quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Não foi de propósito mas que calha bem com a comemoração do dia de S. Valentim na próxima semana, calha.

No outro dia pediram-me para que descrevesse o meu homem ideal, aquele que eu não teria qualquer dúvida de que poderia vir a ser o pai dos meus filhos e eu fiquei sem resposta. A verdade é que nem sempre sabemos o que procuramos, ou melhor, sentimos o que queremos, mas não o racionalizamos. Na maioria das vezes, sabemos de cor, as características que não queremos, mas torna-se mais complicado, quando toca a dizer, claramente, o que realmente queremos.

Creio que isso se deve ao facto de acharmos que a nossa cara metade anda por aí, perdida, à deriva, tal como nós; gaivotas pairando no ar à procura da próxima corrente de ar quente e que chegada a altura, uma determinada altura, uma hora prevista por uma força qualquer invisível, os dois seres se irão encontrar, reconhecer-se e encaixar por artes mágicas. "Quando tiver que acontecer, acontece", é o que todos pensamos, mas e se não fôr?! E se realmente existir uma outra metade para a nossa laranja (e aqui são livres de pensar em qualquer outro fruto, ou forma geométrica) e se a tal "força" que teima em não se mostrar, a colocar no nosso caminho e nós não a reconhecermos? Será que a ausência de características por nós consideradas negativas é o suficiente para reconhecermos alguém?

Um amigo disse-me que não existem acasos do destino, que as pessoas quando se apaixonam, não foi por causa do destino, mas sim porque naquele momento se sentiam "Apaixonantes". Na altura dei a importância que poderia dar a uma questão daquelas, mas agora, depois da minha incapacidade de dizer o que eu quero, coloquei-me a pensar: seria aquilo apenas uma nova forma de dizer que temos de gostar de nós para que outros também gostem? Que temos que emitir energias, vibrações, hormonas, (ou seja lá o que fôr), que transmitamos aos outros que nos achamos dignos de se apaixonarem por nós, para que realmente tal aconteça? Mas isso não deita abaixo toda a outra teoria que existe (e esta é a expressão que mais gosto) um tampa que encaixa na nossa panela, automaticamente?

Pelo sim, pelo não e não vá a ausência de características negativas ser suficiente, para reconhecer o que nos está destinado, já comecei a fazer uma listagem de tudo aquilo que procuro num companheiro.

Quem sabe, ainda não o venho partilhar convosco...

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7 Ideia(s):

tragofadonossentidos disse...

Se nós não gostarmos de nós próprios, se não nos sentirmos apaixonantes, dificilmente acreditaremos que alguém se possa apaixonar por nós. Logo, dificilmente passaremos ao outro as energias necessárias para que ele(a) saiba que nós estamos disponíveis para que se apaixonem por nós e vice-versa. Quanto à história de só haver uma metade para cada laranja, sendo que uma das metades somos nós, acho um bocadinho redutor. Pessoalmente acredito que existem é determinadas tampas que tapam a nossa panela num espaço limitado de tempo. Acho que a nossa panela vai mudando de tamanho e se a tampa com quem estamos não acompanhar essa evolução deixa de ser a certa para nós.
Beijinhos,
Nuno
PS: Vês como sou bem mandado. Falaste em mim e eu comentei. lol

Iris R. Costa Barroso disse...

Pois eu já acho que existem muitas tampas que têm o mesmo tamanho, é que desconfio que até isso, já é feito em série... ;)

tragofadonossentidos disse...

Só mesmo uma mente como a tua para distorcer um momento de reflexão sobre relacionamentos, tampas de panelas e metades de laranja numa orgia em que as tampas e as panelas são produzidas em série e anda tudo numa alegre animação. Só falta mesmo dizeres que até as laranjas são produzidas em série, para que haja várias metades a poderem encaixar noutras tantas metades. lol.
Beijos,
nuno

Iris R. Costa Barroso disse...

As laranjas já são produzidas em grandes quantidades à muito tempo, com a clonagem então saiem iguaizinhas umas às outras.

Quanto às tampas, para além das que são produzidas em série, existem aqueles que têm o mesmo tamanho, mas que são de marcas diferentes...

Isto assim fica mesmo confuso....

Anónimo disse...
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tragofadonossentidos disse...

Se têm o mesmo tamanho, mas a marca é diferente há algo de errado nessa parceria, mesmo que à partida pareça perfeita.

Quanto às laranjas, mesmo produzidas em série, normalizadas e cortadas ao meio por uma máquina milimétricamente afinada, dificilmente se juntarão perfeitamente, se não provierem as duas do mesma laranja inteira.

Se bem que o problema com as laranjas é que não podemos garantir que as duas metades mirrem à mesma velocidade, mesmo que sujeitas às mesmas condicionante.

Mas o que é que discutíamos mesmo? Ah! Já sei! relacionamentos! É que com tanta panela, tampa de panela e laranjas clonadas já começo a ficar um pouco baralhado.

Iris R. Costa Barroso disse...

Quanto às laranjas realmente ñao, sei, mas as panelas e as tampas têm outro problema, é que por vezes, o diametro é o mesmo, a matéria prima é a mesma e tudo parece mesmo certo, mas depois vem-se a descobrir que as marcas eram diferentes... fábricas diferentes, outros backgrounds...

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