quinta-feira, 13 de março de 2008

Bem alto e em plenos pulmões. Gritar o meu desespero, a minha revolta, de forma audível e inconfundível, para que todos a conheçam. Eu sou a primeira a admitir os meus erros ortográficos (alguns são mesmo de estimação) e de usar, uma ou outra, liberdade gramatical (por vezes dá jeito), mas não consigo compreender, nem compactuar com o novo acordo ortográfico aprovado. Mas nada a fazer! Mais dia menos dia, serão lançados no mercado os novos dicionários da língua portuguesa, (quem diria que eu iria necessitar de um dicionário para saber escrever as palavras que sempre escrevi...), cheios de "palavras mais fáceis de escrever", explicam os entendidos, que "une os diversos portugueses falados pelo Mundo", (e eu para aqui a pensar que a língua era uma só e que já nos unia, numa suave lusofonia), que é como quem diz: o tradicional e o brasileiro.

Mas vou tentar fazer entender-me. O meu problema, começa todo com a ideia do "Mais fácil". Porquê mais fácil? O que temos agora é complicado? Não o falamos e escrevemos desde tenra idade? Porquê alterar o código de escrita? É que da última vez (e já lá vai algum tempo, viva a TV Cabo!) que eu mudei da SIC para a TVI e da TVI para a SIC em horário nobre, a diferença de sonoridade dos portugueses falados, era muito diferente e desculpem-me, mas a minha sonoridade é muito mais fechada, do que o português cheio de vogais abertas, falado pelos brasileiros. Consequentemente, ao escrevermos as palavras da mesma forma (ou de forma aproximada), as minhas vogais irão fechar-se ainda mais. Devo ser das poucas pessoas que ainda escreve "Baptista" e não "Batista", é porque se não sabem o som é diferente, apesar do "P" mudo. Devo ser das poucas pessoas (pelo que vejo escrito em todo o lado) que ainda acha que se conta às crianças "Histórias de encantar" em vez de "Estórias de encantar". Estória?! Esta palavra sugere um sucedâneo de Estore, algo que se coloca nas janelas para tapar o sol. Que diz "Contínuo" e não "Continuado", "Morto" e não "Matado", "Liberto" e não "Libertado". Eu quero dizer ACTOR, ACTRIZ, ACTO, ACTUAR, abrindo a letra "A" sem ter que a decorar como uma árvore de natal. Ela fica tão linda casada com o "C", supostamente mudo! Mas não!
"Temos que simplificar, criar pontes, todos nos temos que perceber. "
O que acontecia até agora? Vivíamos numa Torre de Babel? Ainda bem que existem diversas pronúncias, adoro um sotaque. Mas mudar o português? O português é só um... Chamem-me "Velha do Restelo"; agarrada ao passado e a fantasmas! Digam-me que o Português é uma língua viva e que, por isso, evolui! Digam tudo isso e muito mais, que eu continuarei a achar que isto é um erro crasso.
"Simplificar! Unificar!"
Então simplifiquemos, unifiquemos e falemos todos INGLÊS. É que apesar do Inglês ser uma língua bárbara, privada de diversidade de tempos verbais, de determinantes e adjectivos, acentos, pontuações e outras coisinhas que complicam uma língua, segundo os especialistas, está cheia de vantagens em relação ao Português. Não acreditam?! Aqui estão apenas algumas:
  1. Ecológica: Como tem menos palavras, tempos verbais, determinantes e poupam nas letras, acentos e pontuação, utiliza menos tinta de caneta e toners e, consequentemente, menos papel,
  2. Rápida: por todas as razões acima apresentadas e tenho a certeza que ainda arranjava mais algumas,
  3. Única: ficaria mais de metade do Mundo a falar a mesma língua.
Mas a melhor de todas é que é também mais Económica; é que com o Inglês, não tenho que comprar um novo dicionário; já lá tenho um na estante. Que me dizem?! Eu, por enquanto, apenas digo:
HAAAAAAAAAAAAAAAH (reparem na utilização do H mudo, não foi um acaso)

9 Ideia(s):

Anónimo disse...

Quanto ao acordo ortográfico, estou plenamente de acordo, não faz o mínimo sentido, em alguns casos acho que chega a ser mesmo uma aberração. Não se vê outros Países a fazerem nada do género com as "suas" Linguas.

Se é isso que nos faz "Velhos do Restelo", está-me a querer parecer que, felizmente, afinal ainda existem muitos.

Por outro lado, utilizar o Inglês para "simplificar e unificar" !

Porquê ?, no mínimo não me parece justo para com todas as outras Linguas.

Se a ideia é realmente simplificar, porque não utilizar o Esperanto ?, a lingua especialmente criada para esse efeito

Beijocas

AC

tragofadonossentidos disse...

Ai! Que mal disposta! Isso deve estar mesmo mau. Temos de voltar aquele restaurante onde erstivemos na quinta-feira a ver se ficas mais bem dispostinha.

Quanto ao post, chamem-nos lá aquiçlo que quiserem, mas eu continuarei a escrever da mesma forma que me foi ensinada. Burro velho já não aprende línguas.

Bjs,
Nuno

Anónimo disse...

Será que "ouvi" (li) bem ?,
Acho uma excelente ideia !

Já agora, ... eu também tenho andado muito "Mál disposta" !!


bjs
AC

tragofadonossentidos disse...

Não me tinhyas dito q ias por uma foto tua neste post.

Parece impossível, sua imitadora, lol.

Iris R. Costa Barroso disse...

Se eu tivesse um dicionário de Esperanto, numa das minhas prateleiras, teria sido uma óptima ideia...

Iris R. Costa Barroso disse...

A foto saíu bem, não foi? Até pareço uma pessoa normal... aos berros, mas normal!

tragofadonossentidos disse...

Muito bem, a colocar aqui uma das letras da nossa "vida fácil".

A tua sorte é ires escvrever a maior parte do que falta, se não processava-te por uso indevido de material registado, sem a devida autorização do autor lol.

Quanto a pareceres normal... nem por isso, mas... mas pelo menos valeu o esforço.

Bjs,
Nuno

tragofadonossentidos disse...

Já agora, podem continuar com os comentários no meu blog, eu n me importo lol.

Ouviste Mara?!

Bjs

tuquetragonossentidos.blogspot.com

tragofadonossentidos disse...

Estamos cada vez mais a sucumbir ao apelo carnal.

Parece impossível! lol

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