«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

Há dias...


Há dias em que uma pessoa não avança nada. Anda, anda e volta a andar, mas não chega a lado nenhum.

No final do dia faz-se as contas e o que foi produzido foi quase nada, muito próximo do zero.

É em dias como estes que eu acho que se perdeu tempo de vida, sem se ganhar recordações, ensinamentos, vivências válidas e ainda por cima fico com um feitio horrível, pois odeio não ser produtiva e odeio,  ainda mais, ser má e/ou agressiva, comportamento que me surge, sempre que estou irritada.

Irra para este temperamento Ariano com o qual nasci. Agora vou ter de pedir desculpa e eu também odeio pedir desculpa...

A frase com que acabo esta entrada, foi a melhor coisa em que pensei o dia todo, por isso já podem ter uma ideia do quão bom este dia foi!

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Apenas aquilo que gostamos é que nos sai naturalmente, pelo que não percebo para que serve a aplicação, quando é preciso inspiração?!
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Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.