«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Os sonhos são a Preto e Branco

Sempre ouvi dizer que os sonhos eram a preto e branco. Sempre refutei tal ideia, até porque tenho uma grande capacidade de recordar o que sonhei e uma das coisas que se destacam nessas recordações são mesmo as cores.
Porém há mais de uma semana que sonho a preto e branco, sonhos tristes e cinzentos, como a claridade suja de Londres e a claustrofobia do grande monstro de cimento Nova Iorquino.
Há uma semana (mais coisa, menos coisa) que não acordo contente, com um sorriso nos lábios ou com a recordação de uma cor de céu impossível de existir, mas que apenas por ter estado na minha mente durante o sono, era real e palpável. Os meus sonhos coloridos fazem de mim uma mulher mais bem disposta e eu não os quero perder.
Se os sonhos fossem a preto e branco para sempre, a cor morreria em mim.

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.