A ver se este ano posso ir à tua festa, meu amor de sempre! Tenho a certeza que tudo vai correr bem!
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A ver se este ano posso ir à tua festa, meu amor de sempre! Tenho a certeza que tudo vai correr bem!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Há muito tempo que não conto nada sobre ti. Creio que desde a minha resolução de ano novo, que isso se tornou um pouco complicado.
Complicado porque é muito difícil viver e respirar a tua presença, sabendo que vou ter de deixar de ser uma presença constante e imutável na tua vida, no teu dia-a-dia. E eu sofro, sofro muito com isso, mas é algo que tem de ser.
Lamento muito meu amor, filha do meu coração, mas a tia precisa de sair para puder ser algo que, realmente, possas admirar.
Amar-te-hei para todo o sempre.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Saímos no meio do natural tumulto matinal e disse à minha sobrinha:
-A tia precisa de tomar um café! - apenas dormi 3 horas, acreditem que o café era mais do que uma prioridade e em casa não havia.
-Oh, Tia! Queria ir já para a escola! Tomas o café depois.
-Um café rápido no Sr. Zé e vamos para a escola. – demando.
- Ok! – aceita contrafeita e logo depois lembra-se de algo – Tia?!
- Sim!
- Preciso de um borracha e não tinhas nenhuma no teu estojo. – bem me parecia que a minha carteira não estava como a deixara – Podias comprar-me uma!
- Está bem! Tomamos o café e passamos pela papelaria a caminho da escola! – entramos no café e ela:
- Bom dia! É um café para a minha tia, se faz favor! – depois vira-se para mim –Tia, dá-me o dinheiro que eu vou lá, enquanto tomas o café! – a minha cabeça dizia: “Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não!”
- Quanto é que custa a borracha? – trazem o café.
- Não sei, mas vou perguntar, posso?! - a papelaria fica no fim da praceta, três prédios depois do café, mas a minha cabeça dizia: “Não! Não! Não! Não! Não! Não!
- Está bem! – e ela sai a correr e assim que ela sai, eu corro para a porta e lá está ela a entrar dentro da papelaria. “Não olhes, não olhes, não olhes, não olhes!” Vejo os ténis dela e volto a fingir que tomo o café. Ela entra eufórica:
- São 60 cêntimos a mais barata e 80 cêntimos a mais cara.
- E qual é a que queres?! – preparo-me para tirar um euro do porta moedas.
- Não as vi! Dá-me o dinheiro, que eu escolho agora e trago-te o papel. – parecia que já fazia aquilo todos os dias. Dou-lhe a moeda – Volto já! – e sai porta fora. Largo a chávena e alcanço a porta quase a correr. “Tem que ser! Tem que ser! Tem que ser!” Grita a minha consciência e o meu coração aperta. Ela entra dentro da papelaria. Aguardo! Ela sai e eu volto a beber o café. Arrepio-me! O café está frio. – Toma! – entrega-me o recibo, o troco e mostra-me a borracha.
- Foi a mais barata! – constato
- Era a que eu queria! – pago o café enquanto ela guarda a borracha no estojo – Ah! – olho para ela – Pedi à senhora para guardar a revista das Winx desta semana que ela disse que já tinha chegado, sabes a que traz a carteira de oferta, a mala. – diz sem pausas, pontuando apenas com a entoação.
- E quanto é que é a revista?! – não responde logo.
- Até amanhã D. Luísa e Sr. Zé!
- Até amanhã, pestinha! – respondem os dois, enquanto eu aceno e me despeço também.
- São cinco euros e noventa e cinco cêntimos, depois passas por lá, não passas?!
- Quanto mais cresces, mais cara me ficas! – ela sorri pois sentia-se realizada por ter comprado a borracha sozinha sem a ajuda de ninguém adulto.
- Passamos lá agora! – Fizemos festas à linda grandanoir que se mudou para a nossa praceta e que fazia o seu passeio matinal, (que inveja eu tenho do seu companheiro humano) e digo-lhe – Mas com tantas coisas que recebes, nem penses que o Coelho da Páscoa te vai trazer muita coisa.
- Oh, tia! Eu sei, mas não me importo! – deixo de prestar atenção ao cão e olho para ela, que a sorrir conclui, enquanto me abraça e quase me deita ao chão – Tenho-te a ti!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Um destes dias estava a levar a minha sobrinha à escola, tarefa que é sempre feita às corridinhas, aos saltos e pinotes, entre outras actividades que me deixam exausta, ainda antes de chegar ao escritório, quando no meio de um silêncio perturbador, diz-me:
-Tia?!
-Sim?! – imitei o tom inquiridor.
- O pai Natal existe?
-Claro que existe! – Retorqui pronta e convincentemente. – Quem é que achas que te dá aquelas prendas todas no Natal?!
-Mas tia?!
- Sim! – Já não imitei, pois adivinhava algo complicado.
– É que… – silêncio.
- Porque perguntas? O que se passa?!
- É que quando eu era pequena, lembras-te daquele Natal em que o Pai-Natal apareceu para comer os biscoitos que fizemos? – acenei que sim - Ele tinha os mesmos sapatos que o meu pai, por isso não sei!
- Isso e porque o Pai-Natal, comprou os sapatos na mesma loja que o teu pai.
- Mas o Pai-Natal, compra os sapatos no Pólo Norte!
- Já ouviste falar na globalização? – pensei em baralha-la.
-Sim! – eu é que fiquei confusa – A minha professora já disse algo sobre isso!
- Então sabes que com as novas formas de comunicação, as mesmas coisas que existem em Portugal, também existem nos outros países e vice-versa, logo os sapatos que o Pai-Natal, comprou no Pólo Norte…
-São os iguais aos que o meu pai comprou cá!
-Isso!
- Hummmm! – aquele “hum”, não me soo muito bem, mas ela ficou calada e já estávamos quase a chegar.
- Vais ter teste de quê?
- De matemática, já disse! – arremessa.
-Está tudo bem?! – ficou calada e eu passados alguns segundos volto a perguntar – Que é que foi agora?! Que me queres perguntar?! – perguntei com medo do que aí vinha.
- Tia?!
- Sim?!
- O que é vice-versa? – eu sorrio aliviada e respondo-lhe com calma.
Talvez a minha sobrinha chegue aos oito a acreditar que a magia existe!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Ao ler um outro parceiro “bloguista” lembrei-me desta mensagem que há muito queria aqui colocar.
Vivemos numa sociedade onde todos pensamos que a comunicação é algo perfeitamente ao alcance de todos. Num mesmo minuto, posso estar a escrever aqui, no meu blog, comunicar com familiares por telefone, a trocar mensagens no msn, com amigos e, no entanto, estou só.
A minha sobrinha apenas com sete anos recebeu um Magalhães e já faz tudo sozinha. E quando digo sozinha, digo só, porque acho que com a tecnologia de hoje, os miúdos estão cada vez mais a só, todos nós estamos mais sós... estamos desesperadamente sós. Os miúdos já não brincam nas ruas, não pulam ao elástico, não jogam à “sirumba”, às escondidas, ao mata, não podem sair à rua para irem ter com tos amigos, não podem simplesmente fazer corridas de bicicleta.
Iludimos-nos que vivemos numa sociedade de comunicação e esquecemos simplesmente que essa comunicação é virtual, um conjunto de monólogos que se tentam fazer ouvir, porque não existe algo básico e primordial, o contacto humano, o toque...
quarta-feira, 18 de março de 2009
São engraçados os sonhos, não são?! Eles aparecem mesmo quando não os pedimos, surgem através de um estímulo incontrolável, contra a nossa vontade, do vazio, do nada e, imediatamente, ficamos para sempre com eles na consciência, presos na nossa pele, no nosso respirar.
É assim que acontece comigo, foi assim que aconteceu comigo, quando ao 16 anos a minha tia disse que estava grávida. Desde esse estímulo que o meu sonho principal foi ser mãe, ter na minha vida, alguém que poderia amar incondicionalmente e ser retribuída, ter dentro de mim, uma outra vida por quem seria inteiramente responsável e que sem a qual, dificilmente, continuaria a viver.
A minha prima nasceu, passado uns oito anos nasceu a minha sobrinha e passado oito anos, nascerá outra criança do ventre da minha irmã e eu… eu continuo a olhar para o meu sonho e vejo-o cada vez mais destorcido, desfocado, inalcançável, surrealista como num quadro de Picasso, apenas porque investi demasiado tempo, naquilo que nunca investiu tempo em mim…
terça-feira, 25 de novembro de 2008
E é basicamente isso que tenho para dizer. Faltam 30 dias para a festa que eu mais gosto.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
- Muito bem! Saltas muito bem! - Coloco-lhe a mochila às costas. - Ao princípio, não conseguia, mas agora é fácil. Antes era ainda bebé, era pequenina, tinha 4 anos. Mas agora já consigo. - Pois! O importante é não desistir. Quando não se consegue à primeira, respiramos fundo e voltamos a tentar, tantas vezes, quantas forem necessárias. Nunca se desiste. - Pois não tia! Eu não desisti.
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