terça-feira, 14 de abril de 2009

beijo no pescoço.bmp Aquilo já não lhe dava mais prazer, ele não queria vê-la chorar, não era isso que ele pretendia. Na realidade, ele queria que ela gostasse dele, pelo menos durante o tempo que a relação entre ambos durasse, isso deixá-lo-ia mais à vontade no seu papel de estuprador. Ele não conhecia, até agora, outra forma de sexo, que não a consensual. – Agora despe-te! – ordenou, mas ela permaneceu tão imóvel, quanto a última vez e ele começava a perder a cabeça.

Ele olhou bem nos seus olhos, ele podia ver o seu medo, isso baralhava-o ainda mais. Quase que ele arriscava a afirmar que ela tinha tido treino militar. As posições que assumia, o que dizia, o que fazia, tudo parecia tirado de um manual de sobrevivência em caso de detenção, por parte do inimigo. Mas isso seria impossível, ela era pouco mais que uma criança. Por outro lado, era tão frágil, tão pequena, tão desprotegida. Ela despertava nele, emoções, com as quais, ele não sabia como lidar. Emoções que ele não podia dar-se ao luxo de ter.

- Despe a camisa, já! – ordenou-lhe, mas com tanto efeito, quanto o anterior. Talvez, e apenas arrisco a dizer que talvez, quanto muito, ela tenha demorado mais o seu pestanejar.

Ele, perde a pouca paciência que ainda guardava e esbofeteia-a, de novo. Ela não cai, como da outra vez, o que aumentou ainda mais a sua raiva, chegou mesmo a duvidar da sua força. Decide retirar, ele mesmo, aquela peça de vestuário, que tanta discórdia estava a causar, atirando-a para o chão. Ela não se mexe, apenas estremece ligeiramente.

- Porquê eu? – volta a insistir. O cheiro que o seu corpo exalava era tão doce que o intoxicava.

- Porque eu te escolhi. – confessa, apesar de saber, que tal resposta está longe de lhe oferecer qualquer conforto. Ela tem frio, mas treme de medo e ele sabe disso. Ele beija o seu pequeno e fino pescoço e sente um pequeno tremor nas suas próprias pernas. Ela apercebe-se e pensa que talvez seja um ponto a seu favor. Ou talvez não. – Afinal está mesmo frio! – acaba por se desculpar.

- Pois está! – concorda ela.

2 Ideia(s):

Anja-Demoníaca disse...

Hummmmmmmmm gostei da leitura, voltarei para ler o rapto desde o início.
Tens o tipo de escrita que gosto!
Obrigada por sua visita, espero ter a honra e o prazer de de ter novamente e várias e vezes em meu blog.
Beijos da Anja-Demoníaca

Iris R. Costa Barroso disse...

Anja Demoníaca,

Muito obrigada! Volta sempre que quiseres e espero que continues a gostar.

Beijos

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