Sempre me disseram que eu tenho uma alma velha e a verdade é que, por vezes, eu também concordo, quer sejam por gostos musicais, gostos de atitudes, de arquitectura, decoração...
Imagino-me no campo, perdida numa cabana qualquer, a passar o meu tempo a ler e a escrever longos diários, à espera de alguém que me venha visitar. Imagino-me como exploradora de novos mundos, a marcar território numa América fantástica, junto ao mar, a construir uma casa de madeira e a pensar como aquela casa terá de ser herança para toda a família que irei criar.
Imagino-me numa África mágica, em tempos colonialistas, a criar uma pequena fazenda com as minhas próprias mãos, a lutar contra a invasão das minhas hortas por elefantes inconvenientes... A combater a incompreensão, a ignorância, a construir um futuro sólido e sem explorações, onde todos possamos beneficiar das belezas e riquezas infindáveis do Velho Continente Mãe (e não falo da Europa, que essa veio muito depois).
Mas hoje, apercebi-me de que tenho uma alma velha, simplesmente porque ao ver estas fotografias enquanto procurava inspiração para o quarto do meu Guilherme Alexandre que está para vir, achei estes espectaculares e perfeitos.
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