voltei. Almocei com o marido, mas a caminho do emprego, mal conseguia segurar no volante. Toca a dar meia volta e vai para casa, deitar no chão a olhar para o tecto, porque virar não conseguia, respirar doía.

Nessa madrugada, acabei por gritar pois não conseguia mais engolir os gritos de dor que se dissipavam pelo corpo. O Fi ajuda-me a vestir, a calçar a pentear a lavar os dentes e vai comigo para o Hospital. No Hospital dizem-me que ouviram no meio da auscultação da minha respiração (acto que fazia de forma cada vez mais espaçada, pois doía), algo que não gostaram, por isso toca a drogar-me de novo para DIMINUIR as dores, chamam ambulância e vou de toque para o Hospital da Feira para poder fazer um Raio-X, que àquela hora, não se pode fazer no Hospital de S. João da Madeira.

No Raio-X, lá mostra uma inflamação nos brônquios, já bastante alastrada, para além da inflamação dos músculos que anda hoje não faço ideia de como a fiz.

Conclusão Mais de uma semana em casa, sem dormir, sem me mexer e quase não ficava boa, para ir ao baptizado do meu sobrinho lindo no Domingo dia 10.

Hoje ainda não estou perfeita e respirar fundo ainda dói como tudo, mas pelo menos já estou a trabalhar, fui ao baptizado, a minha sobrinha mais novinha e afilhada já nasceu e é linda e já consigo respirar sem chorar.

Continuo a questionar-me é como é que raios eu fiquei doente assim?!

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Não foi há muito tempo que eu escrevi aqui algo sobre o Pseudo-Nacionalismo Português e o Oposto, que são os que acham que em política o Nacionalismo é um perigo e podem relembrar-se disso aqui

As pessoas disseram que eu era louca e que reduzia tudo a uma caixinha embrulhada perfeitamente ao estilo Marta Stewart, com etiqueta e cartão de visita incluído.

Mas heis que começa o verão e começam os anuncios das cervejas todas e heis que voltam os simbolos nacionalistas do nosso grande país, associados, àquilo que vocês sabem que eu sei e que eu sei que vocês sabem.



Agora digam lá que é má vontade minha?!

Viva os comícios Americanos, com hinos cantados no início, meio fim e sempre que alguém espirra, bandeiras penduradas nos jardins, apenas porque têm orgulho nela e por favor, parem e criticar o uso do nacionalismo.

O que é nosso é bom  e deve ser usado, sempre que a ocasião merece, seja ela qual for.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sabem quando parece (mesmo quando não se acredita) que nos lançaram um mau olhado?!

Alguém o deve ter feito...
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