Tenho andado às voltas com diversos projectos paralelos, o que me tem deixado algo à deriva em relação a alguns deles. Se consultaram o blog do Tragofadonossentidos, já devem ter reparado numa nova peça de teatro, que aliás tenho que colocar um link aqui também, mas para além dessa empresa, estamos a terminar uma outra para o Verão e eu, não sei porque carga d'água, comecei um novo livro. sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Tenho andado às voltas com diversos projectos paralelos, o que me tem deixado algo à deriva em relação a alguns deles. Se consultaram o blog do Tragofadonossentidos, já devem ter reparado numa nova peça de teatro, que aliás tenho que colocar um link aqui também, mas para além dessa empresa, estamos a terminar uma outra para o Verão e eu, não sei porque carga d'água, comecei um novo livro. terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Nunca fui grande adepta das mensagens escritas por telemóvel, a não ser que sirvam, unicamente, para fazer uma comunicação cuja resposta seja sim, ou não. Sempre achei que acabava por ser mais rápido pegar no telefone, dizer o que queria à pessoa do outro lado, ouvir o que essa pessoa tem a dizer e esclarecer logo tudo, o que tiver que ser esclarecido, pois sempre que utilizei os "sms" para conversas, estas prolongaram-se por eternidades, as coisas não ficaram esclarecidas e houve, quase sempre, algum tipo de mal entendido.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Não foi de propósito mas que calha bem com a comemoração do dia de S. Valentim na próxima semana, calha. No outro dia pediram-me para que descrevesse o meu homem ideal, aquele que eu não teria qualquer dúvida de que poderia vir a ser o pai dos meus filhos e eu fiquei sem resposta. A verdade é que nem sempre sabemos o que procuramos, ou melhor, sentimos o que queremos, mas não o racionalizamos. Na maioria das vezes, sabemos de cor, as características que não queremos, mas torna-se mais complicado, quando toca a dizer, claramente, o que realmente queremos.
Creio que isso se deve ao facto de acharmos que a nossa cara metade anda por aí, perdida, à deriva, tal como nós; gaivotas pairando no ar à procura da próxima corrente de ar quente e que chegada a altura, uma determinada altura, uma hora prevista por uma força qualquer invisível, os dois seres se irão encontrar, reconhecer-se e encaixar por artes mágicas. "Quando tiver que acontecer, acontece", é o que todos pensamos, mas e se não fôr?! E se realmente existir uma outra metade para a nossa laranja (e aqui são livres de pensar em qualquer outro fruto, ou forma geométrica) e se a tal "força" que teima em não se mostrar, a colocar no nosso caminho e nós não a reconhecermos? Será que a ausência de características por nós consideradas negativas é o suficiente para reconhecermos alguém?
Um amigo disse-me que não existem acasos do destino, que as pessoas quando se apaixonam, não foi por causa do destino, mas sim porque naquele momento se sentiam "Apaixonantes". Na altura dei a importância que poderia dar a uma questão daquelas, mas agora, depois da minha incapacidade de dizer o que eu quero, coloquei-me a pensar: seria aquilo apenas uma nova forma de dizer que temos de gostar de nós para que outros também gostem? Que temos que emitir energias, vibrações, hormonas, (ou seja lá o que fôr), que transmitamos aos outros que nos achamos dignos de se apaixonarem por nós, para que realmente tal aconteça? Mas isso não deita abaixo toda a outra teoria que existe (e esta é a expressão que mais gosto) um tampa que encaixa na nossa panela, automaticamente?
Pelo sim, pelo não e não vá a ausência de características negativas ser suficiente, para reconhecer o que nos está destinado, já comecei a fazer uma listagem de tudo aquilo que procuro num companheiro.
Quem sabe, ainda não o venho partilhar convosco...



