«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Melancolia

É quase sempre insuportável, quando aquele dia do mês surge. Não só pelo mal estar, dores e acessórios pouco estéticos, mas sobretudo, porque foi mais um ciclo que se desperdiçou, mais uma oportunidade que se esgotou e o meu sonho de ser mãe...cada vez mais longe.
(Oh, quantas promessas por cumprir?! Quanto tempo perdido!) Ainda por cima chove. Não faz mal, algo que verte as lágrimas que já não contenho. Não me telefonem. Não me falem. Quero silêncio, quero o conforto dos meus lençóis, o seu toque suave na minha pele. Na ausência de outro tipo de toque, este terá que servir. Lá fora continuava a chover.

2 Ideia(s):

David disse...

Pareces deseperada, mas não é caso para tanto. Há soluções e alternativas

Iris R. Costa Barroso disse...

Deseperada?! Não... apenas melancólica.

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.