terça-feira, 5 de maio de 2009

Nunca pensei vir a utilizar as palavras “Excelente trabalho jornalístico” e TVI, na mesma frase, mas eis se não quando, aqui estou eu a fazê-lo.

Ontem à noite, pude ver a melhor reportagem que vi nos últimos anos, na televisão portuguesa e sim, foi passada na TVI. Houve pesquisa, recolha de dados, havia um objectivo e respondeu-se a todas as perguntas base do jornalismo: Quem, Como, Quando, Onde e Porquê?

O tema foi o novo/antigo ódio de estimação da Estação de Queluz de Baixo, o nosso pouco ilustre Primeiro Ministro e, por associação de ideias e com algum esforço de memória, cheguei à conclusão que as televisões de hoje, só prestam verdadeiro serviço público, quando se carrega nos botões certos. Deve ser um problema, ou consequência das novas tecnologias: com tanto botão para carregar e menus tão variados, torna-se complicado acertar.

No entanto, é complicado apenas para nós, meros mortais, porque para o Sr. Sócrates (porque ainda não estou convencida que seja Engenheiro e por uma questão de respeito por todos aqueles que fizeram o curso como deve ser), a coisa foi simples e rápida como o totoloto. O Sr. Primeiro Ministro, farto do jornalismo da tanga e cheio de lugares comuns do José Alberto Carvalho e Judite de Sousa da RTP1, decidiu que estava na altura de ver os jornalista fazerem o seu trabalho como deve ser e disse, na entrevista dada ao canal do estado:

"O noticiário da TVI à sexta-feira não é um telejornal, é uma caça ao homem, é um jornal transvestido."

Foi o botão certo e o resultado, o que se viu ontem à noite depois do telejornal.

Obrigada Sr. Sócrates. Eu já havia perdido a esperança no jornalismo nacional e você mostrou a todo o país, que eu estava errada.

Obrigada!

6 Ideia(s):

John Doe disse...

Tenho que te fazer a devida vénia por ainda veres telejornais nacionais...

Eu não consigo... Chego a meio e apetece-me cortar os pulsos...

Iris R. Costa Barroso disse...

Junta-te ao grupo, geralmente estou a ver ao mesmo tempo os meus e-mails, a responder a blogs e a jantar, mas ontem foi diferente, pois quando estava quase a ir ver se já havia começado o Sobrenatural no AXN, eis se não quando, começa a reportagem.

Fiquei agradavelmente surpreendida.

Nuno disse...

Às vezes basta dar uma oportunidade ao destino para termos agradáveis surpresas... ;);)

xxx

Iris R. Costa Barroso disse...

Trago Fado,

Pois... Apesar de não ter nada a ver com o que o post diz, tens razão.

O único problema é que o rácio entre as boas surpresas e as que desejávamos nunca ter tido, é negativo. Mas é a apenas um problema sem importância.

Beijo e abraço,

Piloto Automatico disse...

A TVI é um canal de televisão asqueroso que se serve do populismo fácil e reflete a podridão intelectual (e social) sintomatica da geração do "coça-a-barriga" pós-25 de abril, na qual infelizmente me vejo incluido por ser a minha faixa etária mas com a qual não me identifico, uff...
Gostei de ver a entrevista do Zé na RTP1 aqui há dias, se isso serviu para estimular o nivel jornalismo da TVI para além das maratonas em directo sobre a Maddie, melhor.
Mas por ter sido feito ainda a bater na mesma tecla do ódio de estimação do casal maravilha pelo PM, vale muito pouco à estação, apenas premiando os jornalistas em questão pelo formato e nunca pelo conteudo.
Da TVI só mesmo os anúncios do Nissan Qashqai que aparecem de passagem pelo meio do zapping.
Tenho dito

Iris R. Costa Barroso disse...

Piloto,

E quem assim fala não é gago.

Mas permite-me discordar apenas numa coisa, não creio que o ódio do casal maravilha pelo Sr. seja injustificado.

O trabalho jornalístico era bom e, sinceramente, o tema também, para além de oportuno. A verdade é que desde sempre o Zé se tem esquivado de tudo quanto é crítica, utiliza o parlamento para promoção partidária e instaurou no pais, nos media e nos portugueses um ambiente de censura que não via desde o tempo da outra senhora.

Concordo plenamente que a TVI não serve para nada e nem sequer a vejo, melhor dizendo, nem sequer vejo televisão portuguesa. Pelo que imagina o meu espanto quando vi a dita reportagem! É que estava ao nível do 60 minutos, ou algo do género. Geralmente só apanho estas pérolas num zapping ocasional.

O pouco tempo que estou à frente de um televisor, é com hora marcada e sem atrasos, para ver as minhas séries favoritas (eu sei que são uma forma de telenovela, mas enfim), ou notícias internacionais.

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