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terça-feira, 2 de agosto de 2011


Comprei eu, toda pimpona, um conjunto lindo de uma mesa e duas cadeiras, no Continente, a um preço fantástico de promoção, para que o tempo não me permita agora estreá-lo.

Irá ficar tão bem na minha varanda para uns jantares de Verão à luz da vela e não pára de chover e fazer frio.

VERÃO, importas-te de aparecer de uma vez por todas? Quero noites abafadas em que tenho de ligar ventoinhas, noites quentes para jantar na varanda, noites em que o calor é tanto que apetece fazer mil e uma coisas que não dormir.

Quero ter Verão!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

 

Uma casa, um pouco mais afastada de todas as outras, no meio do campo. Uma enorme janela de parede a parede que dá para um jardim silvestre, onde uma árvore se destaca de todas as outras. Destaca-se porque é grande, mais antiga mais sábia. Ela soube aproveitar tudo aquilo que a terra lhe deu e cresceu saudável, dobrando-se ao vento para não quebrar.

Está vento, muito vento, na verdade. Dentro do aconchego da casa, sentado de lado num cadeirão, olhando para a magnífica árvore, está ele. Chegou a casa do emprego, mas não está cansado. Há anos que tenta aprender a tocar uma espécie de viola, guitarra, ou cítara, algo que ele encontrou um dia num mercado numa das suas viagens, que lhe disseram ter origem chinesa. Ele faz as cordas vibrar e espera que um dia, os sons que dela saiam façam sentido e sejam harmoniosos. Não tem pressa, é apenas um passatempo, tal como olhar para a árvore, ver como ela resiste ao vento, apenas sendo flexível e forte.

Um dia ele espera vir a ser igual àquela árvore, tão sábio quanto ela, tão honesto, forte e flexível como ela.

Por enquanto contenta-se por poder observá-la, enquanto arranca da guitarra chinesa um sons dissonantes. Quem sabe se não deveriam ser assim?!

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