segunda-feira, 19 de março de 2012

Vou ter pela frente um longo período de mentalização. Existe um sonho que eu alimento desde que tenho 16 anos, um sonho que tem sido tudo o que eu realmente quero.

Não me interessa o euro-milhões, sair nas páginas de revista, ou que os livros que já escrevi sejam best-sellers. Tudo isso pode acontecer, não vou dizer que não a nenhuma delas, mas nada me faria mais feliz que ser simplesmente mãe.

Este sonho parece ser tão simples para a maioria das mulheres, muitas vezes nem sequer planeiam, ou querem e no entanto acontece-lhes como um acaso do destino, para outras basta casar e dizer, quero ter um filho e pronto, lá a criança aparece passado um bocado, mas para mim, que desejo tanto ser mãe desde o momento em que a minha prima Mara nasceu, esse sonho tem sido apenas isso mesmo: um sonho.

E infelizmente assim será para sempre. O meu maior sonho, tudo o que eu mais queria na vida, nunca irá acontecer e eu tenho, de uma vez por todas de colocar isso na cabeça. Basta de sofrer cada vez que sei que alguém ficou grávida, basta de sofrer sempre que vejo um anúncio às mães na televisão, ou vejo um filme em que alguém tem um filho no fim e tudo fica feliz. Basta, basta, basta!

A dor que sinto aperta-me o ventre numa contracção absurda, torna-o tão pequeno que o sinto desaparecer da minha anatomia. Faz-me sentir seca e na verdade, não me sinto mulher.

Preciso mentalizar-me que nunca vou ter nenhum ser vivo a chamar-me mãe na vida e seguir em frente. Estou farta de sofrer!

sexta-feira, 16 de março de 2012

... como o de hoje, em que eu percebo, perfeitamente, quando me dizem que eu tenho calma a mais!

Se não tivesse tido calma, hoje teria sido bem pior, não só porque não me senti bem o dia todo, pois corri para a casa de banho toda a manhã; o computador parecia mais lento do que é habitual e houve quem tivesse testado a minha paciência até ao limite.

Enfim, mas está a acabar e é: Sexta-Feira!

Mãe, parabéns pelos teus lindos e bem vividos 58 anos!

terça-feira, 13 de março de 2012

... O dia finalmente chegou!

Retirei todos os correCtores ortográficos do meu PC. Os danados deram para fazer actualização sem a minha permissão, por isso tiveram o que o seu destino havia delineado: correCtores no lixo

Por aqui vai tudo continuar como antes, o meu blog, as minhas cartas, e-mails e afins, vão ser a muralha contra o terrorismo linguístico oficializado.

Aqui haverá sempre consoantes que apenas se lêem, mas que não se ouvem na sua fonia natural.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Descansem que não vou fazer um longo discurso sobre o assunto, pois não estou para aí virada, para mais o que vou dizer é mesmo muito pouco profundo, para não dizer superficial ao máximo.

Acontece que por amanhã ser dia da Mulher, umas quantas aqui no escritório estavam a combinar uma saída com direito a Streap Tease masculino.

Escangalhei-me a rir, porque sinceramente, os rapazinhos podem ser muito musculados, os maiores "Macho Man" do Bairro, mas para mim, um homem que use tanga e rebole que nem uma Louca, ao som de uma banda sonora duvidosa, não me diz nada. Literalmente nada. Sou totalmente imune.

Não, não é verdade e eu não gosto de faltar com ela. Na realidade eles fazem-me rir, escangalho-me a rir, porque acho simplesmente ridículo.

Até hoje apenas vi dois Streap-teases masculinos que me fizeram sentir algum tipo de excitação:


  1. Jason Statham - Num dos "Correio de Risco", não me recordo qual, mas que aquilo me fez arrepiar fez.
  2. Fi - Sempre que despe a camisa, camisola e calças para vir ter comigo.
Pronto! É só isto! Desculpem-me!

 

sexta-feira, 2 de março de 2012

... há alguma coisa mais gira do que bebés?!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hoje à hora do almoço, avisaram-me que as estradas estavam cortadas devido à visita do Presidente da República a algumas das fábricas e escolas industriais de S. João da Madeira.

Houve alguém que disse: " Que ridículo! Até parece um Rei!"

Eu era para responder na altura, mas depois retraí-me, no entanto apetece-me dizê-lo aqui.


"Não! Ele não é um Rei! É mais do que um Rei; é Chefe de um Estado de Direito, multipartidário e eleito legalmente pelo povo em eleições livres para um segundo mandato."

É mais do que normal que sejam necessárias medidas de segurança para um caso destes e nós, apenas temos que nos acomodar, aguardar um pouco para depois avançar. 

Se estamos mal, podemos sempre concorrer nas próximas eleições e quem sabe, o Povo não nos elege.

É isso que eu admiro numa democracia, está ao alcance de quem for capaz e não de quem nasceu!

... sem razão aparente: sem discussões, sem problemas de relevo no trabalho, sem problemas familiares ou com amigos e sem problemas de dinheiro?!

O meu 6º sentido está a dizer-me qualquer coisa, preciso de descobrir o que é! Ele tem tendência a avisar-me com antecedência, eu é que nem sempre o percebo.

Vou estar, definitivamente, atenta, nem que fique mais umas noites sem dormir.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pois é! Como vos disse antes, vou ter de ir até Angola a trabalho. Apenas uma semana, cinco dias, mas mesmo assim, estou a sofrer algum tipo de síndrome que me deixa muito desconfortável.

Angola é o país que me viu nascer, que me viu dar os primeiros passos e que me ouviu dizer as primeiras palavras. É o país onde os meus avós maternos se conheceram e casaram, onde tiveram a minha mãe e onde a minha mãe e o meu pai se conheceram e casaram. É o pais que me deu as primeiras lições de vida, onde aprendi a disparar uma arma, onde descobri que tinha fobia de cobras, onde eu fugi de balas, vi gente morrer nas ruas numa guerra sem explicação, onde estive em filas de racionamento e onde eu vi o meu pai perder a vida 3 vezes. (Sei que parece estranho, mas vou explicar apenas este ponto: o meu pai teve 1 ataque cardíaco grave, aquando de umas das minhas visitas aos onze, ou doze anos e teve depois mais dois AVC's, que coincidiram sempre em alturas em que eu estava lá a viver ou de férias.)

Foi em Angola onde eu conduzi pela primeira vez, andei de bicicleta pela primeira vez, fui mordida por um cão, pela primeira e única vez, na casa do Cônsul dos Estados Unidos, que valeu um "Camaro" ao meu Pai (se calhar o meu pai fez de propósito!). Acompanhei o meu pai em tantos Ralis, nas estradas de terra batida a Norte de Luanda e em Cabinda! (Que saudades pai!) E foi em Angola onde eu quase morri pela primeira vez, aos 5 anos com Tifo (mas valeu a pena, mãe, a Ana não morreu sem uma amiga a apertar-lhe a mão, eu estava lá e isso tem de valer alguma coisa, mesmo o susto que tu e o pai tiveram).

Eu nunca me senti tão viva como em Angola! Aquela terra encarnada, o cheiro da humidade do ar, as luas vermelhas do tamanho do Mundo, a pesca nocturna nos cais de Luanda, as noites longas no Barracuda onde, depois do jantar os meus pais namoravam e por vezes discutiam algum assunto, enquanto eu e a minha irmã apanhávamos conchas na areia da praia, os pic-nics na Barra do Kwanza, os meus aniversários na praia do km 31.

Angola é a minha terra mãe, mas será que eu me vou identificar com ela depois de tantos anos de afastamento, depois da morte do meu pai, depois de eu já não ser aquela pessoa que fui?!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Sim é verdade, esqueci-me de contar, vou ter de ir a Angola em serviço, contactar com alguns clientes e blá, blá, blá! Mas depois falo sobre isso.

Hoje fui buscar o meu Registo Criminal, para efeitos de pedido de visto. Uma semana depois de ter sido pedido, é sempre bom saber que:
__________________________________________________

NADA CONSTA ACERCA DA PESSOA ACIMA IDENTIFICADA.
__________________________________________________

Fiquei aborrecida!

Pelo tempo que demorou, eu exigia pelo menos 3 páginas de crimes inenarráveis.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um colega meu, devido ao facto da sua vida ter sofrido fortes alterações, acordou no dia de S. Valentim a pensar que tinha poupado entre 100 a 200€.

É um pensamento válido apesar de eu não ver as prendas oferecidas como um gasto ou uma poupança, ou nem sequer dar importância ao valor das mesmas, sejam estas de grande ou pouca monta. Eu não poupo por não ter a quem dar, assim como não gastaria se tivesse. Simplesmente, o valor não é importante.

A imaginação vai mais longe e não tem valor e por vezes é muito, mas mesmo muito melhor.

Não gosto de fazer juízos de valor e de certeza que não o vou fazer com este meu colega, até porque a máscara (papel que ele interpreta no palco da vida) muda todos os dias e ao longo de uma conversa, mas quem sabe, questiono-me, se o facto dele ontem ter poupado entre 100 a 200€, não será sintomático.

Mas cada um sabe de si! Eu gastei algum dinheiro mas não importa, podia ter gasto mais, podia ter gasto menos, mas gastei exactamente o que a minha imaginação ditou, nem mais nem menos um cêntimo.

Recordei-me de um post antigo (http://30diaspara.blogspot.com/2008/12/imaginao-frtil.html). Se tiverem paciência de o voltar a ler, irão perceber o que quero dizer.




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Apenas porque de momento estou feliz com a vida que tenho, bem resolvida com aquilo que sou e atingi (mesmo que ainda queira mais) e porque estou a amar como nunca fiz, o dia dos namorados este ano, mais do que o ano passado (não pela parte do amor, pois esse continua o mesmo, mas sim porque as circunstâncias externas melhoraram) está a saber-me muito bem.

Começou com cupcakes personalizados à meia noite, numa ceia improvisada com vinho de porto, continuou esta manhã com um acordar gradual e revigorador e vai terminar, logo à noite (depois das explicações) com um jantar romântico regado com muito champanhe, e uma sobremesa especial... Já disse que comprei uma lingerie nova?! Esta manhã não foi precisa, mas logo à noite é mais para mim do que para ele, pois ele gosta de mim, com ou sem, de preferência sem... 

Aturem-me, não quero saber!

Feliz dia dos Namorados!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não sou uma amante declarada de hip-hop ou rap, mas existem alguns trabalhos quer seja pela melodia, quer seja pela letra que me chamam a atenção.


O Boss AC é um dos artistas que vou tendo em conta e o último trabalho está muito, muito engraçado e não sei porquê, mas a música do single, cheira-me aos saudosos Ornatos Violeta.


Para quem não conhece, aqui fica algo para nos fazer sorrir numa Sexta-Feira.





Tantos anos a estudar para acabar desempregado
Ou num emprego da treta, mal pago
E receber uma gorjeta que chamam salário
Eu não tirei o Curso Superior de Otário
...não é por falta de empenho
Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho
Ainda o mês vai a meio já eu 'tou aflito
Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
Ter carro é impossível
Tive que o vender para ter combustível
Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve
Preciso de boleia, alguém que me leve


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


É sexta-feira
Quero ir para a brincadeira
mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Basta ser honesto e eu aceito propostas
Os cotas já me querem ver pelas costas
Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?
Não tenho condições nem pa alugar uma tenda
Os bancos só emprestam a quem não precisa
A mim nem me emprestam pa mudar de camisa
Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço
Hoje é sexta-feira vou já tratar disso


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


É sexta-feira
Quero ir para a brincadeira
mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Bom bom bom bom
Já já já já



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Há uns anos atrás eu disse algures que não gostava da frase “As pessoas têm de gostar de ti, pelo que és!” e justifiquei, dizendo que para mim, a frase faria mais sentido se fosse: “As pessoas têm de gostar de ti, APESAR do que és!”

Um amigo meu, não concordou comigo e esta foi a conversa que se desenrolou, sobre o assunto:

N - O pressuposto de acrescentar a essa tão batida frase a simples palavra "apesar" parece-me deveras assustador.
Em primeiro lugar, quem somos nós para nos arrogarmos o direito de dizer ou saber porque gosta alguém de nós? Ou quem nos dá o direito de duvidar de alguém que nos diz q nos ama p aquilo que nós somos (e nota que eu disse/escrevi p aquilo q nós somos e n apesar do q nós somos)?
Em segundo lugar, na minha opinião, quando se diz que nos têm q amar pelo q nós somos, isso quer dizer, acima de tudo, que temos de nos dar valor e acreditar q temos qualidades suficientes para atrair o amor de alguém, interesse que surge daquilo que nós somos e não apesar do q nós somos.
Por último, parece-me um pouco deprimente estarmos sempre a achar que alguém nos ama apesar do que somos, porque isso parece-me uma sobrevalorização dos nossos defeitos, quando aquilo que devíamos enaltecer e cultivar são as nossas qualidades.
Houve alguém que uma vez me disse q todos nós temos o nosso mercado no campo afectivo e isso, mais uma vez, traduz q se procurarmos e nos deixarmos encontrar, há alguém no mundo, ou vários alguéns no mundo, que nos podem vir a amar pelo q nós somos e não apesar do que nós somos.
 
I - Não vejo nada de assustador na mensagem, mas ao intérprete a sua visão. Em segundo de onde veio a lenga a lenga, ou a suposição de que eu julgo alguém, ou se acredito ou não que gostam de mim? Eu sei que existe muita gente que gosta de mim, ou pelo menos do produto que sou.
A verdadeira mensagem que passou completamente ao lado, é de que nós somos (aquilo q a frase se dirige), um produto misógino da sociedade e classe a pertencemos e isso não é verdadeiramente aquilo que somos. Nós somos uma essência pura, balanceada na perfeição entre o bem e o mal. Uma luz e energia única camuflada pela pele da humanidade standarizada.
O "Apesar" refere-se exactamente a esses 50% de nós que é mau e que muitas vezes nem nós mesmos sabemos que existe, mas que está lá e que, apesar de toda a valorização das nossas qualidades continua lá adormecido, pronto a surgir se a situação o pedir. Faz parte de nós. O "apesar" não se refere apenas ao acordar do lado errado, não é só ser teimosa, não é só referente a um ou outro ginete a que todos temos direito, é algo que tem a ver com a nossa raiz com a nossa alma e que não se vê. Existe uma diferença... não concordas?
N - Que nós somos um misto de bom e de mau, de qualidades e de defeitos, ninguém põe em causa, muito menos eu.
Se é verdade que nós n mostramos à partida tudo aquilo que somos, também é verdade q aquilo que não mostramos aos outros e que está p além dessa primeira camada tem tanto de bom, como de mau.
Ao dizeres "apesar de", na minha opinião transmite a mensagem de que tudo aquilo que está nas camadas menos superficiais da nossa essência e que nós só vamos revelando aos poucos, é negativo. Isto é, à primeira vista gostaram do que viram e apesar de tudo aquilo que está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me, apesar dos nossos defeitos.
Concordaria mais contigo se dissesses: "para além" daquilo que transpareceu na primeira camada também descobri isto e aquilo sobre ti (e aqui englobo tudo o que nós somos, o bom e o mau) e de algumas coisas gosto, doutras gosto menos, ou considero mesmo irritantes. Mas o amor é isso mesmo é aprender a gostar do outro respeitando tudo o que ele é, o bom e o mau. 
I - «Isto é, à primeira vista gostaram do q viram e apesar de tudo aquilo q está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me, apesar dos nossos defeitos.»
A frase estaria perfeita se tivesse ficado em: Isto é, à primeira vista gostaram do q viram e apesar de tudo aquilo q está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me.
Porque tanto faz que o que está por baixo seja bom ou mau, é o que está escondido, ponto final. É aquilo que tu não conheces e que APESAR de tudo poderás e deverás amar.
"Apesar" e "além de", são ambas acções adversativas... têm exactamente o mesmo valor.

É óbvio que não tínhamos mais nada que fazer.... Enfim!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eu não sei se isto se passa com vocês, mas existem certos clichés que me irritam solenemente e ainda assim, vivo com eles com regularidade.

O que mais me irrita é o cliché do homem que saiu de casa para comprar cigarros e não volta e no entanto.... sempre que ele sai para comprar cigarros....

Bem vocês percebem o que eu quero dizer... já se tornou uma piada entre os dois...


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012



Após o meu divórcio, o escurinho do cinema, foi um dos meus melhores amigos. Sempre que me sentia em baixo, sempre que me sentia mais triste, desiludida, confusa, o escuro da sala de cinema, estava lá para ser o meu analista, o meu psiquiatra.

Perdi a conta do número de filmes que vi e onde prestei muito pouca atenção ao enredo, ao elenco, ou à realização. O escuro do cinema, o som alto, a emoção de uma vida que não era definitivamente a minha, serviam na perfeição para embalar os meus pensamentos, de forma a que eu os pudesse entender melhor, organizar, controlar e assimilar.

Sempre gostei de cinema, sempre adorei ver filmes, sou uma cinéfila por natureza. Sei em que ano os filmes foram realizados, quem os produziu e realizou, sei o nome dos principais actores do elenco, sei explicar os pormenores da realização e o porquê da câmera ter começado a cena de cima para baixo, ou fechou o plano no fim. E continuo a gostar de cinema. Mas naquela fase mais complicada, eu, para além de ver filmes, comia filmes, bebia filmes, respirava filmes.

Fiz-me sócia do Alvaláxia, 15€ por mês e dava direito a ver dois filmes de borla por dia. Eram poucos os dias que eu não ia ver um filme e durante 3 anos, acho que via tudo o que saía. Chegava ao ponto de chegar a uma sala de cinema e ter de ir a correr para outro cinema, porque naquele já tinha visto tudo.

O que dizer?... adoro cinema. 

Mas agora que estou de novo casada, ir ao cinema passou a ser ainda melhor, pois para além do filme, do escuro da sala, da realização, dos actores e de tudo o que envolve um filme, eu tenho um ombro quente onde me encostar e uma mão que pousa no meu joelho e eu, simplesmente adoro isso.

Nada como o escurinho do cinema...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

... de descansar num lugar assim.


Uma obra de arte no meio de outra obra de arte da natureza, que de certeza tem a cura para a minha dor de costas monstruosa.


 Aqui ficam algumas imagens do Hotel Hilton Pattaya na Tailândia.




















quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Hoje o meu dia não começou lá muito bem! Tive que explicar, de forma menos ortodoxa, a uma senhora num jeep Mercedes branco (quem quer um jeep branco?!), que decidiu colocar o seu carro ao lado do meu e impedindo-me de sair, que aquela não era a forma mais correcta de proceder.

Estive mesmo quase pronta a descer ao nível da cor do fantástico carro que ela conduzia (carro excelente, cor de mau gosto) e desatar aos berros no mesmo nível de decibéis com que a senhora afectada com a laca do seu cabelo, me presenteou  ao meu pedido para escolher outro lugar para o seu espaçoso carro, mas algo em mim disse:

- És superior a isso!

E sou! Respirei fundo e respondi num tom de voz baixo e rouco, tom que a minha voz por vezes assume, mas de forma clara e cristalina:

- Sabe?! É na realidade um problema da sua consciência! Eu pessoalmente gosto de garantir o meu lugar no céu com acções feitas no meu dia-a-dia, porque dinheiro e cartões de crédito, não vão com certeza comigo.

Fechei a porta do meu carro, com cuidado para não tocar no monstro estacionado depois do meu, respirei ainda mais fundo para conseguir sair do espaço exíguo que me ficou destinado e dei-lhe costas, deixando os neurónios da loira falsa, drogados com a goma que lhe fixava o cabelo num penteado perfeito, a tentar perceber o que eu lhe quis dizer.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

No fim de 2009 eu decidi, que a minha vida tinha de mudar, que tinha de mudar drasticamente e em 2010, coloquei as mãos à obra e tudo fiz, para que passos de mudança, passos gigantescos de quem estava aprisionada a uma rotinazinha medíocre, pequena sem horizontes, fossem dados.

Larguei o meu emprego, mandei passear com todos os requintes e textualmente o meu patrão e procurei, procurei, procurei.

Em Abril, depois de um fim de semana de Páscoa maravilhoso com o meu amor, ganhei coragem e no meu aniversário, com a ajuda de um amigo a quem eu devo muito, entrei dentro de um comboio à descoberta de um novo lugar. Um lugar que em 2010 foi considerado a Melhor cidade Portuguesa para se viver, mas não pensava, nem sonhava que nesse aniversário, apenas um espaço de 3 dias fosse tão definitivo. 

Era suposto voltar para Lisboa, pelo menos até encontrar um emprego nessa nova cidade, onde o meu amor vivia, mas os 3 dias tornaram-se 15 dias e os 15 dias tornaram-se definitivos. Ambos tínhamos mais  de 30 anos, para quê esperar?!

 - Tu já não vais a lado nenhum. Vais aonde? O teu lugar é comigo, não achas?!

E eu achava sim! Se era para estarmos juntos, o melhor era fazer logo, para quê perder tempo, chega de perder tempo, este urge, este escasseia, todos temos data limite e todos temos que viver o mais possível dentro desse tempo. "Não deixes para amanhã, aquilo que pode definitivamente ser vivido hoje."

Arranjamos uma casa, primeiro dividida com outros amigos e depois apenas nossa e fomos aos poucos e poucos, arranjando o nosso espaço, o nosso ninho.

Vai fazer dois anos que estou nesta cidade e, apesar da saudade que sinto diariamente dos meus meninos, da minha irmã, mãe e 4 amigos, não me arrependo nem só um pouco.

Sinto-me triste pela minha irmã e pela minha mãe, ainda não terem arranjado um dia para me virem visitar, mas tenho a certeza que esse dia irá chegar. Vale a minha prima e duas das minhas amigas que vieram passar uns dias comigo no Verão passado.

Aqui ficam algumas das imagens da minha nova cidade. Espero que apreciem tanto quanto eu. 

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012


...será que este, alguma vez se irá concretizar?



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