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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sem palavras...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quero voltar a falar-vos do tempo, não do tempo na forma de tortura no outro post que escrevi há dias, mas sim daquele tempo que tudo cura, que tudo faz esquecer.

Sei que é prática comum dizer-se isso, mas será que cura mesmo?! Ou apenas nos entorpece a memória de forma que olvidamos o que nos magoa, mas que continua lá, escondido, à espreita até que uma palavra, um conjunto de palavras, uma frase, mesmo que dita com as melhores das intenções, vai rebuscar essa memória escondida e adormecida e nos faz recordar o porquê das coisas terem demorado tanto tempo.

Alguém que já me foi muito próximo, felicitou-me pela minha felicidade e sei que as intenções eram boas, são boas, ela é uma boa pessoa, uma pessoa de quem sempre gostei apesar de tudo o que diziam e por quem tinha um carinho muito grande (mas eu sou assim, agarro-me demasiado às pessoas). Mas nas boas intenções que eu agradeço, estavam as palavras que fizeram dispultar a recordação dorida de um passado que me fez mal, muito mal.

Ela congratulava-me por eu ter sido capaz de refazer a minha vida, por ter conseguido apaixonar-me de novo (tema de uma das minhas últimas mensagens), apesar do tempo que demorei e eu tive que lhe responder, não aguentei o silêncio e a resposta não foi um agradecimento! Tentei, juro que tentei, mas o nó na garganta era grande de mais para não o fazer e respondi assim:

Por vezes o tempo é necessário...sobretudo quando toda a vida desde a adolescência foi dedicada apenas a uma pessoa, a pensar apenas no seu bem, na sua felicidade e negligenciando tudo o que me dizia respeito apenas em prol do bem de quem me era querido.


As coisas não resultaram e eu fiquei sem me conhecer a mim própria pois passei a ser apenas uma mera sombra daquilo que o outro queria que eu fosse. 


As coisas não são simples, as feridas custam a sarar e conseguir entregar-me passou a ser missão quase impossível. 


Impossível, porque quando não nos conhecemos a nós mesmos e quando apenas conhecemos uma única coisa e nada mais, quando somos somente produto do ser dominante da relação e um produto defeituoso, porque foi criado de forma incorrecta, não somos automaticamente capazes de o deixar de ser de um momento para o outro. 


Mas o tempo cura tudo... apenas demora muito.

Continuo feliz, sobretudo porque sei que ultrapassei de vez o meu síndroma de inferioridade tão amplamente alimentado pela pessoa em questão e sei que sou muito mais, que sou algo que ele nunca me havia deixado ser, algo muito melhor, algo verdadeiro e não uma fotocópia mal tirada. 


Mas eu agradeço que me tenham feito recordar, porque foi nessa dolorosa recordação que eu consegui perceber, que agora sou aquilo que nunca havia sido: Feliz! 


E o tempo ajudou.... Oh se ajudou!



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

 

1838259 … Quando estava a fazer a minha caminhada do Rossio aos Anjos, na direcção do suplício que, bem ou mal, vai pagando as contas, um rapaz atira um piropo, que para mim era, totalmente, novo e que por instantes pensei mesmo ser um insulto:

- Estás bala, hoje!

Eu ouvi, mas não processei com a rapidez necessária, até que três passos mais à frente, (não sei quantos passos foram, mas três pareceram-me mais literários), dei-me conta do substantivo, que ele utilizou como qualificativo, para com a minha pessoa. Parei a marcha apressada e voltei atrás, retirei os auscultadores do mp3 dos meus ouvidos e reparei no aspecto assustado do rapaz, por eu me estar a dirigir a ele. Com toda a certeza, não deve ser habitual, as raparigas a quem ele solta piropos, voltarem atrás para falarem com ele, mas hei! Eu não sou uma rapariga qualquer! As suas faces roborizaram um pouco, quando eu finalmente, acabo por lhe perguntar:

- Bom dia!

- Bom dia! – sorri.

- O que quer dizer “bala”?! – despacho curiosa

- Quer dizer que podes matar um homem, mesmo só de raspão… – responde pouco convicto e eu:

-Ah, OK! Então acho que tenho que dizer obrigada, não é?! – ele sorri tímido, algo que contrasta com a desenvoltura com que havia soltado o exótico elogio segundos antes. -  Tem um bom dia, então! 

Ele desmancha-se a rir, talvez por nervosismo, ou então pelo facto insólito que teria para contar aos amigos e eu retomo o meu passo apressado para o escritório, com os auscultadores de novo nos ouvidos e com um sorriso de orelha a orelha. Sim porque não há nada melhor para fazer uma mulher sorrir, do que a comparar a uma Serial Killer.

Boa Semana!

domingo, 9 de agosto de 2009

Lisboa, 19 de Outubro de 1929 – Lisboa, 8 de Agosto de 2009

 

Sem mais palavras, pois já todas foram ditas, fica apenas aqui como prova da minha tristeza, uma das frases que mais gostei de ouvir, um actor dizer:

“Façam o favor de ser felizes!”

Por mais triste que me sinta, rio-me sempre com uma cassete que tenho de Solnado com "É do inimigo?”.

Obrigada e Adeus!

sábado, 25 de julho de 2009

Nós humanos somos uns bichos complicados, demasiado complicados, talvez! Levamos a vida a andar e a correr de um lado para o outro, sempre stressados e a arranjar problemas para resolver Mesmo quando eles não existem, ficamos sempre à espera que eles surjam, e nessa espera, nesse entretanto, perdemos muita coisa boa que podemos fazer, muita coisa que nos deixaria mais em paz connosco mesmo, mais calmos, melhores pessoas, não só com os que nos rodeiam, mas com os outros também, os outros que nos dizem pouco, ou mesmo nada.

Apercebo-me sempre disso, cada vez que tenho tempo para férias, sempre que guardo alguns momentos para estar com a minha irmã, a minha sobrinha, os meus tios, os meus primos, os meus amigos. Fico mais Eu. Não grito, não me irrito, volto a sorrir, não tenho maus pensamentos, não quero o mal de ninguém. Apenas quero viver em paz, ver as pessoas livres e felizes, soltas e leves, comunicativas, abertas, prontas para amar e se deixarem amar.

Queria muito que o meu dia-a-dia fosse sempre assim!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

4453046-lgAo ler uma mensagem de um blog que já não existe, num blog que sigo, fiquei com vontade de dissecar esta dicotomia do ser humano, ou pelo menos, em mim. Sobretudo depois de ter respondido a um comentário aqui no meu blog hoje.

Depois de ter pensado melhor, de ter passado em revista os meus actos e atitudes perante a vida, nos últimos anos, cheguei à conclusão que  recuso-me a criar expectativas, mesmo quando estou encantada por algo. E porquê?! Porque desta forma, evito o desencantamento, arriscando apenas o desinteresse.

Creio que são formas de se estar na vida, no palco, no mundo, com os outros. A verdade é que cada um procura a felicidade da forma como a vê e, como tal, actua de acordo com essa visão. Se para alguém algo de positivo é sempre seguido de algo negativo, também vê na felicidade algo com prazo de validade e que, inevitavelmente, acabará com o inverso, ou seja, se se encanta, também se desencantará. Eu não o vejo assim. Não vejo obrigatoriedade neste jogo de contrários, de antagonismos. Acho que viver no intermédio, sabendo que as coisas podem não ser eternas, mas que enquanto duram, são verdadeiras e que ficarão agarradas em nós para sempre, é uma boa forma de se estar.

Não creio, no entanto, que isso seja reflexo da busca pela felicidade, até porque na realidade, nos dias que correm estamos mais preocupados em sobreviver do que em viver, ou procurar seja o que for, pois não há tempo. A felicidade, e/ou infelicidade, é assim, consequência directa dos actos aleatórios. É um reflexo da experiência, que tal como as nossas, é muito própria e apenas para nós faz sentido.

Assim, ao contrário do que o bloguista Piloto disse, eu não tenho pena de ninguém, pois se continuam a tentar, é sinal que ainda vivem e que lutam por algo que se venha a assemelhar à felicidade, ou ao encantamento perpétuo, mesmo quando este não é a causa maior das suas vidas e apenas sua consequência.

Fará isto algum sentido?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Eu não sei o que vocês entendem por felicidade, mas para mim, felicidade é reunir na vida, mais momentos bons, que maus.

Uma espécie de colecção de álbuns de pequenos minutos felizes.

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