quarta-feira, 18 de março de 2009

São engraçados os sonhos, não são?! Eles aparecem mesmo quando não os pedimos, surgem através de um estímulo incontrolável, contra a nossa vontade, do vazio, do nada e, imediatamente, ficamos para sempre com eles na consciência, presos na nossa pele, no nosso respirar.

É assim que acontece comigo, foi assim que aconteceu comigo, quando ao 16 anos a minha tia disse que estava grávida. Desde esse estímulo que o meu sonho principal foi ser mãe, ter na minha vida, alguém que poderia amar incondicionalmente e ser retribuída, ter dentro de mim, uma outra vida por quem seria inteiramente responsável e que sem a qual, dificilmente, continuaria a viver.

A minha prima nasceu, passado uns oito anos nasceu a minha sobrinha e passado oito anos, nascerá outra criança do ventre da minha irmã e eu… eu continuo a olhar para o meu sonho e vejo-o cada vez mais destorcido, desfocado, inalcançável, surrealista como num quadro de Picasso, apenas porque investi demasiado tempo, naquilo que nunca investiu tempo em mim…

 

4 Ideia(s):

Eli disse...

É claramente Picasso.

Iris R. Costa Barroso disse...

Claramente!

Eunice disse...

“Não há espaço e e não há tempo
num lugar aonde a terra banha o mar

As ondas são de rocha e os peixes flores
naquela orla em que acende a tocha
e o fogo apaga amores

cantigas buscando dono encantam no ar
homens que anseiam por amor
sem alma que o possa dar

a lua oculta esconde em si
o segredo de quem a alcança
numa terra onde espero por ti
e comigo morrerá ela…
a esperança”

José Moreira


A esperança é a última a morrer..Ainda é cedo e tens muito tempo..Jocas de quem te Ama muito!!

Iris R. Costa Barroso disse...

Obrigada maninha, vê se apareces mais vezes.

Lembra-me da próxima vez de te falar de montarmos um blog as duas.

Beijo para ti muitos para a criança dentro da tua barriga.

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