sexta-feira, 30 de março de 2012



Este dia teve tanto de complicado como de prometedor.

8.30h *********l  - Uma empresa de segurança com alguns homens em Angola, mas que fiquei com a sensação que está em maus lençóis. Ouvi os homens que estavam a preparar-se para sair a dizer que tinham andado a despedir pessoas e a conversa desenvolveu para começarem a procurar outra coisa. A minha conversa com o Sr. *********, não me deixou com outra opinião. Aquilo deve fechar em pouco tempo.

10.30 - ************ - Uma das maiores empresas de segurança, com um contingente espalhado por toda Angola superior a 5000 seguranças e estão mais em formação. Falei com responsável do departamento de marketing e comercial e vou voltar a reunir com eles na 6ª Feira. temos de enviar um orçamento para 8000 fardas. Fiquei com uma boa sensação.

12.00 - ********** - O Director geral com quem ia reunir, não estava, apesar da reunião ter sido confirmada. Falei com a assistente dele, mas eles estavam satisfeitos com o material que tinham, fiquei de enviar umas amostras e passar a informar sobre as novidades e eles na próxima compra vão pedir orçamento.

14.30 - ********* - Empresa de brindes publicitários, estava interessado em fazer parceria connosco e tem um comercial. Aquilo é pequeno, mas parece-me ter negócio, pois o tempo que lá estive, aquilo não parou um pouco e havia sempre gente a trabalhar. Ficou de nos enviar uma proposta. Deu-me o contacto de um cliente novo deles, uma empresa de segurança que tem 6 meses. Telefonei e sai de lá em direcção ao tal cliente.

15.45 - ********** - Empresa de segurança com 6 meses e que quer alterar a farda por completo de forma a afirmar a imagem da empresa. Quer um orçamento para 150 uniformes com 2 tipos de calças, dois tipos de camisa e boinas.  

16.30 - ********* - Vamos fazer uma proposta de fardamento e enviar amostras de insígnisas e de tecido, junto com um orçamento para 5000 fardas.  

18.00 - ********* - Reunião com um real cliente que tem estado a adiar uma encomenda feita. 

Se este dia foi complicado, porque as estradas continuam deploráveis, quero ver como será 5ª Feira. Vou ter  8 reuniões e vai ser longo.  

De tudo o que vivi neste dia ficou guardado:

1 Muamba de Jinguba com Funje de bom-bom para o almoço. - Que delícia!


Tal como previa o caos ficou estabelecido. Não havia telefones, as estradas estavam em grande parte intransitáveis, não se conseguia confirmar ou desconfirmar reuniões, entrei no taxi, preparado para a cidade a pensar na aventura que seria enfiá-lo em buracos alagados e ver quando é que iríamos ficar parados no meio de estradas enormes, sem ter como voltar para trás.



Na agenda tinha 4 reuniões marcadas pela AIDA/AICEP, que variavam entre o centro da cidade e a Talatona, passando por Viana e pela zona da FILDA.

A primeira reunião - Vejam bem a minha sorte! - era com o coordenador geral da ELISAL (empresa responsável pela limpeza e saneamento de Luanda). Claro que quando lá cheguei, o Sr. coordenador estava em ronda para ver os estragos que a chuva de 2ª Feira haviam feito. Reunião adiada e depois de muitas tentativas por telemóvel, lá consegui coordenar (brincadeira), uma reunião no Hotel para o fim da tarde. Mais um Gin Tónico, menos um Gin Tónico, e fiquei a perceber que é o Ministério da Administração Interna que comanda qualquer compra que eles façam. (tempo, literalmente perdido)


As outras lá se passaram como tinham de passar, com maiores ou menores perspectivas, os contactos ficaram feitos e a porta passou a estar destrancada.

Comi um Hamburguer no bar do hotel para jantar, uma vez que havia almoçado com outro cliente e onde para um simples serviço de buffet, havia pago mais de 60€/pessoa. Haja cidade cara!

O dia rematou com uma chamada para o mais que tudo e mais uma noite de pequenas passagens pelo sono.

terça-feira, 27 de março de 2012

8.30h - Uma empresa de segurança
10.00h - Uma empresa de furos de água
14.00h - Uma empresa de construção
16.00h - Uma empresa de multi-serviços e organização de eventos

Às 7.00 desço para tomar o pequeno-almoço. Pela primeira vez desde que cheguei, assustei-me. Havia agentes de segurança privada em todos os corredores e a segurança do hotel ostentava mais armas do que o normal. Quando passo pelas salas de reuniões apercebo-me que existe um congresso/seminário/qualquer coisa que o valha, sobre diamantes. Caso explicado e o susto afasta-se tão rápido quanto surgiu.

A primeira reunião era mesmo ao descer da rua. Fui a pé a apreciar tudo o que me rodeava. A vivência das pessoas continua a mesma. Tudo se passa num caos organizado que apenas os locais percebem. Depois da primeira reunião, que vai dar em cliente, acabo por decidir comprar um Laranjinha. Já tinha gasto todo o meu saldo pessoal a enviar mensagens a confirmar reuniões, por isso com 31000 Kwanzas comprei um telemóvel e uma recarga que me deve dar até ir embora. Não se assustem, é qualquer coisa como 25€.

A reunião seguinte fica em Talatona, já fora de Luanda, por isso apresso-me a arranjar um taxi, mas depois de longos telefonemas de frustração, peço à recepção para me arranjarem um.

O rapaz chega, baixinho com barriga de cerveja num carro branco, pequeno. O recepcionista apresenta-o e depois de lhe dizer para onde ia ele diz:

- 15.000 kwanza -  eu sorri e continuei
- Vamos de helicóptero? -  o recepcionista ri-se e afasta-se deixando-me a negociar com o personagem. -  3000, ida e volta.
- 12000 - insiste sem conter um sorriso.
- 4000
- 8000
- 6000 kwanzas - afirmo mais peremptória
- Feito! - Huuum! Respondeu rápido demais. Fiquei com a sensação de que 5000 teria sido o preço justo, mas como posso eu adivinhar?! Nada é tabelado, nada tem facturas ou recibos. Que dor de cabeça vai ser justificar as despesas.

Talatona foi um sucesso e levo encomenda comigo. Espero que a transferência seja feita antes de eu voltar a Lisboa. Ainda tenho de lá voltar, mas por causa de outra empresa.

Depois do almoço, as reuniões seguintes foram no hotel. Menos mal, sempre é algum que se poupa. As reuniões foram menos promissoras, mas nunca se sabe. Este trabalho de prospecção é um jogo de cegos. Andamos todos a apalpar terreno e é difícil perceber o que irá resultar ou não.

Nos intervalos entre reuniões deu para dar umas voltas a pé (desculpa mãe, mas sabias bem que não ia ficar quieta, eu não sou menina de ficar no hotel). Tive sempre a sensação que podia ser atacada a qualquer momento, mas se calhar com um pouco de sorte, nem deram por mim.

Consegui localizar alguns lugares onde vou ter reuniões durante o resto da semana e para as quais irei a pé. Prefiro assim! Não gosto nada da ideia de andar num carro com alguém que não conheço e que não passa recibo.

Choveu torrencialmente toda a noite. As estradas alagaram e vão deixar a minha 3ª Feira num caos.

Fiquei sem net das 20h às 24h, para além do tédio, fiquei sem falar com o FI....
Está a chover!

Está a cair aquela chuva tropical deliciosa, que limpa o ar, lava as casas e as estradas, que cai forte e direita, mas que não arrefece o ar.

A chuva cai forte na janela, fustiga o alcatrão e eu apenas consigo pensar em como a cama é grande demais apenas para mim.

Sinto a tua falta, quero o teu corpo, quero sentir o gosto da tua boca, quero mergulhar em ti, tornar-me una.

Espero que o tempo passe depressa, porque preciso de ti!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Depois de algum tempo de espera para que a Dra. Carla da AIDA resolvesse um problema de um saco com umas sapatilhas para entregar a dois personagens divertidos, que tinham ficado com o Sr. Engenheiro qualquer coisa também da AIDA, mas que ia seguir para a Namíbia, seguimos para o hotel.

A cidade está em convulsão. Prédios que há anos esperam demolição estão a ser deitados abaixo, torres e arranha céus crescem como cogumelos, passeios estão a ser reestruturados, as estradas estão a ser alargadas, os jardins estão a voltar a ter verde e cor, mas as fossas continuam cheias, os musseques existem em cada espaço disponível, existe lixo em todo o lado e a água das fossas continua a refrescar o alcatrão.

Chegámos ao Hotel, que mantém no meio de uma rua bem degradada, uma imagem limpa e elegante. Entrámos de caminho, enquanto a Carla combinava com o motorista do mini-autocarro para nos vir buscar em 20 minutos, pois o grupo queria ir beber uma CUCA à Ilha antes de apanharem o avião para Benguela.

Eu, respeitosamente dispensei, uma vez que não ia seguir viagem com eles, pois tenho reuniões em Luanda do dia 25 ao dia 30, mas como insistiram tanto e traziam-me de volta ao hotel e como a 1ª reunião agendada era apenas para as 15h, lá cedi e juntei-me a eles.

Ainda bem, pois o meu quarto de hotel apenas ficou livre perto das 13h e se não o tivesse feito teria apanhado uma seca no lobby, que por muito agradável que seja, ter-se-ia transformado num autêntico purgatório.

Fomos até ao Miami, comemos um prego e bebemos 1 ou 2 Cucas às 11h da manhã. Seria uma espécie de brunch.a olhar o mar e a apreciar cada toque do sol na minha pele. No entanto, porque não estou aqui de férias mas sim a trabalhar, puxei o assunto das agendas, para desagrado de alguns e descobri, que vou poupar dois taxis, um na 4ª Feira, onde existe uma Senhora no negócio das madeiras que vai à mesma empresa do que eu e outro na 6ª Feira, onde mais duas empresas, uma metalurgica e outra de formação de ambulâncias, que vão comigo aos Bombeiros.


Voltámos ao hotel, desejei-lhes boa viagem até 3ª feira e lá fui eu, tentar agilizar o quarto, para tomar um banho e trocar de roupa antes da reunião.

Dito e feito. As reuniões foram um sucesso e espero que tragam alguns dividendos dentro em breve.

Jantar no bar da piscina do Hotel e cama cedo que não dormia há mais de 48 horas.

Apenas tempo para trocar umas frases no chat com o meu amor...
O voo não foi sossegado. Passamos por uma tempestade eléctrica e apesar do espectáculo ser deslumbrante do lado de fora da janelinha do avião, a turbulência, tornava o meu estômago num nó.

Dito isto devo acrescentar, para ser verdadeira comigo mesma e para "vomitar o sapo": O serviço da TAP é cada vez mais miserável, e os aviões já tiveram melhores dias. Estive quase para tirar fotografias aos assentos rotos, mas depois achei que não era necessário, seria demasiado triste. No entanto o pó das alcatifas mal aspiradas provocaram-me um pouco de asma, que felizmente não desenvolveu numa crise grave.

Na manhã do dia 25, vi o sol nascer, pela mesma janelinha do avião e foi outro espectáculo digno de se ver. Serviram o pequeno almoço às 5 e qualquer coisa da manhã.

Dados extra:
Altitude: 11300m
Temp. Exterior: -49ºC
Tempo para o destino: 1h30m

E a imagem lá fora era esta:


Pensei que fosse escrever durante toda a noite, mas não tive vontade. 

Na hora prevista o avião aterrou e aquela vontade de cheirar a terra húmida, surgiu com uma força que quase me obrigava a passar por cima de todos os que estavam a tirar as malas dos devidos compartimentos, empurrá-los um a um e dar um pontapé na porta (como se isso a abrisse mais depressa!).

Mas sosseguem, não fiz nada disso. Esperei pacientemente aguentando aquelas borboletas a darem às asas dentro da barriga, e saí na minha vez. Parei no topo da escada. Olhei o céu (estava nublado) e dei uma enorme golfada. Tentei saborear o cheiro e não me desiludi. Depois olhei para o autocarro que esperava por nós  e pensei nas horas que ia ter que esperar na fila da imigração. Mas não! O aeroporto está muito mudado, não estive nem 20 minutos à espera. Fizeram as perguntas da praxe, eu respondi, passaporte para aqui, passaporte para lá, voucher do hotel, obrigada e bom dia!

Com um pouco de sorte em Portugal teria ficado mais tempo, pois em Luanda tiveram a perspicácia de perceber que se não havia residentes no voo e se essas cabines estavam paradas, podiam muito bem aligeirar o serviço e despachar os visitantes. Ordem dada por alguém fardado e foi só ver o pessoal a sair a caminho das suas malas. 

As malas já demoraram mais, nunca tenho a sorte das minhas serem as primeiras, foram mesmo das últimas.

Mas fui das primeiras do grupo a despachar-me. Apresento-me ao contacto, (Dra. Carla), com quem apenas havia falado ao telefone, e depois de alguns doutoras para aqui, doutoras para lá, decidimos tratarmos-nos por tu. Assim é que eu gosto, afinal de contas não passo receitas a ninguém, nem faço ideia dos nomes dos músculos.

Ai o calor! Que coisa boa, que saudades deste calor húmido. O meu cabelo que todos pensam ser liso, ganha a sua forma natural, ganhando um volume absurdo para a quantidade de cabelo que tenho. Como eu gosto dos trópicos! Todos se lamentam e eu com um sorriso na cara.

- A Dra.não está com calor? - pergunta um dos outros do grupo da AIDA, que entretanto tinha sido apresentado e ao reparar que ainda tinha o casaco de malha vestido.
- Não! Ainda não! Talvez daqui a pouco. - sorri, por saber o quão estranho é esta minha capacidade de aguentar o calor. É uma espécie de super-poder.

Fiquem com o resto das fotografias dessa manhã, mais tarde escreverei sobre o resto que se passou no Domingo.










segunda-feira, 19 de março de 2012

Vou ter pela frente um longo período de mentalização. Existe um sonho que eu alimento desde que tenho 16 anos, um sonho que tem sido tudo o que eu realmente quero.

Não me interessa o euro-milhões, sair nas páginas de revista, ou que os livros que já escrevi sejam best-sellers. Tudo isso pode acontecer, não vou dizer que não a nenhuma delas, mas nada me faria mais feliz que ser simplesmente mãe.

Este sonho parece ser tão simples para a maioria das mulheres, muitas vezes nem sequer planeiam, ou querem e no entanto acontece-lhes como um acaso do destino, para outras basta casar e dizer, quero ter um filho e pronto, lá a criança aparece passado um bocado, mas para mim, que desejo tanto ser mãe desde o momento em que a minha prima Mara nasceu, esse sonho tem sido apenas isso mesmo: um sonho.

E infelizmente assim será para sempre. O meu maior sonho, tudo o que eu mais queria na vida, nunca irá acontecer e eu tenho, de uma vez por todas de colocar isso na cabeça. Basta de sofrer cada vez que sei que alguém ficou grávida, basta de sofrer sempre que vejo um anúncio às mães na televisão, ou vejo um filme em que alguém tem um filho no fim e tudo fica feliz. Basta, basta, basta!

A dor que sinto aperta-me o ventre numa contracção absurda, torna-o tão pequeno que o sinto desaparecer da minha anatomia. Faz-me sentir seca e na verdade, não me sinto mulher.

Preciso mentalizar-me que nunca vou ter nenhum ser vivo a chamar-me mãe na vida e seguir em frente. Estou farta de sofrer!

sexta-feira, 16 de março de 2012

... como o de hoje, em que eu percebo, perfeitamente, quando me dizem que eu tenho calma a mais!

Se não tivesse tido calma, hoje teria sido bem pior, não só porque não me senti bem o dia todo, pois corri para a casa de banho toda a manhã; o computador parecia mais lento do que é habitual e houve quem tivesse testado a minha paciência até ao limite.

Enfim, mas está a acabar e é: Sexta-Feira!

Mãe, parabéns pelos teus lindos e bem vividos 58 anos!

terça-feira, 13 de março de 2012

... O dia finalmente chegou!

Retirei todos os correCtores ortográficos do meu PC. Os danados deram para fazer actualização sem a minha permissão, por isso tiveram o que o seu destino havia delineado: correCtores no lixo

Por aqui vai tudo continuar como antes, o meu blog, as minhas cartas, e-mails e afins, vão ser a muralha contra o terrorismo linguístico oficializado.

Aqui haverá sempre consoantes que apenas se lêem, mas que não se ouvem na sua fonia natural.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Descansem que não vou fazer um longo discurso sobre o assunto, pois não estou para aí virada, para mais o que vou dizer é mesmo muito pouco profundo, para não dizer superficial ao máximo.

Acontece que por amanhã ser dia da Mulher, umas quantas aqui no escritório estavam a combinar uma saída com direito a Streap Tease masculino.

Escangalhei-me a rir, porque sinceramente, os rapazinhos podem ser muito musculados, os maiores "Macho Man" do Bairro, mas para mim, um homem que use tanga e rebole que nem uma Louca, ao som de uma banda sonora duvidosa, não me diz nada. Literalmente nada. Sou totalmente imune.

Não, não é verdade e eu não gosto de faltar com ela. Na realidade eles fazem-me rir, escangalho-me a rir, porque acho simplesmente ridículo.

Até hoje apenas vi dois Streap-teases masculinos que me fizeram sentir algum tipo de excitação:


  1. Jason Statham - Num dos "Correio de Risco", não me recordo qual, mas que aquilo me fez arrepiar fez.
  2. Fi - Sempre que despe a camisa, camisola e calças para vir ter comigo.
Pronto! É só isto! Desculpem-me!

 

sexta-feira, 2 de março de 2012

... há alguma coisa mais gira do que bebés?!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hoje à hora do almoço, avisaram-me que as estradas estavam cortadas devido à visita do Presidente da República a algumas das fábricas e escolas industriais de S. João da Madeira.

Houve alguém que disse: " Que ridículo! Até parece um Rei!"

Eu era para responder na altura, mas depois retraí-me, no entanto apetece-me dizê-lo aqui.


"Não! Ele não é um Rei! É mais do que um Rei; é Chefe de um Estado de Direito, multipartidário e eleito legalmente pelo povo em eleições livres para um segundo mandato."

É mais do que normal que sejam necessárias medidas de segurança para um caso destes e nós, apenas temos que nos acomodar, aguardar um pouco para depois avançar. 

Se estamos mal, podemos sempre concorrer nas próximas eleições e quem sabe, o Povo não nos elege.

É isso que eu admiro numa democracia, está ao alcance de quem for capaz e não de quem nasceu!

... sem razão aparente: sem discussões, sem problemas de relevo no trabalho, sem problemas familiares ou com amigos e sem problemas de dinheiro?!

O meu 6º sentido está a dizer-me qualquer coisa, preciso de descobrir o que é! Ele tem tendência a avisar-me com antecedência, eu é que nem sempre o percebo.

Vou estar, definitivamente, atenta, nem que fique mais umas noites sem dormir.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pois é! Como vos disse antes, vou ter de ir até Angola a trabalho. Apenas uma semana, cinco dias, mas mesmo assim, estou a sofrer algum tipo de síndrome que me deixa muito desconfortável.

Angola é o país que me viu nascer, que me viu dar os primeiros passos e que me ouviu dizer as primeiras palavras. É o país onde os meus avós maternos se conheceram e casaram, onde tiveram a minha mãe e onde a minha mãe e o meu pai se conheceram e casaram. É o pais que me deu as primeiras lições de vida, onde aprendi a disparar uma arma, onde descobri que tinha fobia de cobras, onde eu fugi de balas, vi gente morrer nas ruas numa guerra sem explicação, onde estive em filas de racionamento e onde eu vi o meu pai perder a vida 3 vezes. (Sei que parece estranho, mas vou explicar apenas este ponto: o meu pai teve 1 ataque cardíaco grave, aquando de umas das minhas visitas aos onze, ou doze anos e teve depois mais dois AVC's, que coincidiram sempre em alturas em que eu estava lá a viver ou de férias.)

Foi em Angola onde eu conduzi pela primeira vez, andei de bicicleta pela primeira vez, fui mordida por um cão, pela primeira e única vez, na casa do Cônsul dos Estados Unidos, que valeu um "Camaro" ao meu Pai (se calhar o meu pai fez de propósito!). Acompanhei o meu pai em tantos Ralis, nas estradas de terra batida a Norte de Luanda e em Cabinda! (Que saudades pai!) E foi em Angola onde eu quase morri pela primeira vez, aos 5 anos com Tifo (mas valeu a pena, mãe, a Ana não morreu sem uma amiga a apertar-lhe a mão, eu estava lá e isso tem de valer alguma coisa, mesmo o susto que tu e o pai tiveram).

Eu nunca me senti tão viva como em Angola! Aquela terra encarnada, o cheiro da humidade do ar, as luas vermelhas do tamanho do Mundo, a pesca nocturna nos cais de Luanda, as noites longas no Barracuda onde, depois do jantar os meus pais namoravam e por vezes discutiam algum assunto, enquanto eu e a minha irmã apanhávamos conchas na areia da praia, os pic-nics na Barra do Kwanza, os meus aniversários na praia do km 31.

Angola é a minha terra mãe, mas será que eu me vou identificar com ela depois de tantos anos de afastamento, depois da morte do meu pai, depois de eu já não ser aquela pessoa que fui?!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Sim é verdade, esqueci-me de contar, vou ter de ir a Angola em serviço, contactar com alguns clientes e blá, blá, blá! Mas depois falo sobre isso.

Hoje fui buscar o meu Registo Criminal, para efeitos de pedido de visto. Uma semana depois de ter sido pedido, é sempre bom saber que:
__________________________________________________

NADA CONSTA ACERCA DA PESSOA ACIMA IDENTIFICADA.
__________________________________________________

Fiquei aborrecida!

Pelo tempo que demorou, eu exigia pelo menos 3 páginas de crimes inenarráveis.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um colega meu, devido ao facto da sua vida ter sofrido fortes alterações, acordou no dia de S. Valentim a pensar que tinha poupado entre 100 a 200€.

É um pensamento válido apesar de eu não ver as prendas oferecidas como um gasto ou uma poupança, ou nem sequer dar importância ao valor das mesmas, sejam estas de grande ou pouca monta. Eu não poupo por não ter a quem dar, assim como não gastaria se tivesse. Simplesmente, o valor não é importante.

A imaginação vai mais longe e não tem valor e por vezes é muito, mas mesmo muito melhor.

Não gosto de fazer juízos de valor e de certeza que não o vou fazer com este meu colega, até porque a máscara (papel que ele interpreta no palco da vida) muda todos os dias e ao longo de uma conversa, mas quem sabe, questiono-me, se o facto dele ontem ter poupado entre 100 a 200€, não será sintomático.

Mas cada um sabe de si! Eu gastei algum dinheiro mas não importa, podia ter gasto mais, podia ter gasto menos, mas gastei exactamente o que a minha imaginação ditou, nem mais nem menos um cêntimo.

Recordei-me de um post antigo (http://30diaspara.blogspot.com/2008/12/imaginao-frtil.html). Se tiverem paciência de o voltar a ler, irão perceber o que quero dizer.




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Apenas porque de momento estou feliz com a vida que tenho, bem resolvida com aquilo que sou e atingi (mesmo que ainda queira mais) e porque estou a amar como nunca fiz, o dia dos namorados este ano, mais do que o ano passado (não pela parte do amor, pois esse continua o mesmo, mas sim porque as circunstâncias externas melhoraram) está a saber-me muito bem.

Começou com cupcakes personalizados à meia noite, numa ceia improvisada com vinho de porto, continuou esta manhã com um acordar gradual e revigorador e vai terminar, logo à noite (depois das explicações) com um jantar romântico regado com muito champanhe, e uma sobremesa especial... Já disse que comprei uma lingerie nova?! Esta manhã não foi precisa, mas logo à noite é mais para mim do que para ele, pois ele gosta de mim, com ou sem, de preferência sem... 

Aturem-me, não quero saber!

Feliz dia dos Namorados!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não sou uma amante declarada de hip-hop ou rap, mas existem alguns trabalhos quer seja pela melodia, quer seja pela letra que me chamam a atenção.


O Boss AC é um dos artistas que vou tendo em conta e o último trabalho está muito, muito engraçado e não sei porquê, mas a música do single, cheira-me aos saudosos Ornatos Violeta.


Para quem não conhece, aqui fica algo para nos fazer sorrir numa Sexta-Feira.





Tantos anos a estudar para acabar desempregado
Ou num emprego da treta, mal pago
E receber uma gorjeta que chamam salário
Eu não tirei o Curso Superior de Otário
...não é por falta de empenho
Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho
Ainda o mês vai a meio já eu 'tou aflito
Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
Ter carro é impossível
Tive que o vender para ter combustível
Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve
Preciso de boleia, alguém que me leve


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


É sexta-feira
Quero ir para a brincadeira
mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Basta ser honesto e eu aceito propostas
Os cotas já me querem ver pelas costas
Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?
Não tenho condições nem pa alugar uma tenda
Os bancos só emprestam a quem não precisa
A mim nem me emprestam pa mudar de camisa
Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço
Hoje é sexta-feira vou já tratar disso


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


É sexta-feira
Quero ir para a brincadeira
mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Bom bom bom bom
Já já já já



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Há uns anos atrás eu disse algures que não gostava da frase “As pessoas têm de gostar de ti, pelo que és!” e justifiquei, dizendo que para mim, a frase faria mais sentido se fosse: “As pessoas têm de gostar de ti, APESAR do que és!”

Um amigo meu, não concordou comigo e esta foi a conversa que se desenrolou, sobre o assunto:

N - O pressuposto de acrescentar a essa tão batida frase a simples palavra "apesar" parece-me deveras assustador.
Em primeiro lugar, quem somos nós para nos arrogarmos o direito de dizer ou saber porque gosta alguém de nós? Ou quem nos dá o direito de duvidar de alguém que nos diz q nos ama p aquilo que nós somos (e nota que eu disse/escrevi p aquilo q nós somos e n apesar do q nós somos)?
Em segundo lugar, na minha opinião, quando se diz que nos têm q amar pelo q nós somos, isso quer dizer, acima de tudo, que temos de nos dar valor e acreditar q temos qualidades suficientes para atrair o amor de alguém, interesse que surge daquilo que nós somos e não apesar do q nós somos.
Por último, parece-me um pouco deprimente estarmos sempre a achar que alguém nos ama apesar do que somos, porque isso parece-me uma sobrevalorização dos nossos defeitos, quando aquilo que devíamos enaltecer e cultivar são as nossas qualidades.
Houve alguém que uma vez me disse q todos nós temos o nosso mercado no campo afectivo e isso, mais uma vez, traduz q se procurarmos e nos deixarmos encontrar, há alguém no mundo, ou vários alguéns no mundo, que nos podem vir a amar pelo q nós somos e não apesar do que nós somos.
 
I - Não vejo nada de assustador na mensagem, mas ao intérprete a sua visão. Em segundo de onde veio a lenga a lenga, ou a suposição de que eu julgo alguém, ou se acredito ou não que gostam de mim? Eu sei que existe muita gente que gosta de mim, ou pelo menos do produto que sou.
A verdadeira mensagem que passou completamente ao lado, é de que nós somos (aquilo q a frase se dirige), um produto misógino da sociedade e classe a pertencemos e isso não é verdadeiramente aquilo que somos. Nós somos uma essência pura, balanceada na perfeição entre o bem e o mal. Uma luz e energia única camuflada pela pele da humanidade standarizada.
O "Apesar" refere-se exactamente a esses 50% de nós que é mau e que muitas vezes nem nós mesmos sabemos que existe, mas que está lá e que, apesar de toda a valorização das nossas qualidades continua lá adormecido, pronto a surgir se a situação o pedir. Faz parte de nós. O "apesar" não se refere apenas ao acordar do lado errado, não é só ser teimosa, não é só referente a um ou outro ginete a que todos temos direito, é algo que tem a ver com a nossa raiz com a nossa alma e que não se vê. Existe uma diferença... não concordas?
N - Que nós somos um misto de bom e de mau, de qualidades e de defeitos, ninguém põe em causa, muito menos eu.
Se é verdade que nós n mostramos à partida tudo aquilo que somos, também é verdade q aquilo que não mostramos aos outros e que está p além dessa primeira camada tem tanto de bom, como de mau.
Ao dizeres "apesar de", na minha opinião transmite a mensagem de que tudo aquilo que está nas camadas menos superficiais da nossa essência e que nós só vamos revelando aos poucos, é negativo. Isto é, à primeira vista gostaram do que viram e apesar de tudo aquilo que está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me, apesar dos nossos defeitos.
Concordaria mais contigo se dissesses: "para além" daquilo que transpareceu na primeira camada também descobri isto e aquilo sobre ti (e aqui englobo tudo o que nós somos, o bom e o mau) e de algumas coisas gosto, doutras gosto menos, ou considero mesmo irritantes. Mas o amor é isso mesmo é aprender a gostar do outro respeitando tudo o que ele é, o bom e o mau. 
I - «Isto é, à primeira vista gostaram do q viram e apesar de tudo aquilo q está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me, apesar dos nossos defeitos.»
A frase estaria perfeita se tivesse ficado em: Isto é, à primeira vista gostaram do q viram e apesar de tudo aquilo q está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me.
Porque tanto faz que o que está por baixo seja bom ou mau, é o que está escondido, ponto final. É aquilo que tu não conheces e que APESAR de tudo poderás e deverás amar.
"Apesar" e "além de", são ambas acções adversativas... têm exactamente o mesmo valor.

É óbvio que não tínhamos mais nada que fazer.... Enfim!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eu não sei se isto se passa com vocês, mas existem certos clichés que me irritam solenemente e ainda assim, vivo com eles com regularidade.

O que mais me irrita é o cliché do homem que saiu de casa para comprar cigarros e não volta e no entanto.... sempre que ele sai para comprar cigarros....

Bem vocês percebem o que eu quero dizer... já se tornou uma piada entre os dois...


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