segunda-feira, 9 de março de 2009

Não sou grande apreciadora de "Demonstrações Públicas de Carinho", apesar de achar algumas deliciosas. Mas quando essas demonstrações de carinho começam a parecer o canal XXL num Sábado de madrugada, deixam-me incomodada e começo logo a pensar em como a Liberdade dos Outros acaba, quando a minha devia Começar.
Até que estava a ser uma boa manhã, cheguei cedo a Lisboa, tinha tempo para ler e-mails e escrever alguma coisa enquanto tomava o meu capuccino no Jeronymo do Rossio com o meu pão de sementes com queijo, antes de entrar no meu pavoroso emprego.
Sim, estava tudo a correr bem, até que na mesa ao lado duas raparigas, que pelo aspecto ainda são adolescentes, se agarraram uma à outra, numa troca de beijos e mãos, pernas para cima e para baixo, línguas rosadas e outras coisas...
E pronto, assim se estragou o meu pequeno almoço, a vontade de escrever a mensagem que queria e apareceu a necessidade deste desabafo. É que para além de serem "Demonstrações Públicas de Carinho" muito explícitas, eram duas mulheres, algo que me deixa ainda mais desconfortável e arrepiada.

Não gosto e ponto, mesmo que sejam a seguir ao Dia da Mulher.

10 Ideia(s):

John Doe disse...

Confesso o meu gosto de expressar carinho, seja onde estiver, mas com os limites do razoável. E aprecio a subtileza de um carinho em público despercebido dos olhares alheios. E num olhar pode estar todo o carinho do mundo...

O sexo de quem os faz em nada me incomoda.

O problema que persiste é que o limite do razoável para alguns é uma coisa muito lata...

Iris R. Costa Barroso disse...

Podemos expressar o carinho de tants formas diferentes e discretas.

Como disse na minha mensagem, também existem algumas de que eu gosto e uso, por vezes abuso, mas tudo o que é exagerado irrita, não interessa o quê, simplesmente, não gosto de exageros.

Que foi o caso. Quanto ao sexo das pessoas, bem, tenho que confessar, que duas mulheres (não tenho nada a ver com as opções de cada um), faz-me confusão, o que piorou em muito a situação. No entanto, teria sido incómodo se fosse um casal de homens, ou de mulher e homem, porque foi exagerado.

Não gsoto que me coloquem na situação: "Quem está mal que se mude!", porque na realidade, eu tinha tanto direito de tomar o meu pequeno almoço como elas e a bem ver, elas não estavam a comer mais nada que não elas mesmo.

tragofadonossentidos disse...

Recém chegado de um país e de uma cidade em q esse tipo de demonstrações são o pão nosso de cada dia, não posso deixar de me "empatizar" c esse sentimento.

Não tenho nada contra as opções sexuais de cada um. Desde q sejam felizes... M, como diria uma amiga minha, n tenho q partilhar da cama e das intimidades dos outros.

Iris R. Costa Barroso disse...

Bem vindo de novo, Nuno!

A não ser que escolhamos partilhar essa cama e essa intimidade!

Eunice disse...

Vá lá maninha não sejas assim....Dava tudo para ver a tua cara laroca...


Beijocas doces cheias de carinho!!!!

Iris R. Costa Barroso disse...

E eu a tua! Havia de ter sido giro, nós as duas a ver aquilo...

Anónimo disse...

não vejo sinceramente onde se econtra o problema...duas raparigas lesbicas tem o direito de viver como todas as pessoas...essa ideia de que o homem foi feito para a mulher ja passou do prazo...sou bissexual e tenho um relacionamente com uma rapariga e sinceramente nao tenho problemas de fazer seja o que for, onde for...quem nao quiser nao olha...existem coisas bem mais graves do que propriamente duas lesbicas trocarem um beijo...devia pensar e reflectir nesse assunto

Iris R. Costa Barroso disse...

Cara anónima;


è sempre bom saber que está bem com a sua sexualidade e que esta se recomenda. Aliás nada tenho contra com as opções de cada um e se se tivesse dado ao trabalho de ler os comentários e de ter lido com a devida atenção o meu post, teria visto isso mesmo.
Aliás com os amigos que teho eria de uma enorme hipocrisia achar que o mal do Mundo estava num beijo entre dois homens ou duas mulheres.

Mas obrigada por me obrigar a ressalvar de novo e mais uma vez esta posição, para que não existam dúvidas quanto a isso.

O que esteve mal, foi a profundidade das carícias demonstradas. O exagero cheira mal e elas estavam a passar da marcada liberdade pessoal. Quandeu quero ver pornografia, procuro os sítios indicados e apropriados e não tenho o hábito de estar a comer enquanto a vejo. O problema nunca esteve no facto de serem duas raparigas (apesar de isso ter ajudado, porque não gosto pessoalmente) o facto estavano que ea estavam a fazer.

Talvez a anónima possa rever isso!

Nuno disse...

Concordo plenamente c o q dizes Iris!! (MILAGRE!!! ;))

Cara anónima, ninguém mais do que eu é a favor de q as pessoas tenham os relacionamentos que queiram, com quem queiram e que sejam livres de o assumirem publicamente.

Contudo, a liberdade dos outros termina onde começa a minha e, independentemente do sexo dos envolvidos, ninguém tem o direito de me meter olhos a dentro a sua intimidade.

A caríssima anónima diz q quem n quer n olha, porém isso só se aplica qd as pessoas usam de ~um mínimo de discrição (mesmo q em local público), n qd o fazem c o intuito de chocar os outros c as suas atitudes e o fazem em locais em q, p mais q queiramos, n o podemos ignorar. E mais uma vez sublinho q isso nada tem a ver c as opções sexuais de cada um. P mim é tão incomodativo esse tipo de manifestações públicas parte de dois homens, duas mulheres (como foi o caso), ou de u homem e uma mulher.

Bjs

Iris R. Costa Barroso disse...

Exactamente Nuno.

O que dizer mais para além de tudo o que já foi dito?!

Era tão bom que as pessoas lessem as coisas até ao fim...

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