segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Se eu fosse uma mulher solteira e sem estar à espera de família, este apartamento preencheria todos os requisitos de vida para mim.













sexta-feira, 25 de janeiro de 2013


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Tenho tantas novidades para contar, no entanto, algo me diz que devo aguardar mais um pouco, mas sonhos estão a caminho de se concretizarem, em destaque um sonho que sempre me foi roubado, que sempre me foi negado, mas agora... vamos aguardar para ver.

Não tenho contado nada por aqui, mas está tudo documentado e assim que eu achar que o tempo é propício, irei começar a descarregar todas as novidades. Aguardem!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Aquele que "come" apenas a sua mulher e ainda assim a ama, sabe mais de mulheres do que aquele que já "comeu" mil e quer "comer" outras mil.


Leon Tolstoi


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mesa de Entradas:


  • Olhos de mau olhado do Inferno (ovos recheados, enfeitados com azeitonas)
  • Frutos de Maré Negra (lulas em redução de vinagre balsâmico e tinta de choco)
  • Tábuas de Queijos Bolorentos (queijos frescos, requeijão, da Ilha, Brie, Camembert; acompanhados com bagas silvestres, uvas e doces)
  • Patés de minhocas e outros bichos da terra (Patés variados)
  • Peles ressequidas (tostas)
  • Pão que o Diabo amassou (Broa de Avinte)
  • Veneno Rosa (Lambrusco Rosé)

Já sentados à mesa:

  • Sopa de sangue e ovos podres (sopa de tomate com ovos de coderniz)
  • Miolos de Mortos vivos em cama de Cabelos de Bruxa (esparguete preto com bolonhesa)
  • Sangue de colheita fresca (Lambrusco tinto)
  • Sangria (sangria)
  • Soros (sumos diversos e água)

Sobremesa:

  • Lama de campa de cemitério com mousse sanguinária (mousse de chocolate preto com mousse de chocolate branco e framboesa)
  • Àgua do Inferno (café)

Mesa de Sobremesas (para a noite dentro)

  • Floresta demoníaca (floresta negra)
  • Aranhas (Brigadeiros)
  • Sangue coagulado (mix de gelatinas de frutos silvestres)
  • Bolo de Anjo (Delícia de coco)
  • Dentada de Vampiro (chocolates e bom-bons diversos)

Vai ser um fartote de riso e de bem comer!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com a cabeça prestes a ser cortada por não pensar em mais nada...

Mas já tenho a decoração da mesa escolhida, um menu de morrer a rir, o vinho apropriado e uma mesa de sobremesas assustadoramente deliciosas.

MP3 carregado dos efeitos sonoros no corredor e uma banda sonora terrífica para tocar na sala durante o jantar. DVD de terror ainda está em dúvida, mas será depois do jantar e acompanhado de miolos podres (pipocas doces vermelhas, pretas e verdes).

Agora é esperar pelo dia, pelos amigos e divertir-me muito!

Depois darei mais detalhes quando tiver tudo certo!



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O tempo é um bem precioso, porque é um bem finito, com prazo de validade não conhecido, mas que no entanto, eventualmente, irá findar.

Assim sendo e sabendo como o tempo escorre pelos dedos da mão como água, ou areia, sim como  a areia, pois faz-me recordar as ampulhetas que têm tudo a haver com o tema, eu não gosto de perder tempo com coisas que não me interessam.

Eu já perco muito tempo em coisas que em nada contribuem para o meu bem estar, ou para o melhoramento do meu EU como pessoa, mas ainda assim parece que em cada canto, em cada esquina, em cada momento, existem situações, pessoas, ou obstáculos a querer em concluio com o Universo que eu perca mais tempo ainda.

Também tenho noção que é educado ouvir as pessoas e tentar, ao máximo ser prestável em todas as situações, a mais não seja, perdendo 30 segundos do nosso tesouro em vias de extinção, a tentar perceber se vale a pena perder mais tempo, ou se simplesmente devemos prosseguir dizendo: "Agora não tenho tempo!".

Não quero e não acho justo é que me chamem "mal educada", quando no meio da minha hora de almoço que não serve para quase nada e estando eu a correr para o carro de forma a não chegar atrasada ao emprego, me interrompam a marcha para me pedirem para perder tempo a ouvir falar sobre venda de ouro, ou cartões de crédito. Não sou obrigada a mais do que um singelo e sincero: "Não estou interessada! Obrigada!"

Pelo que aprendi, este género de frase não tem nada de mal educada, por isso, mesmo que eu tivesse todo o tempo do Mundo, eu não pararia para ouvir falar sobre as vantagens do novo cartão de crédito da Barclays. Concluindo porque não quero fazer ninguém, perder mais tempo, de "hora" avante, sempre que me abordarem para qualquer coisa que me cheire a crédito (algo que não quero ouvir falar em tempos em o meu ordenado mal dá para as despesas mensais, quanto mais para gastos extra) no meio de um centro comercial, na rua, ou noutro lugar qualquer na vastidão universal,  em vez da frase educada proferida hoje, levará apenas com um aceno e um ligeiro levantar do dedo indicador em movimentos perpendiculares, que significam:

«Se te aproximas de mim, ou te atreves a abrir a boca para dizer seja o que for, levas com o objecto que tenho na mão na tua tola desgraçada!»

Pronto, desabafei e avisei todos os incautos sobre as minhas acções futuras. Deixo-vos, no entanto, se quiserem perder algum tempo útil, com um filme que eu acho bastante relevante para esta temática:



Fica a sugestão no fim de semana de estreia do Skyfall.




sábado, 20 de outubro de 2012



Vocês nunca se cansam de ler na blogosfera, em entrevistas com pessoal conhecido, de ouvir da boca das vossas amigas, conhecidas e afins, de que os homens delas, maridos, namorados, amantes, são a coisa mais maravilhosa que o Universo já criou?


Ninguém é perfeito, ninguém está acima da dúvida, ninguém é um pináculo da criação, por isso parem!

Existe um ditado muito velho que para mim sempre fez muito sentido: «Quem feio ama, bonito lhe parece!»

Eu odiaria ter comigo um homem perfeito. Sendo ele perfeito como poderia eu estar com ele, tendo eu tantas falhas?!

O desafio está em saber aceitar as imperfeições, saber que é muitas vezes nesses pormenores irritantes que está o sumo da vida, os obstáculos a ultrapassar.

Eu adoro idiossincrasias e não quereria de outra forma.

Aqui fica um pouco de ironia para um bom início de fim-de-semana.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Hoje uma colega minha de trabalho, teve que conversar com um Instrutor da força aérea  sobre um trabalho de emblemas que andamos a fazer para eles.

Escusado será dizer que ela repetiu mal a patente do senhor uma milhão de vezes sem conta e foi corrigida pelo dito senhor, um milhão de vezes sem conta em igual medida.

Para além de falhar a patente do dito interlocutor, falhou quase todas as patentes sobre as quais os emblemas bordados eram baseados, porque convenhamos, os emblemas não têm legendas e a pobre moça não tem obrigação de  saber o que significam.

No fim da conversa a minha colega desculpou-se com a seguinte frase:

«Peço desculpa por me ter enganado tantas vezes, mas a Força Aérea não é o meu forte.»

Eu comecei a esboçar um sorriso assim que ela disse a frase devido à forma dissimulada com que ela escondeu um ligeiro esgar de gozo. A gargalhada seguiu-se com o desligar do telefone e com o desabafo do desespero dela:

«Não lhe podia dizer que a única coisa que me interessa na farda dos militares é o que está por baixo dela!»





segunda-feira, 15 de outubro de 2012


E eu sou uma péssima jogadora...



quarta-feira, 10 de outubro de 2012



&

Há noites que nunca deviam cair e dias que nunca deviam amanhecer!

&

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tornou-se uma tradição nos últimos 3 meses, os jantares de Sexta-Feira serem feito lá por casa mesmo. No início era apenas um amigo do Fi que está sem namorada fixa de momento, mas depressa os outros ficaram a saber e o passa palavra, de noites bem passadas com boa comida na mesa, teve o efeito de me obrigar a sair do trabalho todas as Sextas-Feiras e ir para casa cozinhar, lavar e decorar, para mais de 6 pessoas.

Eu gosto muito do convívio e adoro cozinhar, não é um castigo de modo algum, mas que fico cansada fico.

No entanto, estou a ficar sem ideias para as ementas, pois já corri quase tudo: já houve a noite Mexicana, Chinesa, Russa, Italiana, Jantar de fim de Verão, jantar de Outono e a imaginação começa a faltar.

Hei-de deixar por aqui algumas das fotos desses jantares, até lá, por favor, peço ajuda com ideias de ementas.

Um cheiro exótico, quente e luxuoso exalava do seu corpo. Era um cheiro desconhecido para ele, ela nunca cheirara assim. Era uma mistura intensa de fragrância oriental, onde aromas de amora-preta se entrelaçavam com o cheiro das orquídeas e do jasmim. Mas o cheiro não parava por aí, tinha algo mais, talvez um toque de sândalo, patchouli e baunilha. Aquele cheiro acordava nele uma sensualidade quente que o desnorteava e o remetia a outra vivências, a outra fase da sua vida muito distante da que se encontrava, desde que a conhecera.

No entanto, pareceu-lhe natural aquela mudança, ela naquela altura já não lhe pertencia, talvez quando a conseguisse de novo, ela voltasse a ter o cheiro que era só seu e para si, estritamente, reservado. Na realidade, essa ideia apaziguava-o; saber que apenas consigo ela se apresentava total e sem artifícios, que apenas consigo, ela não se escondia, que apenas consigo ela era ela e não aquela personagem que ele, com alguma dificuldade reconhecia.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Perguntam-me com frequência como é que eu consigo viver com um Portista ferrenho dentro de casa, uma vez que eu sou uma Sportinguista ferrenha.

A verdade é que eu nem sequer penso muito nisso, mas como sou boazinha, vou explicar-vos a razão pela qual, este assunto não me incomoda durante quase todo o ano.


  • Eu fico contente sempre que o Sporting ganha, 
  • Ele fica contente sempre que o Sporting ganha (desde que não seja contra o Porto), porque me vê feliz,
  • Eu fico contente sempre que o Porto ganha (desde que não seja contra o Sporting), porque tenho o prazer de partilhar a felicidade dele,
  • Ele fica contente sempre que o Porto ganha,
  • Ambos ficamos contentes sempre que o Benfica perde pontos.
Conclusão, ambos ficamos contentes durante todo ano, menos em dois jogos! Creio que podemos muito bem aguentar esse sacrifício.

Quanto ao jogo deste fim-de-semana, o meu desejo é que seja o ponto de viragem do Sporting no campeonato deste ano. 

Força Sporting!


terça-feira, 2 de outubro de 2012


sexta-feira, 28 de setembro de 2012


Estava uma solarenga manhã de Primavera e eu observava de longe e sem dar nas vistas, a azáfama da minha pequena sobrinha. Enquanto arrumava o quarto, fazia a cama e limpava o pó, a pequena menina de cabelos longos e dourados, parecia uma formiguinha, de um lado para o outro da varanda (o seu espaço de brinquedos); mexendo e remexendo, virando os cestos de cabeça para baixo e voltando a enchê-los com os mesmos objectos coloridos espalhados pelo chão, pela força da gravidade.

Era mais que óbvio que ela procurava algo, talvez um brinquedo com o qual sonhara, ou que alguma coisa a havia feito recordar. O certo é que estava decidida a encontrá-lo e continuava, numa busca metódica, na senda do objecto misterioso.

- Precisas de ajuda? - Pergunto solícita.
- Não tia! Obrigada! - A resposta foi tão seca e pronta que coloquei a hipótese de também ela, não ter a certeza do que procurava.

Continuei com os meus afazeres, mas os meus ouvidos continuaram atentos à lufa-lufa ruidosa. Por vezes, ouvia-a suspirar, ou resmungar algo entre dentes e depois, quando estava prestes a chamá-la para irmos para a escola, o silêncio instalou-se.

Disse-me o meu instinto, que quando se trata de crianças, o silêncio nunca é bom sinal e preparava-me para ir ver o que se passava quando ouvi uma sonora gargalhada de satisfação, um Ah! Ah! de missão cumprida. Sorri ainda antes de ver o seu semblante angelical de enormes olhos pestanudos, avançar para mim, com uma confiança readquirida.

- Ainda demoramos muito, tia? - Perguntou ao esconder algo no bolso lateral da mochila laranja.
- É só vestires o casaco. - Sorri-lhe e ela obedeceu com o meu auxílio.
- Podemos tomar um café, antes de irmos?
- Sim, temos tempo. Respondi desconfiada. Fosse o que fosse que procurava, tinha utilização ao ar livre.

Descemos os três andares, apenas trocando olhares cúmplices e sorrisos. Ela, tagarela por excelência, não disse uma palavra durante o percurso feito de elevador. Assim que chegámos ao R/C, correu para a porta perguntando, enquanto abria:

- É um café, não é? - Acenei que sim, tentando conter a minha curiosidade.
- Não corras! - Disse antes de a porta do prédio bater com estrondo. "Já era hora de arranjarem a mola!" - Pensei, ao precipitar-me para a rua, pois ficar sem ver a minha bebé, era algo que não me deixava confortável.

Quando cheguei ao café, ainda a vi a correr para lá, já ela transportava, vitoriosa, a chávena para uma das mesas. Cumprimentei as pessoas que lá estavam e sentei-me para beber o líquido quente e energizante.

- Posso ir lá para fora? - Perguntou-me com os olhos brilhantes e expectantes.
- Mas não saias daqui da frente. - Recomendei e ela corre lá para fora com algo na mão, deixando a mochila em cima duma cadeira.

Olhei-a atenta, finalmente iria descobrir o segredo que me escondia. As suas mãos pequenas, seguraram em dois punhos amarelos, enquanto, com uma graça de serpente encantada, uma corda caiu no chão. Era um pouco grande, pelo que enrolou uma volta em cada mão e devagar, fez várias tentativas de rotação. Em menos de um minuto, a corda já passava por cima da sua cabeça e batia no chão, num movimento rotacional que seria perfeito, se não fosse, invariavelmente, interrompido pelos seus pés trapalhões, que se recusavam a sair do chão, quando a sua mente mandava.

Mudou de estratégia. Respirou fundo, deixou a corda quieta e pulou cinco vezes, apenas para verificar se não havia nenhuma pastilha elástica pegajosa, deixada por um qualquer duende brincalhão, que a estivesse a impedir de saltar, como se via a saltar na sua cabeça. Olhou mais uma vez, desconfiada, para a sola dos ténis e desviou-se, perto de um metro do local onde estava. A corda voltou a girar e desta vez, passou por completo, batendo uma, duas, três vezes no chão, antes de encontrar, de novo, os seus pés preguiçosos. Balbuciou qualquer coisa e recomeçou, desta vez mais devagar. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, e de novo os pés.

- 1, 2, 3... - Ouvia-se a sua vózinha ofegante, mas muito concentrada. - 6, 7, 8, 9, 10... - A sua cara soltou-se e esboçou um sorriso de contentamento. - 13, 14... - Uma gargalhada. - 16, 17, 18... - Um gancho cai no chão. - 19, 20.

Pára cansada do esforço. Recupera o fôlego com inspirações rápidas. Tenho vontade de ir dar-lhe os parabéns, mas sei que nestas ocasiões, ficamos sempre atrapalhados, queremos mostrar a nossa façanha e nunca a conseguimos repetir. Sei perfeitamente, o quão frustrante essa sensação pode ser, por isso, deixei-me ficar sentada, lutando contra a minha vontade. Ainda podia dar mais quinze minutos e ela parecia tão feliz!

Em pouco tempo recomeça. Eu tiro o telemóvel da mala e começo a filmar.

- 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10... - E ri-se eufórica. - 13, 14, 15, 16... - Uma gargalhada, esta bem sonora. - 20, 21, 22, 23, 24... - Olha pelo vidro do café e confirma feliz que eu estou a ver. - 30, 31, 32, 33, 34, 35. - Parou. Correu para os meus braços, transpirada, desfraldada e despenteada. - Viste, Titi? Viste?! - Acenei que sim e dou-lhe um beijo na testa, ao mesmo tempo que lhe componho a roupa e o cabelo.

- Muito bem! Saltas muito bem! - Coloco-lhe a mochila às costas.
- Ao princípio, não conseguia, mas agora é fácil. Antes era ainda bebé, era pequenina, tinha 4 anos. Mas agora já consigo.
 - Pois! O importante é não desistir. Quando não se consegue à primeira, respiramos fundo e voltamos a tentar, tantas vezes, quantas forem necessárias. Nunca se desiste.
- Pois não tia! Eu não desisti.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012


A ver se este ano posso ir à tua festa, meu amor de sempre! Tenho a certeza que tudo vai correr bem!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O livro aqui representado à esquerda é uma mentira pegada da primeira página à última.

Se a força do pensamento tivesse realmente poder, eu já era mãe de uma equipa de futebol e no entanto... Já vai a caminho de 6 meses a tentar e nada.

Eu não merecia isto! Tanto tempo à espera da altura certa e agora não pega!

E tanta gente por aí que não merece ser mãe!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Talvez seja porque é Verão, talvez seja porque tenho estado demasiado ocupada a viver a minha vida, a olhar para as coisas maravilhosas que me têm acontecido nos últimos tempos, ou talvez seja, simplesmente, porque tenho obstáculos todos os santos dias para ultrapassar que absorvem grande parte das minhas energias, talvez seja por tudo em conjunto, mas o certo é que tenho negligenciado as minhas leituras e as minhas escritas.

Há mais de um mês que não pego num livro para ler e há mais de um mês que não escrevo uma única linha, que não seja parte do meu trabalho.

Parece que a imaginação que me obrigava a pegar numa caneta e escrever os pensamentos para a folha, simplesmente desapareceu. Nem sequer em férias eu tive vontade de escrever um texto, contar sobre as aventuras vividas. Nada! Apenas linhas em branco, com tanto para contar, com tanto para dizer, com tanto para rir e com tanto para chorar.

Quero mesmo voltar a escrever. Quero muito, mas as minhas mãos parecem não ter a mesma vontade. 

Sinto saudades dos Verões passados, quando estes ainda duravam 3 meses certos de férias e onde eu ocupava as folhas todas de 3 cadernos A4 pautados, com histórias sobre tudo e todos, personagens imaginários, autobiográficos ou não, que viviam as aventuras passadas, ou que eu desejava e sonhava viver.

Sinto saudades do Verões em que eu planeava cada dia, na esperança que todos os dias acabassem diferentes do planeado. Sinto saudades do calor certo, dos dias longos e noites abafadas, recheadas com gargalhadas e corridas entre amigos, jogos de bolas, também conhecidos como Petanca, ou de planear actividades dos escuteiros.

Também sinto saudades desses momentos, desses momentos em que eu enchia-me de imaginação e dependendo do tema do acampamento, eu desenhava com precisão, tronco por tronco, nó por nó, ligação por ligação cada uma das construções. Planeava com antecedência o material que seria necessário, preparava as decorações, treinava os menus, colocava o estudo de códigos em dia. Sabia que seriam dias de grande divertimento, cansaço físico, dias em que me levaria aos limites que o meu corpo de 13, 14 e 15 anos permitia. Noites que não dormia porque tinha de proteger tudo e todos e porque tenho dificuldade em dormir quando estou com muita gente, dias em que me entregava por completo às tarefas que me estivessem destinadas e algumas que eu arranjava, tempos em que a energia corria pelo meu corpo, de forma inesgotável e nunca parava quieta. Eram dias repletos de acção, mesmo quando a acção parecia ser não agir.

Tenho de escrever sobre isto um dia, mas agora as palavras parecem não sair coordenadas da forma que eu sei que sou capaz de fazer, por isso, fico por aqui.


segunda-feira, 30 de julho de 2012



Num país que já não é o teu, alguém que viaja de carro te vê na rua e grita:

- Iris! Iris! - alguém que te viu pela última vez quando tinhas uns 6 anos de idade (já lá vão 30) - És a Iris não és?

- Sou e tu?

- Sou o Lito, afilhado do padrinho Restolho. - (o nome Lito tocou as campainhas certas e depressa lembrei-me dos meus vizinhos no Quinaxixe - Luanda - Angola)

- Oh Lito, como é que me reconheceste na rua?!

- Como é possível não reconhecer, és a cara chapada do padrinho Restolho... como está a madrinha Augusta?! Desde 82 que não sei nada de vocês... que saudades da madrinha, que saudades!

- (a conversa continuou e deu-me boleia.)

E esta hein?
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