«Permiti-me entretanto que dê um conselho ao meu futuro ou actual leitor, que seja efectivamente melancólico: Não deve ler os sintomas ou os prognósticos na parte seguinte, para não ficar perturbado e não extrair deles afinal, mais mal que bem, aplicando o que ler a si próprio... como o faz a maior parte dos melancólicos.»

R. Burton, Anatomy of Melancholy, Oxford, 1621, Introdução

Domingo, 19 de Abril de 2009

À Noite…

acordar4xe A noite arrefece e eu acordo, tenho frio. Procuro a pele dele no outro lado da cama, está quente, é suave, a carne endurecida pelo exercício, torna-se macia ao toque. Estreito-o nos meus braços e peço ao seu ouvido:

- Beija-me! Beija-me como se não houvesse amanhã!

E ele mesmo a dormir, vira-se, abraça-me como se quisesse que eu fizesse parte do seu corpo, como se eu fosse uma extensão de si mesmo. Abre os olhos, beija-me e faz de mim uma mulher feliz.

4 Ideia(s):

Jo disse...

Adorei a descrição dessa "noite".... fiz as pausas, as entoações, a respiração no sitio certo e ao invés de estar a ler, levaste-me a "ver" essa cena... a sonhar.... :)

Xoxo,
Jo

Iris R. Costa Barroso disse...

Jo,

Que bom que já te sentes melhor para poderes sonhar, respirar e "entoar".

E sim, começo a achar que somos mesmo almas gémeas!

Obrigada, adoro ver-te aqui e em qualquer lado.

Beijos,

A Bolotinha disse...

...engraçado que revejo nesta cena algumas das minhas noites!Obrigada, acho que sou uma felizarda.

Iris R. Costa Barroso disse...

Bolotinha,

Questionava-me onde andava este comentário, pensava que se referia às conversas de madrugada.. que tonta que sou!

Se te reviste neste trecho, é sinal de que vives bem... Como te invejo!

Há muito tempo que não tenho nada assim, mas hei-de voltar a ter.

Beijos,

Obrigada!

Obrigada por ter perdido tempo a ler estes pensamentos que habitam comigo diariamente na minha mente e que de alguma forma sinto necessidade de partilhar.

Espero que tenha tido oportunidade de partilhar alguns dos seus também.

Volte sempre.