«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

Tempo...

Um dia destes, um colega da Bologosfera escreveu um post onde colocava apenas uma onomatopeia que representava o som de um relógio, ou seja: TicTac... TicTac… TicTac.

Por brincadeira, perguntei-lhe se se tratava de um novo tipo de tortura, ao que ele me respondeu: 

«O tempo só é tortura para quem não tem mais que fazer ao tempo. - piloto automático»

Raios partam o rapaz! Obrigou-me a pensar em algo mais profundo do que eu esperava duma simples brincadeira. Mas pronto, o Tico e o Teco lá raciocinaram os dois e o pensamento aflorou-se confuso, tal como aqui descrevo.

O tempo para mim é sempre uma tortura. É uma tortura quando tenho que lhe fazer, (pois parece nunca haver tempo para fazer tudo o que tenho para fazer), e é uma tortura para quando nada se tem para fazer e não se pode fazer o que se tem de fazer, ou se quer fazer. Confuso?! Hummm….


Seja como for, o tempo é tortura... da chinesa!

Mas eu estava mesmo a falar é do som, odeio ouvir o tempo a passar e eu muitas vezes parada sem poder andar.


1 Ideia(s):

Sentimento de Mim disse...

O pior da vida é ver o tempo passar, sem o conseguir viver.

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.