«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

As coisas que eu aprendi...

 
Com os Óscars à porta, tento sempre ver todos os filmes que estão nomeados, pelo que, este fim de semana, fui ver o Revolutionary Road e apesar da beleza visual do filme e de pequenos grande pormenores de realização, o que eu mais gostei este filme, foi o que eu aprendi sobre a América do após II Grande Guerra:
1 - Os filhos desapareciam sempre que assim era conveniente.
2 - Os loucos parecem-se com pessoas "normais" e as pessoas "normais", parecem sempre loucas.
3 - Na década de 50 e 60, os homens americanos sofriam todos do grave problema de Ejaculação Precoce, pelo menos os que viviam (segundo a amostra) na Revolutionary Road.
Agora um pouco mais a sério, o filme está muito bem realizado, mas percebo a não nomeação do Leonardo para melhor actor e não entendo o Globo de Ouro da Kate Winslet, apesar da sua excelente performance. Mas enfim, gostos são gostos e cada macaco tem o seu. Não deixo no entanto de sugerir que o vejam, pois consegui rir à gargalhada durante um drama doméstico, o que normalmente costuma ter o efeito inverso em mim.

4 Ideia(s):

Anónimo disse...

Eu fui ver o filme com uns amigos e todos achámos o mesmo. Parecíamos tolos a rir, quando todos estavam quase a chorar.

Por vezes, quando um drama é demasiado intenso, o riso é um escape...não é?

Ana Aguiar

Anónimo disse...

Eu gostei do filme e achei que os dois estiveram tão bem como no Titanic. Acho que os dois fazem o casal perfeito.


adivinha quem é

Iris R. Costa Barroso disse...

Ana,

É um escape sem dúvida, mas não foi o caso. Achei mesmo que o filme tentou ser tão intenso quanto o livro, que pecou pelo excesso, ficou sem sentido. Por vezes menos é mais,

Iris R. Costa Barroso disse...

Adivinha quem é,


Sei muito bem quem és e já enviei um mail, vai lá ler se fizeres o favor.

Posso dizer-te que gostei mais deste que do Desenho animado Titanic... sabes o que quero dizer, não sabes?

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.