«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Adoro, Adorar!

 

Mulher_deitada Adoro a forma como me olhas, mesmo quando te ordeno que não o faças.

Adoro a forma como me tocas, mesmo quando imploro que pares.

Adoro o teu jeito meio ingénuo de ser, mesmo quando parece que gozo contigo.

Adoro que digas que me amas, mesmo que nunca o diga de volta.

Adoro a forma como deixas o meu corpo a tremer, em doces contracções, mesmo depois de eu te ter dito que não queria nada contigo.

Adoro sentir a tua barba por fazer roçar na minha pele despida, sentir o teu rosto no meio das minhas coxas, sentir o quente da tua respiração no meu pescoço, sentir os teus lábios cobrirem o meu corpo com beijos.

É verdade que tudo isto adoro, mas… Mas não te envaideças pois, por natureza, eu adoro adorar.

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.