«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Dias de chuva...


Há dias em que a ansiedade é tão grande, que tudo parece não estar à altura das expectativas.

Queremos um beijo e temos o beijo, mas o beijo não sabe ao beijo que queríamos. Queremos um café e tomamos um café, mas o café tem sabor diferente. Queremos um escritório quentinho e este está um gelo (mas este está mesmo). Queremos mais uns minutos na cama com ele e, ele está ausente, já se levantou, nem se deitou ainda. Queremos receber um determinado email de confirmação e há vários emails, mas nenhum é um dos que queremos.

Colocamos a fasquia do dia tão alta, que só podemos mesmo ficar desiludidos. Não existem dias perfeitos e este está a passar ao lado de qualquer dia que se aproxime (nem que seja por engano) da perfeição.

Talvez melhore, afinal ainda agora começou, mas está complicado, muito complicado.

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.