sexta-feira, 11 de julho de 2008

Vocês lembram-se daquela urgência hormonal, que sentíamos enquanto adolescentes?
Aquilo não era urgência, era apenas precipitação.
Hoje, que já passei dos trinta, tenho a certeza disso. Agora sim, tudo parece urgir, o tempo escapa pelos dedos, como água, como areia e não há como voltar com os ponteiros do relógio para trás.
As coisas a fazer ainda são muitas; muitos planos a cumprir, muitas etapas para passar, muitas metas para cortar, mas os anos que surgem pela frente começam a ser, a cada dia que passa, cada vez menos, menos, menos.

1 Ideia(s):

tragofadonossentidos disse...

Só nos escapa aquilo que nós deixamos que nos escape e aquilo que de facto é irrelevante para a nossa existência e evolução.

Nós perdemos tempo de mais a planear e a projectar aquilo que ainda queremos fazer, esquecendo-nos de quão efémera é a nossa passagem e de que mais importante do que pensar no que pode vir a ser é vivermos o aqui e agora e o que já é. É a diferença entre o fazer e o ser.

Por mais que os anos e o tempo nos pareçam escorrer pelos dedos (especialmente depois dos 18 anos), enquanto estivermos vivos vamos a tempo de ser e fazer tudo aquilo que quisermos e sonharmos. E mesmo depois de passarmos a outro plano... Quem sabe.

Ena! consegui fazer um comentário quase tão grande como o post! Lol!

Bjs,
Nuno

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