terça-feira, 27 de março de 2012

Está a chover!

Está a cair aquela chuva tropical deliciosa, que limpa o ar, lava as casas e as estradas, que cai forte e direita, mas que não arrefece o ar.

A chuva cai forte na janela, fustiga o alcatrão e eu apenas consigo pensar em como a cama é grande demais apenas para mim.

Sinto a tua falta, quero o teu corpo, quero sentir o gosto da tua boca, quero mergulhar em ti, tornar-me una.

Espero que o tempo passe depressa, porque preciso de ti!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Depois de algum tempo de espera para que a Dra. Carla da AIDA resolvesse um problema de um saco com umas sapatilhas para entregar a dois personagens divertidos, que tinham ficado com o Sr. Engenheiro qualquer coisa também da AIDA, mas que ia seguir para a Namíbia, seguimos para o hotel.

A cidade está em convulsão. Prédios que há anos esperam demolição estão a ser deitados abaixo, torres e arranha céus crescem como cogumelos, passeios estão a ser reestruturados, as estradas estão a ser alargadas, os jardins estão a voltar a ter verde e cor, mas as fossas continuam cheias, os musseques existem em cada espaço disponível, existe lixo em todo o lado e a água das fossas continua a refrescar o alcatrão.

Chegámos ao Hotel, que mantém no meio de uma rua bem degradada, uma imagem limpa e elegante. Entrámos de caminho, enquanto a Carla combinava com o motorista do mini-autocarro para nos vir buscar em 20 minutos, pois o grupo queria ir beber uma CUCA à Ilha antes de apanharem o avião para Benguela.

Eu, respeitosamente dispensei, uma vez que não ia seguir viagem com eles, pois tenho reuniões em Luanda do dia 25 ao dia 30, mas como insistiram tanto e traziam-me de volta ao hotel e como a 1ª reunião agendada era apenas para as 15h, lá cedi e juntei-me a eles.

Ainda bem, pois o meu quarto de hotel apenas ficou livre perto das 13h e se não o tivesse feito teria apanhado uma seca no lobby, que por muito agradável que seja, ter-se-ia transformado num autêntico purgatório.

Fomos até ao Miami, comemos um prego e bebemos 1 ou 2 Cucas às 11h da manhã. Seria uma espécie de brunch.a olhar o mar e a apreciar cada toque do sol na minha pele. No entanto, porque não estou aqui de férias mas sim a trabalhar, puxei o assunto das agendas, para desagrado de alguns e descobri, que vou poupar dois taxis, um na 4ª Feira, onde existe uma Senhora no negócio das madeiras que vai à mesma empresa do que eu e outro na 6ª Feira, onde mais duas empresas, uma metalurgica e outra de formação de ambulâncias, que vão comigo aos Bombeiros.


Voltámos ao hotel, desejei-lhes boa viagem até 3ª feira e lá fui eu, tentar agilizar o quarto, para tomar um banho e trocar de roupa antes da reunião.

Dito e feito. As reuniões foram um sucesso e espero que tragam alguns dividendos dentro em breve.

Jantar no bar da piscina do Hotel e cama cedo que não dormia há mais de 48 horas.

Apenas tempo para trocar umas frases no chat com o meu amor...
O voo não foi sossegado. Passamos por uma tempestade eléctrica e apesar do espectáculo ser deslumbrante do lado de fora da janelinha do avião, a turbulência, tornava o meu estômago num nó.

Dito isto devo acrescentar, para ser verdadeira comigo mesma e para "vomitar o sapo": O serviço da TAP é cada vez mais miserável, e os aviões já tiveram melhores dias. Estive quase para tirar fotografias aos assentos rotos, mas depois achei que não era necessário, seria demasiado triste. No entanto o pó das alcatifas mal aspiradas provocaram-me um pouco de asma, que felizmente não desenvolveu numa crise grave.

Na manhã do dia 25, vi o sol nascer, pela mesma janelinha do avião e foi outro espectáculo digno de se ver. Serviram o pequeno almoço às 5 e qualquer coisa da manhã.

Dados extra:
Altitude: 11300m
Temp. Exterior: -49ºC
Tempo para o destino: 1h30m

E a imagem lá fora era esta:


Pensei que fosse escrever durante toda a noite, mas não tive vontade. 

Na hora prevista o avião aterrou e aquela vontade de cheirar a terra húmida, surgiu com uma força que quase me obrigava a passar por cima de todos os que estavam a tirar as malas dos devidos compartimentos, empurrá-los um a um e dar um pontapé na porta (como se isso a abrisse mais depressa!).

Mas sosseguem, não fiz nada disso. Esperei pacientemente aguentando aquelas borboletas a darem às asas dentro da barriga, e saí na minha vez. Parei no topo da escada. Olhei o céu (estava nublado) e dei uma enorme golfada. Tentei saborear o cheiro e não me desiludi. Depois olhei para o autocarro que esperava por nós  e pensei nas horas que ia ter que esperar na fila da imigração. Mas não! O aeroporto está muito mudado, não estive nem 20 minutos à espera. Fizeram as perguntas da praxe, eu respondi, passaporte para aqui, passaporte para lá, voucher do hotel, obrigada e bom dia!

Com um pouco de sorte em Portugal teria ficado mais tempo, pois em Luanda tiveram a perspicácia de perceber que se não havia residentes no voo e se essas cabines estavam paradas, podiam muito bem aligeirar o serviço e despachar os visitantes. Ordem dada por alguém fardado e foi só ver o pessoal a sair a caminho das suas malas. 

As malas já demoraram mais, nunca tenho a sorte das minhas serem as primeiras, foram mesmo das últimas.

Mas fui das primeiras do grupo a despachar-me. Apresento-me ao contacto, (Dra. Carla), com quem apenas havia falado ao telefone, e depois de alguns doutoras para aqui, doutoras para lá, decidimos tratarmos-nos por tu. Assim é que eu gosto, afinal de contas não passo receitas a ninguém, nem faço ideia dos nomes dos músculos.

Ai o calor! Que coisa boa, que saudades deste calor húmido. O meu cabelo que todos pensam ser liso, ganha a sua forma natural, ganhando um volume absurdo para a quantidade de cabelo que tenho. Como eu gosto dos trópicos! Todos se lamentam e eu com um sorriso na cara.

- A Dra.não está com calor? - pergunta um dos outros do grupo da AIDA, que entretanto tinha sido apresentado e ao reparar que ainda tinha o casaco de malha vestido.
- Não! Ainda não! Talvez daqui a pouco. - sorri, por saber o quão estranho é esta minha capacidade de aguentar o calor. É uma espécie de super-poder.

Fiquem com o resto das fotografias dessa manhã, mais tarde escreverei sobre o resto que se passou no Domingo.










segunda-feira, 19 de março de 2012

Vou ter pela frente um longo período de mentalização. Existe um sonho que eu alimento desde que tenho 16 anos, um sonho que tem sido tudo o que eu realmente quero.

Não me interessa o euro-milhões, sair nas páginas de revista, ou que os livros que já escrevi sejam best-sellers. Tudo isso pode acontecer, não vou dizer que não a nenhuma delas, mas nada me faria mais feliz que ser simplesmente mãe.

Este sonho parece ser tão simples para a maioria das mulheres, muitas vezes nem sequer planeiam, ou querem e no entanto acontece-lhes como um acaso do destino, para outras basta casar e dizer, quero ter um filho e pronto, lá a criança aparece passado um bocado, mas para mim, que desejo tanto ser mãe desde o momento em que a minha prima Mara nasceu, esse sonho tem sido apenas isso mesmo: um sonho.

E infelizmente assim será para sempre. O meu maior sonho, tudo o que eu mais queria na vida, nunca irá acontecer e eu tenho, de uma vez por todas de colocar isso na cabeça. Basta de sofrer cada vez que sei que alguém ficou grávida, basta de sofrer sempre que vejo um anúncio às mães na televisão, ou vejo um filme em que alguém tem um filho no fim e tudo fica feliz. Basta, basta, basta!

A dor que sinto aperta-me o ventre numa contracção absurda, torna-o tão pequeno que o sinto desaparecer da minha anatomia. Faz-me sentir seca e na verdade, não me sinto mulher.

Preciso mentalizar-me que nunca vou ter nenhum ser vivo a chamar-me mãe na vida e seguir em frente. Estou farta de sofrer!

sexta-feira, 16 de março de 2012

... como o de hoje, em que eu percebo, perfeitamente, quando me dizem que eu tenho calma a mais!

Se não tivesse tido calma, hoje teria sido bem pior, não só porque não me senti bem o dia todo, pois corri para a casa de banho toda a manhã; o computador parecia mais lento do que é habitual e houve quem tivesse testado a minha paciência até ao limite.

Enfim, mas está a acabar e é: Sexta-Feira!

Mãe, parabéns pelos teus lindos e bem vividos 58 anos!

terça-feira, 13 de março de 2012

... O dia finalmente chegou!

Retirei todos os correCtores ortográficos do meu PC. Os danados deram para fazer actualização sem a minha permissão, por isso tiveram o que o seu destino havia delineado: correCtores no lixo

Por aqui vai tudo continuar como antes, o meu blog, as minhas cartas, e-mails e afins, vão ser a muralha contra o terrorismo linguístico oficializado.

Aqui haverá sempre consoantes que apenas se lêem, mas que não se ouvem na sua fonia natural.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Descansem que não vou fazer um longo discurso sobre o assunto, pois não estou para aí virada, para mais o que vou dizer é mesmo muito pouco profundo, para não dizer superficial ao máximo.

Acontece que por amanhã ser dia da Mulher, umas quantas aqui no escritório estavam a combinar uma saída com direito a Streap Tease masculino.

Escangalhei-me a rir, porque sinceramente, os rapazinhos podem ser muito musculados, os maiores "Macho Man" do Bairro, mas para mim, um homem que use tanga e rebole que nem uma Louca, ao som de uma banda sonora duvidosa, não me diz nada. Literalmente nada. Sou totalmente imune.

Não, não é verdade e eu não gosto de faltar com ela. Na realidade eles fazem-me rir, escangalho-me a rir, porque acho simplesmente ridículo.

Até hoje apenas vi dois Streap-teases masculinos que me fizeram sentir algum tipo de excitação:


  1. Jason Statham - Num dos "Correio de Risco", não me recordo qual, mas que aquilo me fez arrepiar fez.
  2. Fi - Sempre que despe a camisa, camisola e calças para vir ter comigo.
Pronto! É só isto! Desculpem-me!

 

sexta-feira, 2 de março de 2012

... há alguma coisa mais gira do que bebés?!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hoje à hora do almoço, avisaram-me que as estradas estavam cortadas devido à visita do Presidente da República a algumas das fábricas e escolas industriais de S. João da Madeira.

Houve alguém que disse: " Que ridículo! Até parece um Rei!"

Eu era para responder na altura, mas depois retraí-me, no entanto apetece-me dizê-lo aqui.


"Não! Ele não é um Rei! É mais do que um Rei; é Chefe de um Estado de Direito, multipartidário e eleito legalmente pelo povo em eleições livres para um segundo mandato."

É mais do que normal que sejam necessárias medidas de segurança para um caso destes e nós, apenas temos que nos acomodar, aguardar um pouco para depois avançar. 

Se estamos mal, podemos sempre concorrer nas próximas eleições e quem sabe, o Povo não nos elege.

É isso que eu admiro numa democracia, está ao alcance de quem for capaz e não de quem nasceu!

... sem razão aparente: sem discussões, sem problemas de relevo no trabalho, sem problemas familiares ou com amigos e sem problemas de dinheiro?!

O meu 6º sentido está a dizer-me qualquer coisa, preciso de descobrir o que é! Ele tem tendência a avisar-me com antecedência, eu é que nem sempre o percebo.

Vou estar, definitivamente, atenta, nem que fique mais umas noites sem dormir.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pois é! Como vos disse antes, vou ter de ir até Angola a trabalho. Apenas uma semana, cinco dias, mas mesmo assim, estou a sofrer algum tipo de síndrome que me deixa muito desconfortável.

Angola é o país que me viu nascer, que me viu dar os primeiros passos e que me ouviu dizer as primeiras palavras. É o país onde os meus avós maternos se conheceram e casaram, onde tiveram a minha mãe e onde a minha mãe e o meu pai se conheceram e casaram. É o pais que me deu as primeiras lições de vida, onde aprendi a disparar uma arma, onde descobri que tinha fobia de cobras, onde eu fugi de balas, vi gente morrer nas ruas numa guerra sem explicação, onde estive em filas de racionamento e onde eu vi o meu pai perder a vida 3 vezes. (Sei que parece estranho, mas vou explicar apenas este ponto: o meu pai teve 1 ataque cardíaco grave, aquando de umas das minhas visitas aos onze, ou doze anos e teve depois mais dois AVC's, que coincidiram sempre em alturas em que eu estava lá a viver ou de férias.)

Foi em Angola onde eu conduzi pela primeira vez, andei de bicicleta pela primeira vez, fui mordida por um cão, pela primeira e única vez, na casa do Cônsul dos Estados Unidos, que valeu um "Camaro" ao meu Pai (se calhar o meu pai fez de propósito!). Acompanhei o meu pai em tantos Ralis, nas estradas de terra batida a Norte de Luanda e em Cabinda! (Que saudades pai!) E foi em Angola onde eu quase morri pela primeira vez, aos 5 anos com Tifo (mas valeu a pena, mãe, a Ana não morreu sem uma amiga a apertar-lhe a mão, eu estava lá e isso tem de valer alguma coisa, mesmo o susto que tu e o pai tiveram).

Eu nunca me senti tão viva como em Angola! Aquela terra encarnada, o cheiro da humidade do ar, as luas vermelhas do tamanho do Mundo, a pesca nocturna nos cais de Luanda, as noites longas no Barracuda onde, depois do jantar os meus pais namoravam e por vezes discutiam algum assunto, enquanto eu e a minha irmã apanhávamos conchas na areia da praia, os pic-nics na Barra do Kwanza, os meus aniversários na praia do km 31.

Angola é a minha terra mãe, mas será que eu me vou identificar com ela depois de tantos anos de afastamento, depois da morte do meu pai, depois de eu já não ser aquela pessoa que fui?!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Sim é verdade, esqueci-me de contar, vou ter de ir a Angola em serviço, contactar com alguns clientes e blá, blá, blá! Mas depois falo sobre isso.

Hoje fui buscar o meu Registo Criminal, para efeitos de pedido de visto. Uma semana depois de ter sido pedido, é sempre bom saber que:
__________________________________________________

NADA CONSTA ACERCA DA PESSOA ACIMA IDENTIFICADA.
__________________________________________________

Fiquei aborrecida!

Pelo tempo que demorou, eu exigia pelo menos 3 páginas de crimes inenarráveis.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um colega meu, devido ao facto da sua vida ter sofrido fortes alterações, acordou no dia de S. Valentim a pensar que tinha poupado entre 100 a 200€.

É um pensamento válido apesar de eu não ver as prendas oferecidas como um gasto ou uma poupança, ou nem sequer dar importância ao valor das mesmas, sejam estas de grande ou pouca monta. Eu não poupo por não ter a quem dar, assim como não gastaria se tivesse. Simplesmente, o valor não é importante.

A imaginação vai mais longe e não tem valor e por vezes é muito, mas mesmo muito melhor.

Não gosto de fazer juízos de valor e de certeza que não o vou fazer com este meu colega, até porque a máscara (papel que ele interpreta no palco da vida) muda todos os dias e ao longo de uma conversa, mas quem sabe, questiono-me, se o facto dele ontem ter poupado entre 100 a 200€, não será sintomático.

Mas cada um sabe de si! Eu gastei algum dinheiro mas não importa, podia ter gasto mais, podia ter gasto menos, mas gastei exactamente o que a minha imaginação ditou, nem mais nem menos um cêntimo.

Recordei-me de um post antigo (http://30diaspara.blogspot.com/2008/12/imaginao-frtil.html). Se tiverem paciência de o voltar a ler, irão perceber o que quero dizer.




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Apenas porque de momento estou feliz com a vida que tenho, bem resolvida com aquilo que sou e atingi (mesmo que ainda queira mais) e porque estou a amar como nunca fiz, o dia dos namorados este ano, mais do que o ano passado (não pela parte do amor, pois esse continua o mesmo, mas sim porque as circunstâncias externas melhoraram) está a saber-me muito bem.

Começou com cupcakes personalizados à meia noite, numa ceia improvisada com vinho de porto, continuou esta manhã com um acordar gradual e revigorador e vai terminar, logo à noite (depois das explicações) com um jantar romântico regado com muito champanhe, e uma sobremesa especial... Já disse que comprei uma lingerie nova?! Esta manhã não foi precisa, mas logo à noite é mais para mim do que para ele, pois ele gosta de mim, com ou sem, de preferência sem... 

Aturem-me, não quero saber!

Feliz dia dos Namorados!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não sou uma amante declarada de hip-hop ou rap, mas existem alguns trabalhos quer seja pela melodia, quer seja pela letra que me chamam a atenção.


O Boss AC é um dos artistas que vou tendo em conta e o último trabalho está muito, muito engraçado e não sei porquê, mas a música do single, cheira-me aos saudosos Ornatos Violeta.


Para quem não conhece, aqui fica algo para nos fazer sorrir numa Sexta-Feira.





Tantos anos a estudar para acabar desempregado
Ou num emprego da treta, mal pago
E receber uma gorjeta que chamam salário
Eu não tirei o Curso Superior de Otário
...não é por falta de empenho
Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho
Ainda o mês vai a meio já eu 'tou aflito
Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Eles enterram o País o povo aguenta
Mas qualquer dia a bolha rebenta
De boca em boca nas redes sociais
Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais
Ter carro é impossível
Tive que o vender para ter combustível
Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve
Preciso de boleia, alguém que me leve


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


É sexta-feira
Quero ir para a brincadeira
mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Basta ser honesto e eu aceito propostas
Os cotas já me querem ver pelas costas
Onde vou arranjar dinheiro para uma renda?
Não tenho condições nem pa alugar uma tenda
Os bancos só emprestam a quem não precisa
A mim nem me emprestam pa mudar de camisa
Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço
Hoje é sexta-feira vou já tratar disso


É sexta-feira
Suei a semana inteira
No bolso não trago um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


É sexta-feira
Quero ir para a brincadeira
mas eu não tenho um tostão
Alguém me arranje emprego
Bom bom bom bom
Já já já já


Bom bom bom bom
Já já já já



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Há uns anos atrás eu disse algures que não gostava da frase “As pessoas têm de gostar de ti, pelo que és!” e justifiquei, dizendo que para mim, a frase faria mais sentido se fosse: “As pessoas têm de gostar de ti, APESAR do que és!”

Um amigo meu, não concordou comigo e esta foi a conversa que se desenrolou, sobre o assunto:

N - O pressuposto de acrescentar a essa tão batida frase a simples palavra "apesar" parece-me deveras assustador.
Em primeiro lugar, quem somos nós para nos arrogarmos o direito de dizer ou saber porque gosta alguém de nós? Ou quem nos dá o direito de duvidar de alguém que nos diz q nos ama p aquilo que nós somos (e nota que eu disse/escrevi p aquilo q nós somos e n apesar do q nós somos)?
Em segundo lugar, na minha opinião, quando se diz que nos têm q amar pelo q nós somos, isso quer dizer, acima de tudo, que temos de nos dar valor e acreditar q temos qualidades suficientes para atrair o amor de alguém, interesse que surge daquilo que nós somos e não apesar do q nós somos.
Por último, parece-me um pouco deprimente estarmos sempre a achar que alguém nos ama apesar do que somos, porque isso parece-me uma sobrevalorização dos nossos defeitos, quando aquilo que devíamos enaltecer e cultivar são as nossas qualidades.
Houve alguém que uma vez me disse q todos nós temos o nosso mercado no campo afectivo e isso, mais uma vez, traduz q se procurarmos e nos deixarmos encontrar, há alguém no mundo, ou vários alguéns no mundo, que nos podem vir a amar pelo q nós somos e não apesar do que nós somos.
 
I - Não vejo nada de assustador na mensagem, mas ao intérprete a sua visão. Em segundo de onde veio a lenga a lenga, ou a suposição de que eu julgo alguém, ou se acredito ou não que gostam de mim? Eu sei que existe muita gente que gosta de mim, ou pelo menos do produto que sou.
A verdadeira mensagem que passou completamente ao lado, é de que nós somos (aquilo q a frase se dirige), um produto misógino da sociedade e classe a pertencemos e isso não é verdadeiramente aquilo que somos. Nós somos uma essência pura, balanceada na perfeição entre o bem e o mal. Uma luz e energia única camuflada pela pele da humanidade standarizada.
O "Apesar" refere-se exactamente a esses 50% de nós que é mau e que muitas vezes nem nós mesmos sabemos que existe, mas que está lá e que, apesar de toda a valorização das nossas qualidades continua lá adormecido, pronto a surgir se a situação o pedir. Faz parte de nós. O "apesar" não se refere apenas ao acordar do lado errado, não é só ser teimosa, não é só referente a um ou outro ginete a que todos temos direito, é algo que tem a ver com a nossa raiz com a nossa alma e que não se vê. Existe uma diferença... não concordas?
N - Que nós somos um misto de bom e de mau, de qualidades e de defeitos, ninguém põe em causa, muito menos eu.
Se é verdade que nós n mostramos à partida tudo aquilo que somos, também é verdade q aquilo que não mostramos aos outros e que está p além dessa primeira camada tem tanto de bom, como de mau.
Ao dizeres "apesar de", na minha opinião transmite a mensagem de que tudo aquilo que está nas camadas menos superficiais da nossa essência e que nós só vamos revelando aos poucos, é negativo. Isto é, à primeira vista gostaram do que viram e apesar de tudo aquilo que está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me, apesar dos nossos defeitos.
Concordaria mais contigo se dissesses: "para além" daquilo que transpareceu na primeira camada também descobri isto e aquilo sobre ti (e aqui englobo tudo o que nós somos, o bom e o mau) e de algumas coisas gosto, doutras gosto menos, ou considero mesmo irritantes. Mas o amor é isso mesmo é aprender a gostar do outro respeitando tudo o que ele é, o bom e o mau. 
I - «Isto é, à primeira vista gostaram do q viram e apesar de tudo aquilo q está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me, apesar dos nossos defeitos.»
A frase estaria perfeita se tivesse ficado em: Isto é, à primeira vista gostaram do q viram e apesar de tudo aquilo q está nas camadas mais profundas do meu eu, devem continuar a amar-me.
Porque tanto faz que o que está por baixo seja bom ou mau, é o que está escondido, ponto final. É aquilo que tu não conheces e que APESAR de tudo poderás e deverás amar.
"Apesar" e "além de", são ambas acções adversativas... têm exactamente o mesmo valor.

É óbvio que não tínhamos mais nada que fazer.... Enfim!


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eu não sei se isto se passa com vocês, mas existem certos clichés que me irritam solenemente e ainda assim, vivo com eles com regularidade.

O que mais me irrita é o cliché do homem que saiu de casa para comprar cigarros e não volta e no entanto.... sempre que ele sai para comprar cigarros....

Bem vocês percebem o que eu quero dizer... já se tornou uma piada entre os dois...


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012



Após o meu divórcio, o escurinho do cinema, foi um dos meus melhores amigos. Sempre que me sentia em baixo, sempre que me sentia mais triste, desiludida, confusa, o escuro da sala de cinema, estava lá para ser o meu analista, o meu psiquiatra.

Perdi a conta do número de filmes que vi e onde prestei muito pouca atenção ao enredo, ao elenco, ou à realização. O escuro do cinema, o som alto, a emoção de uma vida que não era definitivamente a minha, serviam na perfeição para embalar os meus pensamentos, de forma a que eu os pudesse entender melhor, organizar, controlar e assimilar.

Sempre gostei de cinema, sempre adorei ver filmes, sou uma cinéfila por natureza. Sei em que ano os filmes foram realizados, quem os produziu e realizou, sei o nome dos principais actores do elenco, sei explicar os pormenores da realização e o porquê da câmera ter começado a cena de cima para baixo, ou fechou o plano no fim. E continuo a gostar de cinema. Mas naquela fase mais complicada, eu, para além de ver filmes, comia filmes, bebia filmes, respirava filmes.

Fiz-me sócia do Alvaláxia, 15€ por mês e dava direito a ver dois filmes de borla por dia. Eram poucos os dias que eu não ia ver um filme e durante 3 anos, acho que via tudo o que saía. Chegava ao ponto de chegar a uma sala de cinema e ter de ir a correr para outro cinema, porque naquele já tinha visto tudo.

O que dizer?... adoro cinema. 

Mas agora que estou de novo casada, ir ao cinema passou a ser ainda melhor, pois para além do filme, do escuro da sala, da realização, dos actores e de tudo o que envolve um filme, eu tenho um ombro quente onde me encostar e uma mão que pousa no meu joelho e eu, simplesmente adoro isso.

Nada como o escurinho do cinema...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

... de descansar num lugar assim.


Uma obra de arte no meio de outra obra de arte da natureza, que de certeza tem a cura para a minha dor de costas monstruosa.


 Aqui ficam algumas imagens do Hotel Hilton Pattaya na Tailândia.




















quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Hoje o meu dia não começou lá muito bem! Tive que explicar, de forma menos ortodoxa, a uma senhora num jeep Mercedes branco (quem quer um jeep branco?!), que decidiu colocar o seu carro ao lado do meu e impedindo-me de sair, que aquela não era a forma mais correcta de proceder.

Estive mesmo quase pronta a descer ao nível da cor do fantástico carro que ela conduzia (carro excelente, cor de mau gosto) e desatar aos berros no mesmo nível de decibéis com que a senhora afectada com a laca do seu cabelo, me presenteou  ao meu pedido para escolher outro lugar para o seu espaçoso carro, mas algo em mim disse:

- És superior a isso!

E sou! Respirei fundo e respondi num tom de voz baixo e rouco, tom que a minha voz por vezes assume, mas de forma clara e cristalina:

- Sabe?! É na realidade um problema da sua consciência! Eu pessoalmente gosto de garantir o meu lugar no céu com acções feitas no meu dia-a-dia, porque dinheiro e cartões de crédito, não vão com certeza comigo.

Fechei a porta do meu carro, com cuidado para não tocar no monstro estacionado depois do meu, respirei ainda mais fundo para conseguir sair do espaço exíguo que me ficou destinado e dei-lhe costas, deixando os neurónios da loira falsa, drogados com a goma que lhe fixava o cabelo num penteado perfeito, a tentar perceber o que eu lhe quis dizer.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

No fim de 2009 eu decidi, que a minha vida tinha de mudar, que tinha de mudar drasticamente e em 2010, coloquei as mãos à obra e tudo fiz, para que passos de mudança, passos gigantescos de quem estava aprisionada a uma rotinazinha medíocre, pequena sem horizontes, fossem dados.

Larguei o meu emprego, mandei passear com todos os requintes e textualmente o meu patrão e procurei, procurei, procurei.

Em Abril, depois de um fim de semana de Páscoa maravilhoso com o meu amor, ganhei coragem e no meu aniversário, com a ajuda de um amigo a quem eu devo muito, entrei dentro de um comboio à descoberta de um novo lugar. Um lugar que em 2010 foi considerado a Melhor cidade Portuguesa para se viver, mas não pensava, nem sonhava que nesse aniversário, apenas um espaço de 3 dias fosse tão definitivo. 

Era suposto voltar para Lisboa, pelo menos até encontrar um emprego nessa nova cidade, onde o meu amor vivia, mas os 3 dias tornaram-se 15 dias e os 15 dias tornaram-se definitivos. Ambos tínhamos mais  de 30 anos, para quê esperar?!

 - Tu já não vais a lado nenhum. Vais aonde? O teu lugar é comigo, não achas?!

E eu achava sim! Se era para estarmos juntos, o melhor era fazer logo, para quê perder tempo, chega de perder tempo, este urge, este escasseia, todos temos data limite e todos temos que viver o mais possível dentro desse tempo. "Não deixes para amanhã, aquilo que pode definitivamente ser vivido hoje."

Arranjamos uma casa, primeiro dividida com outros amigos e depois apenas nossa e fomos aos poucos e poucos, arranjando o nosso espaço, o nosso ninho.

Vai fazer dois anos que estou nesta cidade e, apesar da saudade que sinto diariamente dos meus meninos, da minha irmã, mãe e 4 amigos, não me arrependo nem só um pouco.

Sinto-me triste pela minha irmã e pela minha mãe, ainda não terem arranjado um dia para me virem visitar, mas tenho a certeza que esse dia irá chegar. Vale a minha prima e duas das minhas amigas que vieram passar uns dias comigo no Verão passado.

Aqui ficam algumas das imagens da minha nova cidade. Espero que apreciem tanto quanto eu. 

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012


...será que este, alguma vez se irá concretizar?



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

... em receber correcções. Acho que são importantes e são estas que nos fazem melhorar constantemente falhas (por vezes recorrentes) e que, quando interiorizadas, nos ajudam a ser um ser humano cada vez melhor.

Mas há correcções e correcções. Um dia destes, numa conversa sobre mulheres que gostam de homens mais novos e de como isto está na moda, um colega disse que a esse fenómeno, ou melhor a essas mulheres se chamam "Cougar" e eu, rapidamente disse: "Em mim, não existe nem um pedacinho de DNA de Cougar."

O mesmo colega corrige-me imediatamente:

- ADN! - completa na sua forma habitual de corrigir as pessoas, como se estas precisassem constantemente de ser lembradas que se enganam, mesmo quando elas sabem dos seus enganos. Não gostei e na altura mostrei isso mesmo e respondi.
- Se vou utilizar uma expressão inglesa (Cougar - Puma), não me parece errado dizer DNA em vez de ADN.

Podem ter achado que não devia ter ligado e ter feito ouvidos de mercador, mas a verdade, é que se trata de um colega (a quem eu acho piada pela sua personalidade), que diz "plaquette" em vez de "brochura", ou "folheto".

Alguns podem achar que a justificação de um acto, é sacudir a água do capote, mas não, trata-se simplesmente de mostrar, que nem tudo o que se pretende corrigir, tem de ser corrigido.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Fartei-me de rir quando na 5ª Feira à noite cheguei a casa e irritada, expliquei como a rapariga dos serviços da água, escrevia no computador.

O Fi riu-se com a minha exemplificação e saltando ele para o computador explicou:

- Tu vens lá do estrangeiro, lá do sul e não percebes nada disto. Mas os funcionários públicos têm todos teclados especiais, são tão especiais que as teclas, para não ficarem viciadas, mudam de lugar de 10 em 10 segundos, por isso, quando elas vão carregar no A uma segunda vez, já está no lugar do T. - risada geral - por isso é que ela esperava entre a digitação de cada tecla e ficava a olhar para o teclado como se este estivesse vivo e com medo. É por isso que só usam dois dedos, um de cada mão: têm medo que eles fujam com as teclas. -  e mimou de seguida, para meu espanto com requintes de grande actor, o que a rapariga fez.

Foi um bom escape para a minha irritação.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

http://portugalporreiro.blogspot.com/2011/05/137
-funcionarios-publicos-de-portalegre.html
Não me vou alargar muito sobre este assunto, até porque um colega meu no escritório fez de imediato o favor de me corrigir, dizendo que os funcionários das companhias de água, são funcionários locais e não públicos. 

Pois seja qual for a nomenclatura, o efeito e a escola é o mesmo e a verdade é que a maioria dos trabalhadores das repartições de serviços de utilidade pública, são incompetentes para as funções que cumprem, têm demasiados benefícios e trabalham, pouco, ou nada.

No outro dia, fui finalmente alterar o nome da água da casa onde moro, pois, (pasmem-se) enquanto o anterior assinante, não desse baixa, o nome do serviço não podia ser alterado... ou seja, mudámos-nos para aquela casa em Abril do ano passado, mas como o anterior inquilino, não só não deu baixa do serviço, como não pagou alguns dos meses em atraso, nós, novos inquilinos com contrato e tudo, não podíamos colocar o contador em nosso nome! De génio! Então a conversa à quase um ano atrás passou-se assim:

Nós- Como é que fazemos então?
F.P.- A única coisa que podem fazer é contactar o anterior inquilino e fazer com que ele dê baixa do serviço.
Nós-  Mas nós não conhecemos a pessoa e segundo o que o dono da casa nos disse, ele não lhe atende o telefone, pois já deve rendas de vários meses e agora vocês também dizem que ele deve águia de vários meses.
F.P.- Não podemos fazer nada, enquanto ele não pagar o que deve e der baixa, não podemos mudar o nome.
Nós- Então continua tudo na mesma?
E.P.- Pelo menos até a água ser cortada e retirarem o contador. Aí passará a ser assunto de tribunal.

Pois bem! Na passada 4ª Feira, sim, na passada 4ª feira (quase um ano depois), finalmente devem ter dado conta que ninguém pagava aquela água e foram lá retirar o contador. Facto que apenas dei conta, quando cheguei a casa depois do trabalho.

Escusado será dizer que 5ª Feira de manhã às 8h da manhã estava na porta das Águas, numa manhã gelada e cheia de gelo. Às 9h abriram as portas com muito pouca vontade e lá entrei eu para uma sala com dois computadores, onde um dizia: Contratos e informações, numa folha impressa a preto colada no monitor e o outro dizia: Pagamentos, da mesma forma que o outro.

Sentei-me no que dizia contratos, mas mais tarde vim a descobrir que tanto fazia, pois ambos os pc's faziam exactamente a mesma coisa. Explicações à parte, a senhora pediu-me o contrato de arrendamento, eu dei, pediu os documentos, eu dei e começou a preencher as fichas, acto que supostamente o avançado sistema que usam nos PC's deveria simplificar. Deveria! Mas o certo é que a rapariga, vestida com calças de ganga e enfiada num blazer azul de um corte pavoroso, com apenas um botão que parecia que ia saltar a qualquer momento de tão apertado que estava e com pneus a sair de tudo quanto era lado (a culpa não é dos pneus ou do peso da rapariga, nunca colocaria isso em causa, mas sim da roupa que lhe obrigaram a vestir que não era do tamanho dela), demorou perto de 20 minutos a escrever o nome em que o contrato iria ficar e a morada do mesmo.

Isto tudo, porque os ditos funcionários públicos/locais/camarários, cheios de regalias e que se queixam de tudo e mais alguma coisa, não estão qualificados para os lugares que ocupam. A rapariga olhava para o ecran como se olhasse para um palácio, semicerrando os olhos (Será que as regalias não lhe pagam uma ida ao oftalmologista? Acho que sim!) e carregava nas teclas daquele teclado como se fosse obrigada por formação, a utilizar apenas um dedo de cada vez, de cada uma das mãos. E mesmo assim enganava-se e tinha de carregar na tecla do delete, que deve ser a mais gasta de todas.

A meio ainda teve de telefonar para alguém, para perguntar qual era a tecla que salvava. Pasmem-se de novo era o: ENTER! 

O melhor foi quando me disseram que naquele dia ia uma outra empresa (que não eles) sub contratada, ver se estava tudo OK, ou seja, iriam fazer uma vistoria) e que no dia seguinte, me chamariam para assinar o contrato, que ela tinha acabado de redigir e do qual já tinha cópia. Apesar disso tudo, apenas no dia seguinte e depois da vistoria é que se podia assinar o contrato e pagar a caução de 46€.

Que seja! Incompetência e ineficiência são sinónimos de serviços públicos/locais, por isso até destoava se assim não fosse.

No dia seguinte telefonam-me para ir então assinar o contrato e fui. Esperei desta vez perto de uma hora para ser atendida (foi quando percebi que tanto fazia, fazer pagamentos num pc como no outro) e quando finalmente assinei o contrato, perguntei:

Eu - A que horas vão colocar o contador? Precisa de estar alguém em casa?
F.P.- Ah, mas isso só vai ser na Segunda-feira. - (Saltou-me a tampa)
Eu - Como assim na Segunda-feira?! Eu vim cá ontem, já fizeram a tal vistoria, eu já assinei e paguei por um contrato novo e um novo contador, como assim, apenas o vão montar na Segunda-feira?
F:P.- É que a empresa que fez a vistoria é responsável por colocar o novo contador e já passa das 15h, por isso agora só na Segunda-feira.
Eu - Quer dizer que a empresa sub-contratada, ontem foi ao meu apartamento para verificarem que realmente já lá não estava o contador que haviam retirado no dia anterior e agora que eu assinei um contrato que já podia ter assinado ontem, eles têm de lá voltar para voltar a colocar um novo contador?! Não podiam ter feito tudo ontem?! Têm de lá ir 3 vezes para resolver um problema que deveria, podia e devia ter ficado feito numa vez só?!

Não adiantou de nada como é óbvio, apenas tive água na Segunda-feira, pois a empresa sub-contratada, foi  ao meu apartamento uma 3ª vez, com gastos de deslocação de 3 vezes, para fazer aquilo que podia ter feito logo aquando da dita e ridícula vistoria.

Não admira que cobrem 46€ por contrato, afinal de contas há que pagar toda a ineficiência que engorda os serviços públicos/camarários/Locais.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ontem, devido a uma constipaçãozinha de estimação que ando a chocar há uma semana, que me dá umas enormes dor de cabeça e musculares, e o nariz com a impressão de estar a ter um ataque de sinusite, enviei um SMS ao Fi a queixar-me de como estava de rastos.

Ele enviou-me 20 mensagens a dizer que me amava, de 20 maneiras diferentes, umas em continuação das anteriores, ou seja:




  1. amo-te
  2. muito
  3. mas mesmo muito
  4. a
  5. m
  6. o
  7. -
  8. t
  9. e
  10. (...)
E assim por diante.

Mas o melhor, não que as mensagens não tenham sido deliciosas, foi mesmo quando cheguei a casa e tinha o quarto-de-banho iluminado por dezenas de velinhas, uma banheira cheia de espuma e um copo de vinho delicioso.

Foi uma boa surpresa. Estiveste bem Fi e também eu te amo muito.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Eu já havia dito algures por aqui que andava com vontade de mudar o look do Blog. 

Pois bem: vontade feita e blog actualizado. Depois da Roupa Velha do Natal heis que o "30 dias para...", surge com roupa nova.Vamos ver se me habituo a ele.

Pelo menos este não tem um formato tão rígido e pode ir mudando conforme o humor, as estações e festividades.

Fica assim, mais parecido com a vida, tal como é suposto ser.

Espero que gostem!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012


Pois bem, de vez em quando lá tem de ser. Tenho de sair da comodidade da minha (In)ergonómica cadeira, do meu lento e insuficiente PC para as necessidades laborais diárias e tenho de me dirigir a um destes pastéis.

Faz parte das minhas funções no meu novo emprego explorar mercados fora das fronteiras para alargar o peso da balança de exportações da empresa e um dos mercados que tenho que trabalhar, é mesmo o mercado Angolano, que me surgiu de imediato, talvez por ter com ele uma afinidade especial.

No âmbito desta minha nova tarefa, tive ontem, que me dirigir até ao Porto para uma conferência sobre o mercado de Angola, organizado pela AICEP.

Já me tinha esquecido deste microcosmo digno de estudo científico, não da conferência em si, mas dos espécimes que acorrem a estas.

Existem 3 tipos, divididos em sub-espécies. Mas vamos falar agora, apenas dos grupos generalistas:
  1.  Os gestores que utilizam todas as conferências, formações e afins para se libertarem dos escritórios e arranjarem uma desculpa para fugir do local de trabalho. Surgem por lá como se fossem a um cocktail, falam ruidosamente de todas as outras conferências a que foram nos últimos tempos, usam como camuflagem, as marcas mais em voga do ano, com fatos e tailleurs de corte impecável e sobretudos irrepreenssíveis, saltos vertiginosos e sapatos reflectores de tanto brilho, com solas quase novas, demonstrando que o andar é uma actividade que se faz da carpete do quarto , para o carro e deste para a carpete de outras salas, ignorando os campos asfaltados, de terra, ou calçada. O ouro surge como o artefacto mais vistoso das sua plumagens, bem como o último grito de I-phones  e Ipads que usam de 5 em 5 minutos, para se fingirem de muito activos e ocupados, como se aquela tarde ali, fosse uma perda de tempo irrecuperável e que ninguém fosse capaz de trabalhar sem eles lá (na realidade apenas estão a trocar imagens e lol's no facebook e outras redes sociais.).
  2. Depois existe uma segunda espécie que surge a passear como turistas, com blasers desportivos, camisa de marca por baixo de um pólo Ralph Loren e calças de bombazine. Mala de computador portátil a tiracolo, como se estivessem no lobby por engano. Chegam em cima da hora e olham para o telemóvel para dizerem como se alguém estivesse interessado: "Afinal ainda cheguei a tempo!"
  3. Os alienígenas: estudantes, gestores e pequenos empresários, que realmente trabalham e fazem falta nos seus escritórios e que escolheram aquele congresso, formação, ou conferência, porque realmente fala de algo que precisam mesmo conhecer melhor.
As duas primeiras espécies partilham nas suas conversas pontos comuns interessantes:
  • Utilizam palavras e expressões em Inglês e Francês, como se no léxico português não houvesse palavras suficientes para exprimirem o que querem dizer. 
  • Mentem com todos os dentes sobre os negócios que fazem e de quanto facturaram no último trimestre.
  • Falam sobre as previsões que nunca fizeram, mas que têm a certeza que irão acontecer, pois nunca se enganam e os mercados não têm vida própria para eles.
  • A crise veio mas não os afectou e vão fazer umas férias no Carnaval, talvez para a neve para não destoar. Na Páscoa prevêem ir até algum paraíso tropical, para não estarem brancos para as férias do Verão e porque estiveram nas grandes cidades "civilizadas" para as compras de Natal (leia-se: Londres, Paris, Nova York) e não vão repetir destinos.
Ainda hoje estou para perceber como é que eu vim parar aqui! Todas as opções que fiz aos 16 anos vieram mesmo a revelar-se falácias enormes sobre a minha personalidade. A minha profissão agrada-me, mas não me completa e não é de todo o que eu amo. Não me revejo neste meio, nestas pessoas.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Apenas porque vejo muitos comentários em outros blogs, a avisar que o novo acordo ortográfico é para ser respeitado e que quem escreve publicamente deve ter particular atenção ao mesmo, aqui fica um aviso, para evitar que tentem sequer deixar neste espaço uma mensagem deste tipo.

O blog "30 Dias Para..." começou a ser escrito em Português e irá para sempre ser escrito em português. Se a maioria dos outros vendidos, quiserem alterar a sua forma de redigir para algo que é um misto de português com uma outra língua, nunca antes oficializada que é o brasileiro, estejam à vontade. Por aqui, e pelo direito da liberdade de expressão, eu continuarei, para todo o sempre a escrever em PORTUGUÊS.

Na minha opinião, quem quiser falar português fala, quem não quiser, que mude de língua, mas eu não tenho que me adaptar aos outros. No "30 Dias para...", as consoantes mudas, continuarão a ser escritas bem como o seguinte:


  1. Os verbos da 2ª conjugação, 3ª pessoa do plural, do presente indicativo ou do conjuntivo, vão continuar a levar acento circunflexo, por isso; Crêem, Vêem e afins continuaram a ser escritos desta forma sem perda do belo acessório na primeira vogal, servindo para separar e determinar as sílabas.
  2. As palavras graves com ditongo oi, continuarão a levar acento (acho que era a única portuguesa a achar que asteróide leva acento.
  3. Acento grave para palavras homógrafas: Para (preposição) não é o mesmo de Pára (verbo Parar).
  4. Mini-saia, não é uma palavra só.... fica linda hifenizada e continuará a sê-lo por aqui, na companhia dos anti-qualquer.outra.coisa...que não merecem ser tornados numa palavra por si mesmo, mas sim, única e exclusivamente, como oposição de outra que seja positiva..
  5. Ligação da preposição de com formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver, vão continuar a ser interligadas com o hífen: Hei-de; Hás-de, Hão-de, pois sem ele parecem divagar perdidos no meio do texto.
  6. Os dias da semana e meses continuam a ter direito a tratamento especial e continuarão a ser escritos com maiúsculas, bem como os pontos cardeais, que o Este não tem culpa que o Oeste seja preguiçoso.
Pronto, já disse o que tinha a dizer. Quem quiser ler, lê, quem não quiser tem bom remédio.

Fiquem bem.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012


Quero antes de mais desejar um excelente 2012 a todos, mesmo todos.

Que este seja um ano em que a compreensão e a união entre todos, permita construir algo melhor, algo mais perto da perfeição. 

No entanto e tendo como certeza a insatisfação crónica inerente ao ser humano quero deixar aqui uma frase que eu repito muitas vezes, inspirada por tantas outras que já li, mas que tornei minha:

"A perfeição apenas existe, durante o hiato em que demoramos a encontrar uma falha!"

Por isso só temos de tentar, tentar de novo e tentar mais uma vez e continuar a tentar.

Feliz 2012! 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Estava a passear e vi este vídeo do IKEA. Esqueçam a publicidade, mas liguem à mensagem que dá mote a todo o anúncio.

Se na vida dermos lugar às coisas grandes, e finalmente continuarmos a colocar o que interessa menos nos espaços que sobram... talvez tenhamos mais tempo, sentimentos mais arrumados, prioridades mais ordenadas.

Gostei....

...Gelada e com a relva toda branca, foi assim o início de mais uma semana depois do Natal. (irei colocar aqui fotografias da mesa com a sequência dos acontecimentos, como realmente aconteceram... Não foi muito diferente da minha antevisão!).

Tive de vir trabalhar, mas o caminho até ao trabalho, apesar de estar um frio de rachar, foi um prazer para os olhos, pois não havia relva que não estivesse pintalgada de gelo branco.

Não é Neve, mas é igualmente bonito.



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