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domingo, 11 de abril de 2010

ist_000000135856 Como pudemos nós sentir saudades , ou sentir a falta de algo que nunca se teve na realidade?

Como podemos nós encontrar razões que sejam, minimamente perceptíveis e lógicas, que justifique passar o dia inteiro a sonhar com algo que nos surge tão real, sem que no entanto se tenha alguma vez passado.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

 

 

ist_000000411766Quarta-Feira, 27 de Janeiro de 2010.

O dia de hoje é um dia que terei que relembrar para sempre. Será o dia em que cortarei por completo todos os cordões umbilicais que me prendem a uma falsa segurança uterina, que me castra e aprisiona.

Hoje é o dia em que renasci, o dia em que me vou reinventar.

terça-feira, 12 de maio de 2009

25622Uma amiga muito querida, andava feliz há dois anos, a viver com quem ela pensava ser a sua cara-metade, quando de repente e do nada, o rapaz chega uma noite a casa e depois do jantar preparado por ela, diz:

- Não estou preparado para uma relação séria. Sabes que eu vejo em ti uma amiga muito especial, uma grande amiga. Acho que esta nossa predisposição para vivermos juntos assim tão bem, deve vir de uma relação Kármica, passada, onde tu deves ter sido minha mãe. Mas sabes, tal como em todas as relações entre mães e filhos, está na hora de eu sair de casa e de tu me deixares ir.

Não admira que a minha amiga não se consiga encontrar depois deste duro golpe.  Reencontrar o seu Eu, o seu amor próprio, a sua auto-estima e não admira (por mais absurdo que eu ache) que ela tenha tentado acabar com tudo. Talvez tenha sido a sua forma tortuosa de gritar que queria começar do zero, esquecer todo o passado, olvidar todo o Karma (como começo a odiar esta palavra).

É que em meia dúzia de baboseiras romantizadas, aquele espécime de energúmeno, reduziu-a a uma presença fantasmagórica, a uma alma transviada, perdida no tempo e agarrada, aprisionada, agrilhoada a uma existência onde é obrigada a viver, vezes sem conta, as mesmas relações, a ser mãe sem nunca ter parido, a ser amiga quando queria ser amante, a ser nada quando queria ser tudo.

Mas amor, tudo isso não interessa, eles não interessam. Tu não és menos mulher apenas porque os homens vivem, eternamente, num complexo freudiano, onde Édipo e o Peter Pan, são os modelos a seguir. Tu não és menos mulher, simplesmente porque esse “bife” idiota ainda não era o homem certo para ti!

Tu és linda, inteligente, divertida, emotiva, cheia de salero latino e não existe nada no Mundo que mereça a tua vida e nada que apague a tua ausência.

Por favor acorda! Volta para ti. Volta para junto daqueles que te amam incondicionalmente: a tua família, os teus amigos.

Eu aguardo-te com os meus dois braços abertos!

 

 

P.S.:  Darren, meu querido! Podes ter os cinturões negros todos que quiseres, mas se eu te apanhar em Portugal, ou noutro local qualquer, podes ter a certeza que te enfio a relação Kármica, por um certo orifício.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

4453046-lgAo ler uma mensagem de um blog que já não existe, num blog que sigo, fiquei com vontade de dissecar esta dicotomia do ser humano, ou pelo menos, em mim. Sobretudo depois de ter respondido a um comentário aqui no meu blog hoje.

Depois de ter pensado melhor, de ter passado em revista os meus actos e atitudes perante a vida, nos últimos anos, cheguei à conclusão que  recuso-me a criar expectativas, mesmo quando estou encantada por algo. E porquê?! Porque desta forma, evito o desencantamento, arriscando apenas o desinteresse.

Creio que são formas de se estar na vida, no palco, no mundo, com os outros. A verdade é que cada um procura a felicidade da forma como a vê e, como tal, actua de acordo com essa visão. Se para alguém algo de positivo é sempre seguido de algo negativo, também vê na felicidade algo com prazo de validade e que, inevitavelmente, acabará com o inverso, ou seja, se se encanta, também se desencantará. Eu não o vejo assim. Não vejo obrigatoriedade neste jogo de contrários, de antagonismos. Acho que viver no intermédio, sabendo que as coisas podem não ser eternas, mas que enquanto duram, são verdadeiras e que ficarão agarradas em nós para sempre, é uma boa forma de se estar.

Não creio, no entanto, que isso seja reflexo da busca pela felicidade, até porque na realidade, nos dias que correm estamos mais preocupados em sobreviver do que em viver, ou procurar seja o que for, pois não há tempo. A felicidade, e/ou infelicidade, é assim, consequência directa dos actos aleatórios. É um reflexo da experiência, que tal como as nossas, é muito própria e apenas para nós faz sentido.

Assim, ao contrário do que o bloguista Piloto disse, eu não tenho pena de ninguém, pois se continuam a tentar, é sinal que ainda vivem e que lutam por algo que se venha a assemelhar à felicidade, ou ao encantamento perpétuo, mesmo quando este não é a causa maior das suas vidas e apenas sua consequência.

Fará isto algum sentido?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

 

 

Há alguns dias (mesmo muito poucos), uma adolescente de 16 anos, acusou-me, publicamente, de ser a "Rainha das Tradições" e de ter uma imaginação demasiado fértil (Está descansada que eu sei que foi com boa intenção. Ainda não foi desta que o pai Natal te tirou da lista.)

Fez-me pensar e tive uma conversa comigo mesmo, demasiado longa, confusa e socrática, para aqui a reproduzir. Pensei e repensei, escrevi e rasguei, reescrevi e voltei a rasgar, escrevi uma última vez, li e cheguei à conclusão que, no mundo em que vivemos, na vida que tenho tido (com este eterno ganhar para depois perder), talvez e apenas essa imaginação, esse agarrar de pequenas coisas, tenha sido a razão para continuar com a vida.
 
Continuo, dia após dia, mês após mês, ano após ano, porque apesar de tudo, ainda acredito, ou pelo menos (se formos literais com a palavra imaginação), penso acreditar, que a vida vale a pena viver, que o Mundo está cheio de coisas boas e que a magia e todos os seus porta-vozes, nunca permitirão que a esperança morra... pelo menos a minha!
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